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Di Souza divide noite com Skank em espetáculo que homenageia a ONG Querubins nesta quarta (13)
Multi-artista mineiro guarda relação afetiva com a ONG, onde se encontrou com a música ainda na adolescência e deu seus primeiros passos como profissional
Nesta quarta-feira (13) acontece um dos shows mais importantes da movimentada agenda do multi-artista mineiro Di Souza em novembro. Trata-se do espetáculo "A Música da Cidade", que leva ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes importantes nomes da música pop das Alterosas. Na ocasião, Di Souza divide a noite com Skank, Tianastácia, Roberta Campos e Da Parte. Mas o que torna o momento tão especial para o compositor, multi-instrumentista, arranjador, professor e maestro carnavalesco é o mote da apresentação: uma homenagem à ONG Querubins, justamente o projeto que proporcionou seu encontro com a música e onde ele deu seus primeiros passos como profissional.
"A importância do Querubins na minha vida é completa. Vim do interior de Minas para Belo Horizonte sem muitas perspectivas. Meu pai buscava novos rumos para a nossa vida, diante de algumas tragédias que aconteceram na minha infância, e o Querubins foi uma luz que me apareceu, que me deu possibilidades e oportunidades de me formar enquanto ser humano e artista, de sonhar coisas novas", conta Di Souza. "Foi lá que fiz aula de percussão e de outras artes. De lá, pude chegar no Carnaval e contribuir com esse movimento, compartilhando o conhecimento que eu havia adquirido. Por isso, esse show tem uma grande projeção sentimental para mim", completa o regente do bloco Então Brilha, um dos mais importantes do Carnaval de rua de BH.
Para Di Souza, a arte tem o poder de apontar novos caminhos. "A arte ressignifica as coisas, traz novas visões, críticas e reflexões. Através da arte, temos o potencial para pensar o futuro também a partir do lúdico e do subjetivo", reflete."A arte aponta caminhos, mas quem se salva é cada um. Nós somos quem fazemos nossas próprias escolhas", afirma o multi-artista, que ainda em novembro entra em estúdio para gravar seu segundo álbum autoral, o sucessor do elogiado "Não Devo Nada Pra Ninguém" (2015). undo álbum autoral, o sucessor do elogiado “Não Devo Nada Pra Ninguém” (2015).
Nas próximas semanas do mês, Di Souza ainda tem outros shows marcados. "Participo da apresentação da cantora Laura Catarina, uma querida amiga, filha de Vander Lee. Ela fará um show no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube, no dia 16, chamado "Amor de Pai", e cantarei algumas canções de Vander Lee. Já no dia 21, n'A Autêntica, participo do Colabhorasom, marcando presença neste evento que fortalece tanto a cena autoral da cidade.
Segundo disco
Também no dia 21 de novembro, Di Souza começa a gravar as bases de seu segundo disco autoral no Estúdio Motor. “Vai ser um disco mais consistente, um processo mais estruturado. A sonoridade está mais limpa, mais pop. Têm alguns funks, um rock, um pouco de brega também. Um disco com muitas guitarras e beats eletrônicos”, adianta, traçando diferenças entre o novo trabalho seu disco de estreia.
“Quando a gente grava um primeiro disco, queremos mostrar tudo que nos represente, tudo o que a gente faz. Então, ‘Não Devo Nada Pra Ninguém’ é bem experimental. Tem uma diversidade grande de ritmos, foram mais de 40 instrumentos, vários músicos”, relembra. “Já neste álbum, vou gravar com uma banda fixa, que me acompanha nestes últimos anos. Estamos todos mais maduros. Inclusive o próprio Rafael Dutra (produtor musical), grande parceiro, que também gravou o primeiro disco”, assinala.
Di Souza lembra que o álbum foi financiado pela empresa de um batuqueiro de Divinópolis, que aprendeu a tocar com ele, no Carnaval. “Aprovamos o projeto na lei estadual e não estávamos conseguindo patrocínio. Até que esse batuqueiro, muito querido, disse que sua empresa queria patrocinar. Fico muito gratificado por essa sorte que tive”, afirma. “Simbolicamente, acaba sendo algo como uma retribuição do Carnaval. Um agradecimento do universo, depois de trabalhar por tanto tempo pelo Carnaval, grande parte desse período sem remuneração”.
Sobre Di Souza
Artista de muita expressividade, Di Souza traz na bagagem a experiência de vida de quem nasceu na roça, criou-se na favela e habita a cidade grande. Cria da ONG Querubins, começou a dar aulas de percussão no projeto Corpo Cidadão, do Grupo Corpo, antes de formar o Então Brilha, hoje um dos maiores blocos carnavalescos de BH. Figura singular no reflorescimento do Carnaval de rua da cidade, além de reger o Brilha, fundou outros cinco importantes blocos da cidade, além de influenciar carnavais intermunicipais através de oficinas e cursos de formação desde 2012.
Como percussionista, gravou em mais de 25 discos e já integrou cerca de 15 bandas da cena musical independente de BH. Como diretor musical, assina três álbuns e três shows de novas bandas. Como educador, possui 15 anos de bagagem em diversos projetos formativos em Minas Gerais. Em 2013, fundou sua própria metodologia de educação musical, que desaguou na Percussão Popular. A escola, hoje com sede própria e mais de 200 participantes, realiza diversos eventos, além de oficinas de musicalização e percussão.
Foto:Bianca Aun
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