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"Ensina-me ' Viver", com Nívea Maria, Arlindo Lopes e grande elenco
Dirigida por João Falcão, a peça é uma adaptação do filme “Harold e Maude” e conta a história da improvável paixão entre um jovem solitário e uma mulher com quase 80 anos, que abre para o rapaz um mundo de prazeres, alegria e liberdade
O grande sucesso do teatro, “Ensina-me a Viver”, volta aos palcos em nova montagem, trazendo a atriz Nívea Maria, que celebra 60 anos de carreira. Com texto de Colin Higgins, tradução de Millôr Fernandes e direção e adaptação de João Falcão, o espetáculo é baseado no filme “Harold e Maude” (1971), e conta a história do improvável encontro – e paixão – entre Harold, um “senhor de quase vinte anos”, solitário e obcecado pela morte, e Maude, uma “menina de quase oitenta anos”, livre e apaixonada pela vida. Nívea Maria dá vida à personagem, vivida nas montagens anteriores por Glória Menezes. No elenco, também estão Arlindo Lopes, Susana Ribeiro, Fernanda de Freitas, Luciano Bortoluzzi, Carol Dezani, Franz Granja, Walisson Machado e Priscila Alcebíades. O espetáculo fará apresentações nos dias 25 e 26 de novembro (sexta e sábado, às 20h30), no Grande Teatro do Sesc Palladium. Classificação: 14 anos | Duração: 110 minutos. Ingressos: R$ 75,00 (Inteira) e R$ 37,50 (Meia). Vendas pela Sympla -https://bileto.sympla.com.br/event/78082
Solitário e atormentado, Harold (Arlindo Lopes) vive com uma mãe indiferente e autoritária (Susana Ribeiro), sem qualquer troca afetiva. Atormentado, tenta chamar atenção simulando tragicômicas tentativas de suicídio. O jovem tem mania de visitar cemitérios e, numa dessas idas, conhece Maude (Nívea Maria), uma quase octogenária, livre e apaixonada pela vida que aproveita cada segundo de sua existência como se fosse o último. É um encontro inusitado e improvável, mas a sintonia é imediata. Maude abre para Harold um mundo de prazeres, alegria e liberdade.
“Alguns pontos que o texto levanta são mais relevantes ainda nos dias de hoje. É uma peça que fala sobre ‘viver’, sobre generosidade e tolerância com as diferenças. Estamos num momento em que ela é ainda mais oportuna. Estamos falando de humanidade, é uma peça pró-vida”, diz o diretor João Falcão.
Como dito no texto pela octogenária Maude: “o teatro não se deixa guardar”. “Ensina-me a viver” inevitavelmente pediu para voltar aos palcos. Assim, João Falcão e Arlindo Lopes, se reuniram para escolher uma nova intérprete para Maude. Veio a certeza de que a grande atriz Nívea Maria seria perfeita para o papel. Desse encontro feliz surge uma nova parceria, onde Nívea Maria traz para o espetáculo toda a beleza, liberdade e humor que a personagem tanto defende. “Uma grande atriz para uma grande personagem”. “Tivemos a Glória nas montagens anteriores, e agora a Nívea, ambas atrizes icônicas, experientes, que estão no nosso imaginário desde sempre, as duas se misturam com a própria história da nossa TV. Mas a peça está diferente, porque Nívea é uma Maude diferente. O espetáculo muda com a presença dela”, sublinha João Falcão sobre a nova Maude.
Para Nívea Maria, “Ensina-me a viver” chegou no momento certo e oportuno da sua vida, como artista e pessoa. “Tenho nas mãos um personagem riquíssimo de força e positividade. Para mim, como mulher, representa como eu muitas vezes me comportei na minha vida - com esperança de que as coisas dessem certo. E ela tem um humor que - poucas pessoas conhecem - eu tenho também. Então me identifico demais. Estou muito feliz por representar uma mulher de quase 80 anos que, apesar das dificuldades impostas pela sociedade, mostra caminhos e soluções. Eu também estou chegando aos 80 com alegria e energia de criar. A missão que eu escolhi há 60 anos atrás, continuo realizando. Acho então que tenho que comemorar pois este é um momento muito importante da minha vida”, diz a atriz.
Na remontagem, além do novo elenco, todo o cenário foi reconcebido por Sergio Marimba, assim como a luz por Paulo César Medeiros, a trilha por Marcello H e os figurinos por Kika Lopes e Rocio Moure.
“Ensina-me a viver” chegou ao Brasil pelo ator e produtor Arlindo Lopes, que se encantou pela história e comprou os direitos autorais do texto, há mais de 20 anos. Apesar do grande número de concorrentes aos direitos, entre eles atrizes e atores consagrados e produtores experientes, Arlindo, então um jovem em seus 20 e poucos anos, foi quem conseguiu obtê-los, levando adiante o sonho de viver Harold ao lado de uma grande Maude, interpreta pela atriz Gloria Menezes, que veio a tornar-se sua sócia e amiga até hoje.
