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DaMacedônia, um álbum sobre afeto e brasilidades

Comemorando 50 anos, Da Macedônia lança seu primeiro álbum com canções autorais, interpretadas por músicos mineiros

Em tempos de relações mais superficiais, contatos sem profundidade, instantaneidade, Da Macedônia propõe um mergulho imersivo em um disco que marca os seus 50 anos.

O show de lançamento será realizado no dia 21 de novembro, às 20h, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium. As canções autorais de Da Macedônia serão interpretadas pelos talentosos músicos mineiros Bárbara Barcellos, Breno Mendonça, Everton Coroné, Lucas Fainblat, Marcos Frederico, Pablo Castro, Raquel Coutinho, Samy Erick e Vitor Santana.

O novo trabalho traz um tom afetuoso, apoiado por suas andanças e experiências de vida. "Este trabalho ‘fonografa’ a minha essência. Ele se refere a lugares, linguagens e ritmos, especialmente, brasileiros”, revela o compositor que assina as 10 faixas do seu primeiro disco autoral (duas em parceria com Augusto Cordeiro). O álbum inédito e a direção do show é do Grupo Trivial, formado por Augusto Cordeiro, Paulo Frois e Pedro Gomes.

A estreia de Da Macedônia no universo da produção foi em 2012, em parceria com amigos. Na ocasião, uma canção para o concurso Mestre Jonas de Marchinhas despertou o gosto pela composição e, influenciado pelo Clube da Esquina, não parou mais de frequentar os estúdios de gravação.

Paralelamente aos trabalhos de composição, gravação e shows, o compositor prepara um projeto direcionado a inclusão social de pessoas com deficiência por meio da música.

Confira o faixa a faixa!

ÁFRICA
Foi a primeira composição do disco. É uma saudação aos povos desse continente, um agradecimento por tudo que foi herdado de lá. “Ginga, poesia e raça”.

Da África para Brasil...

CARGAS D’ÁGUA
Após um desentendimento “doméstico” com sua companheira, Da Macedônia pensou: “ vou me vingar com uma música”. A idéia seria contar a volta por cima de uma pessoa preterida em um relacionamento, refutando qualquer possibilidade de retorno. No fim, o coração falou mais alto e a vingança ficou para lá.



IARA
Iara traz os sons da Bacia Amazônica e palavras livres, leves e soltas em Tupi-Guarani. “Nossos rios, índios e folclore”.

Do norte para o nordeste..

BRASIL LADO B
O Baião é o ritmo escolhido para “Brasil lado B”. É o nordestino que carrega o piano e a água na peneira pelo Brasil afora. Um dia, revoltado com os absurdos e injustiças desse país, Gustavo pensou: “Brasil dos brancos, dos bancos e das brechas, que b... “ E aí veio a idéia de compor essa crítica social com palavras iniciadas pela letra B.


E O BOI VOOU
Recife, cidade, impressionantemente multirrítmica, é representada nesse disco pelo frevo. Em 1643, Maurício de Nassau empreendeu a construção da ponte que atravessou o Rio Capibaribe. Foi nessa época, a maior construção da América Latina. Na inauguração, para ajudar a custear a onerosa obra, o empreendedor estipulou uma taxa de pedágio para os espectadores e prometeu fazer um boi voar. E o fez!

Do nordeste do Brasil para Minas Gerais.....

CHUVA NA SERRA
O Parque Nacional da Serra do Cipó é um dos grandes patrimônios dos mineiros. Os rios, flores, formações rochosas, os animais, a comunidade quilombola do açude, o Juquinha e o lindo “mineirês”.

Da Serra do Cipó até Ouro Preto....

A CIDADE NÃO MUDA
Inspirado no “Guia turístico de Ouro Preto” de Manuel Bandeira. A canção faz um tour atemporal pela maravilhosa Ouro Preto.

“O primeiro trem de Vila Rica a Belo Horizonte...”THE FIRST TRAIN
É uma alusão a música “Last Train Home”, de Pat Metheny. A canção é uma homenagem ao guitarrista e ao seu parceiro, o tecladista Lyle Mays, músicos que tanto trocaram com os brasileiros e que inspiraram Gustavo. Inicialmente, seria uma homenagem exclusiva ao guitarrista californiano, no entanto, a brilhante interpretação do tecladista Christiano Caldas, nos remeteu a essa magnífica parceria.



SANTÊ
A música é uma declaração (velada) de amor ao bairro Santa Tereza (Belo Horizonte), berço do movimento Clube da Esquina. Em primeira instância, parece referir-se a uma mulher. A música tem participação da russa St. Petersburg Studio Orchestra. “O trem que percorre essa linha tênue, férrea carrega um bocado de psicodelismo e melancolia”



O ESPÍRITO DO TEMPO
“Zeitgeist!! O meu momento e a minha convicção em empreender esta obra. Coincidentemente, ou não, quando completo 50 anos”, revela Da Macedônia.

Link para ouvir o CD: https://drive.google.com/open?id=1HWbXsXyM2SWJLvOog5NZzRSoFV8BcRyI

Foto:Etiene Vilela

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