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O pianista francês Jonathan Fournel, vencedor do concurso rainha Elizabeth da Bélgica de 2021, faz sua estreia com a Filarmônica de Minas Gerais

A regência será do maestro convidado Marcelo Lehninger

Vencedor do Concurso Rainha Elizabeth da Bélgica em 2021, o pianista francês Jonathan Fournel faz sua estreia com a Filarmônica de Minas Gerais executando um dos concertos mais famosos do repertório pianístico romântico, o Concerto para piano nº 2 de Chopin, nos dias 17 e 18 de novembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais. A regência é do maestro convidado Marcelo Lehninger, que traz uma releitura da célebre Sinfonia do Novo Mundo de Antonín Dvorák. Ainda no programa das duas noites, a obra Eugene Onegin: Polonaise, de Tchaikovsky. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. Este concerto será transmitido ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Gerdau e Itaú por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.

Marcelo Lehninger, regente convidado

Atual Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, nos Estados Unidos, o brasileiro Marcelo Lehninger também foi Diretor Artístico e Regente Titular da Sinfônica de New West e Regente Associado da Sinfônica de Boston. Ele tem conduzido diversos grupos da América do Norte, como as sinfônicas de Chicago, Houston, Baltimore, Seattle, Toronto, Detroit e a Filarmônica de Rochester. Na Europa, além de ter auxiliado o então Diretor Artístico da Orquestra do Concertgebouw, Mariss Jansons, na turnê de 2015, atuou nas sinfônicas de Berlim e Lucerna, bem como na Filarmônica de Radio France, Orquestra Nacional da França e Orquestra de Câmara de Lausanne. Sua estreia em solo australiano se deu na condução das sinfônicas de Sydney e Melbourne, ao lado do solista e mentor Nelson Freire. Antes de se formar no Conductors Institute da Bard College em Nova York, Lehninger estudou violino e piano. Durante o ano de 2010, foi Regente Assistente da Filarmônica de Minas Gerais.

Jonathan Fournel, piano

Vencedor do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica em 2021, Jonathan Fournel estudou na Hochschule für Musik em Saarbrücken (Alemanha) com Robert Leonardy, e no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, onde foi aluno de Bruno Rigutto, Brigitte Engerer, Claire Désert e Michel Dalberto. Desde 2016, Jonathan Fournel é artista residente na Queen Elisabeth Music Chapel, na Bélgica, sob a orientação de Louis Lortie e Avo Kouyoumdjian. Jonathan obteve o primeiro lugar no Concurso Internacional de Piano Gian Battista Viotti e na Competição Internacional de Piano da Escócia. Ele se apresentou com a Orquestra Nacional de Lorraine, a Orquestra de Rádio e Televisão em Zagreb, a Orquestra Sinfônica de Jiangsu, a Orquestra Real de Câmara de Wallonie, Orquestra Sinfônica de Dubrovnik, Sinfonia Varsovia e a Orquestra Nacional Real da Escócia.

Repertório

Piotr Ilitch Tchaikovsky (Votkinsk, Rússia, 1840 – São Petersburgo, Rússia, 1893) e a obra Eugene Onegin: Polonaise (1877/1878)

Uma moça do campo se apaixona por um jovem almofadinha da cidade grande. Ela declara seu amor, mas é humilhada por ele. Anos depois se reencontram, Tatyana agora é casada e parte da aristocracia; Eugene fica encantado por ela. Será ele correspondido? Eugene Oneguin de Pushkin é um dos textos ficcionais mais amados de toda a literatura russa e, em junho de 1877, arrebatou a Tchaikovsky também, como escreveu para seu irmão Modest: “Eu estou apaixonado pela imagem de Tatyana. Estou sob o feitiço da poesia de Pushkin, e compelido a compor a música por causa dessa atração irresistível”. A impressão se transformou em uma ópera de três atos, sendo Polonaise a abertura do terceiro, apropriadamente embalando a cena de um baile. A polonaise, ou polonesa, foi uma dança muito popular entre os séculos XVIII e XIX, e a escrita por Tchaikovsky traz toda a pompa e circunstância necessária para a cena.