Contando com a parceria do adaptador e diretor João Falcão, Arlindo pensou e viabilizou cada etapa do trabalho, reunindo à sua volta uma equipe formada pelos melhores profissionais das artes cênicas para levantar um espetáculo que veio a se tornar um marco do nosso teatro. “Ensina-me a Viver” estreou em 27 de outubro de 2007 no Teatro FAAP, em São Paulo, e em 02 agosto de 2008 no então Teatro Leblon, no Rio de Janeiro. A montagem foi vencedora de seis prêmios no ano de 2008, incluindo Melhor Espetáculo Drama, Melhor Diretor Drama e Melhor Ator Drama no Prêmio Qualidade Brasil e Prêmio APTR de Melhor Produção. Entre 2009 e 2015, esteve em turnê pelo Brasil, tendo passado por 45 cidades, entre elas as principais capitais, além de realizar novas temporadas em São Paulo e no Rio. Desde a sua estreia, cerca de 850 mil pessoas já assistiram ao espetáculo.
O espetáculo, que encerra a programação do Palco Instituto Unimed-BH 2022, é apresentado pelo Ministério do Turismo e pelo Instituto Unimed-BH, por meio do patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores, com produção executiva da Pólobh, apoio cultural do Sesc em Minas, patrocínio da New Holland Construction, apoio da Ferguminas Siderurgia, Hypofarma e Multilift, promoção exclusiva Alvorada FM, parceria de mídia com o Jornal O Tempo, Rádio Super Notícia, Fredizak e Soubh.
FICHA TÉCNICA
Texto: COLIN HIGGINS | Tradução: MILLÔR FERNANDES |Direção e Adaptação: JOÃO FALCÃO
Elenco: NÍVEA MARIA - Maude Chardin, ARLINDO LOPES - Harold Chasen, SUSANA RIBEIRO - Helena Chasen, FERNANDA DE FREITAS - Silvia Gazela / Nancy Mercury / Dora Alegria, LUCIANO BORTOLUZZI - Tio Vitor /Dr. Matias /Padre Finney /Inspetor Marcos /Caçapa, CAROL DEZANI – Maria, FRANZ GRANJA, WALISSON MACHADO e PRISCILA ALCEBÍADES – Coringas.
Assistência de Direção: ANA CAROLINA FRANCISCO |Cenografia: SÉRGIO MARIMBA | Figurino: KIKA LOPES e ROCIO MOURE | Iluminação: PAULO CÉSAR MEDEIROS | Trilha Sonora: MARCELLO H | Efeitos Especiais: BRUNO DANTE | Preparação Corporal: MÔNNICA EMÍLIO | Design Gráfico: GILBERTO FILHO | Assessoria de Imprensa: JSPONTES COMUNICAÇÃO e POMBO CORREIO | Mídias Sociais: RAFAEL TEIXEIRA | Diretor de Palco: DANIEL BENEVIDES | Camareiras: CLAUDIA LUNA e MARIA TERESA DOS SANTOS | Operadora de Luz: LARISSA KALUSINSKI | Operador de Som: VITOR OSÓRIO | Idealização do Projeto: ARLINDO LOPES | Produção Executiva: CAROL PICCOLI, CARLOTTA ROMANELLI e GILBERTO FILHO | Gestão Financeira: GILBERTO FILHO e CAROL PICCOLI | Diretor de Produção: ARLINDO LOPES | Realização: PÁSSARO AZUL PRODUÇÕES
SERVIÇO: PÓLOBH – TEMPORADA DE ESPETÁCULOS 2022
Espetáculo “Ensina-me a viver”
Dias 25 e 26 de novembro (sexta e sábado, às 20h30)
Grande Teatro do Sesc Palladium
Classificação: 14 anos | Duração: 110 min
Ingressos à venda pela Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/78082 ou nas bilheterias do teatro
Preços dos ingressos: R$ 75,00 | R$ 37,50
JOÃO FALCÃO
Com quase quatro décadas de carreira, 46 peças e muitos prêmios, João Falcão é uma referência da dramaturgia nacional. É dele a encenação da peça “A Máquina”, que projetou nacionalmente Wagner Moura, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos. Conhecido do grande público pelos trabalhos dirigidos na Rede Globo (“A Comédia da Vida Privada”, “Sexo Frágil”, “Clandestinos” (aqui lançando mais de dez novos atores no mercado), “Loucos por Elas”, “Nada Será como Antes”); no cinema, pela corroteirização dos filmes “O Auto da Compadecida”, “O Coronel e o Lobisomem”, “Fica Comigo Esta Noite” e “A Dona da História”. Assinou a trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”. Seus principais trabalhos no teatro são: “A Ver Estrelas”, “Mamãe Não Pode Saber”, “O Burguês Ridículo” (Prêmio Sharp de Melhor Espetáculo), “A Dona da História” (com Marieta Severo e Andréa Beltrão), “Uma Noite na Lua” (com Marco Nanini, prêmios Shell e Sharp por texto e direção), “Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, “Ensina-me a Viver” (Com Glória Menezes e agora Nívea Maria ao lado de Arlindo Lopes), “Dhrama”, “Clandestinos” (prêmio APTR de melhor texto e o Qualidade Brasil de melhor direção teatral de comédia), “Gonzagão – A Lenda” (Prêmio Shell de Música; Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo; e Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro, direção, figurino e direção musical, dentre outros), “Ópera do Malandro” e “Gabriela – Um Musical” (diversos prêmios, dentre eles: APCA de Diretor e Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro). Seu mais recente trabalho no teatro foi “Sonho de Uma Noite de Verão”, na Bahia. Já teve peças traduzidas para o inglês, francês, espanhol, alemão e hebraico.
