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Grupo Meninas de Sinhá estreia no mercado editorial com livro de poemas de uma de suas integrantes
Mesmo sem ter frequentado a escola, a mineira Maria Isabel Carlos escrevia poemas e contava histórias. A curiosidade fez com que conhecesse as letras e assim aprendeu a ler e escrever. Escreveu tanto que seus poemas viraram livro.
Eu, Bonsai – Minha Vida em Versos, reúne 44 poemas de Maria Isabel e será lançado pelo Grupo Meninas de Sinhá no dia 17 de novembro (sexta-feira), a partir das 19h, na Livraria Leitura do Boulevard Shopping.
Os textos foram selecionados pela própria Maria Isabel, por sua irmã Bernardina de Sena e pela produtora do Grupo Meninas de Sinhá, Patrícia Lacerda. São poemas que falam sobre o cotidiano da vida, os sentimentos, as angústias. Isabel, integrante do Grupo Meninas de Sinhá desde a fundação até o seu falecimento em setembro de 2016, dizia: “O que eu sei é que posso aprender muitas coisas ainda e continuar sem saber outras tantas, o mundo é tão formidável que não ensina tudo, deixa o mistério a ser descoberto, e nesta busca se descobre e encontra Deus, porque tudo que não tem explicação, explicado já está”.
Além do Boulevard Shopping, o livro será lançado em outros quatro endereços. Em todos eles haverá intervenções artísticas do Grupo Meninas de Sinhá. O livro Eu, Bonsai foi produzido com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, através da Fundação Municipal de Cultura.
Sobre a autora
Maria Isabel Carlos nasceu em 1938, em uma comunidade rural do distrito de Pedra do Anta, zona da Mata de Minas Gerais. Mais velha de sete irmãos, nunca frequentou a escola. Na infância, ajudava a mãe no serviço doméstico - lavar, arrumar, cuidar dos irmãos e cozinhar para a família. Desde que aprendeu a ler com o pai, lia tudo o que encontrava: embalagens de sabonete, jornal velho e as revistas O Cruzeiro que chegavam por meio de um primo. Isabel se casou aos 16 anos e teve onze filhos, dos quais oito sobreviveram. Nunca trabalhou fora de casa. Veio morar em Belo Horizonte no início da década de 60 e viveu no Alto Vera Cruz, região carente de Belo Horizonte, até o seu falecimento. Participou ativamente do grupo Meninas de Sinhá desde a sua formação em 1989. Depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que deixou sequelas em sua fala, houve uma diminuição na elaboração de poemas. Ela também ficou impossibilitada de declamar e contar causos, atividades que realizava com frequência em escolas e centros culturais de Belo Horizonte. Seus vários escritos pessoais, estavam reunidos em um caderno, em folhas separadas, que ela esperava, um dia, ver publicados.
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