Frédéric Chopin (Zelazowa Wola, Polônia, 1810 – Paris, França, 1849) e a obra Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21 (1829/1830)

O Concerto para piano em fá menor marca o retorno de Chopin à Polônia, país onde nasceu, após os primeiros sucessos internacionais. A estreia aconteceu no Teatro Nacional de Varsóvia, em 17 de março de 1830. Paralelamente, o compositor estava trabalhando em seu Concerto para piano em mi menor, que estreou no mesmo ano, em outubro. Ambos resultam da necessidade do pianista – para lançar-se em carreira internacional – de encontrar um repertório que valorizasse suas habilidades individuais, mais ambicioso que as fantasias brilhantes, improvisos e variações que executara até então. Quando se mudou para Paris, no ano seguinte, Chopin incluiu o Concerto em fá menor em sua primeira aparição na cidade. É uma obra importante na carreira do músico, que solidificou sua reputação e lhe ajudou a garantir uma clientela de princesas e duquesas como alunas, o que lhe permitiria, nos anos posteriores, escapar dos palcos e dedicar-se à composição.

Antonín Dvorák (Nelahozeves, República Tcheca, 1841 – Praga, República Tcheca, 1904) e a obra Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, "Do Novo Mundo" (1893)

Em 1891, já célebre, Dvorák assume o posto de professor de Composição no Conservatório de Praga. No ano seguinte, muda-se para os Estados Unidos para ser o diretor do então Conservatório de Nova York, onde permanece até 1895. São desse período obras significativas de seu legado, como a Sinfonia “Do Novo Mundo”. Dentre seus alunos em Nova York, havia um rapaz negro que lhe deu a conhecer os spiritual americanos, com a metáfora das imagens bíblicas, a tragédia e o sofrimento da escravidão na América e dos africanos desterrados. O interesse despertado em Dvorák por esse gênero musical é o fundamento do célebre tema do segundo movimento da Nona Sinfonia, cujo solo de corne inglês constitui evocação da melodia pungente que muitas vezes caracteriza os negro spiritual. Ele realiza também, com o elemento musical folclórico norte-americano, um processo de assimilação análogo ao que se observa em relação ao folclore boêmio no contexto de sua obra. Esse processo, aqui, é consciente, e manifesto pelo próprio compositor, que afirmou não ter utilizado temas da música nativa norte-americana, mas, sim, ter-se utilizado dos fundamentos essenciais dessa música para elaborar seus próprios elementos originais. Não se pode dizer, com isso, que Dvorák tenha abandonado suas fontes boêmias em função da descoberta de uma nova linguagem. Ao contrário, esses novos elementos agregam-se, na Nona Sinfonia, àqueles que até então lhe haviam servido de fonte, para, aí, criar uma espécie de linguagem multicultural.

Programa

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto

17 de novembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

18 de novembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Marcelo Lehninger, regente convidado

Jonathan Fournel, piano

TCHAIKOVSKY Eugene Onegin: Polonaise

CHOPIN Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21

DVORÁK Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, “Do Novo Mundo”

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Concerto transmitido ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube, em fil.mg/youtube.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. A premiação dada pela Revista Concerto em 2020 teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica naquele ano, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades do estado de Minas Gerais receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 10 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto “A música do Brasil”, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado (este último indicado ao Grammy Latino 2020 de melhor gravação de música erudita). O terceiro álbum desse projeto, com obras de Dom Pedro I, foi Iançado em setembro de 2022, por ocasião das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil. É o primeiro disco totalmente dedicado a obras de Dom Pedro I.

A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Em 2022, dos dias 6 a 9 de setembro, a Filarmônica de Minas Gerais realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concerto do país: em Porto, na Casa da Música; em Lisboa, no Centro Cultural de Belém; em Coimbra, no Convento São Francisco. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, realizou um concerto a céu aberto, no dia 7 de setembro, no Jardim da Torre de Belém, na programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa. A turnê teve um público de sete mil pessoas nas quatro apresentações e excelente repercussão na imprensa.

Foto: Robin Ducancel

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