ARLINDO LOPES
Formado pela CAL, esteve nos espetáculos “Um Homem Chamado Shakespeare” (direção de Bárbara Heliodora), “Fausto Gastrônomo”, “Trainspotting” (Prêmio Shell de Direção), “Laranja Mecânica”, “Marat-Sade”, “Alice Através do Espelho”, “Cauby! Cauby!”, “O Jardim Secreto” e “Ensina-me a Viver”. Produziu e atuou no monólogo “Leonilson, Todos os Rios Levam a Sua Boca”, o musical “A Ver Estrelas” (Prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção) e idealizou a montagem de “Ensina-me a Viver”, com direção de João Falcão, ao lado da atriz Glória Menezes, pelo qual recebeu os Prêmios Arte Qualidade Brasil de Melhor Ator, Espetáculo e Produção. Em 2015 estreou como diretor e adaptador do musical “As Aventuras do Menino Iogue”, que recebeu 11 prêmios CBTIJ e Botequim Cultural, entre eles Melhor Direção e Melhor Adaptação. A segunda direção foi o musical “Ombela - A Origem das Chuvas”, sucesso de crítica e público que venceu 9 categorias do Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças. Dirigiu e produziu recentemente o podcast “Até Onde Vai Sua Coragem” e o documentário musical “Escolhas”.
Na TV, esteve no elenco das novelas “Malhação – Vidas Brasileiras”, “A Lei do Amor”, “Geração Brasil”, “Da Cor do Pecado” e “Sabor da Paixão”, todas na TV Globo. Participou dos seriados “A Grande Família”, “A Diarista”, “Do Amor”, “Adorável Psicose”, “Faça a Sua História” e “Louco Por Elas”.
No cinema, atuou dos longas “Cazuza - O Tempo Não Pára”, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, “Alguém Como Eu”, do cineasta português Leonel Vieira, “O Beijo no Asfalto”, de Murilo Benício, “Berenice Procura”, de Allan Fiterman e “A Voz do Silêncio”, de André Ristum. Em 2022 trabalha na produção da montagem brasileira de “O Coração Normal” (The Normal Heart), premiadíssimo texto do autor Larry Kramer, e na nova encenação para “Ensina-me a Viver”, agora tendo ao lado a atriz Nívea Maria. O mais recente trabalho em série foi “Colônia”, de André Ristum, exibida no Canal Brasil e Globoplay, onde interpreta Gilberto, um jovem homossexual e um dos internos do hospício de Barbacena, e “Beijo Adolescente”, da HBO, com direção de André Ristum e ainda inédita.
NÍVEA MARIA
Nívea Maria acumula 69 trabalhos na TV, entre novelas e séries; 7 peças de teatro, em que foi dirigida por nomes como Miguel Falabella, Antonio Pedro Borges, Bibi Ferreira, Cecil Thiré, Odilon Wagner e Herval Rossano. Pelos seus trabalhos ganhou 6 prêmios de destaque como APCA, Troféu Imprensa, Arte Qualidade Brasil, entre outros, e foi indicada a mais 5.
Paulistana, ainda muito jovem, trabalhava como modelo quando foi descoberta pelo diretor de televisão Walter Avancini e ganhou, aos 17 anos, seu primeiro papel em uma telenovela, “A Outra Face de Anita”, veiculada pela extinta TV Excelsior de São Paulo, em 1964. Depois, já na TV Globo, em parceria com o então marido, o diretor Herval Rossano, atuou numa série de sucessos do horário das 18h: “A Moreninha”; “O Feijão e o Sonho”; “Maria, Maria”; “Dona Xepa”. Nos mais de cinquenta anos seguintes foi presença ininterrupta na televisão, atuando em produções de destaque como “Desejo Proibido”, “O Profeta”, “América”, “Celebridade”, a premiada participação em “A Casa das Sete Mulheres”, “O Clone”, “Explode Coração”, “Pedra sobre Pedra” e “Brega & Chique”.
No teatro, rompeu com a imagem de ingênua impressa pela TV quando apareceu nua em cena na peça “Na Sauna”, dirigida por Bibi Ferreira. No cinema, atuou em “Dona Flor”, de Pedro Vasconcellos, 2017.
Foto:Jontas Marques
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