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No Dia Mundial do Diabetes (14), especialista alerta para a necessidade de manter o tratamento em dia e prevenir complicações como a amputação dos membros inferiores
A associação acredita que a amputação está relacionada à interrupção do tratamento de doenças crônicas como a diabetes
Mais de 245 mil brasileiros sofreram amputações de membros inferiores (pés ou pernas) entre 2012 e 2021, segundo um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). A associação acredita que a amputação está relacionada à interrupção do tratamento de doenças crônicas como a diabetes.
A professora do curso de Enfermagem da Estácio Belo Horizonte, Josei Karly Santos Costa Motta, afirma que entre as complicações da diabetes não tratada estão o pé diabético. “O pé diabético consiste em uma série de alterações, como a neuropatia diabética, que leva à perda da sensibilidade nos pés; doença vascular periférica (circulação sanguínea insuficiente); lesões (feridas) que não cicatrizam e, se não tratadas adequadamente, poderá acarretar a amputação do membro”, comenta a enfermeira que é mestre em Saúde Pública.
A atenção aos sintomas é fundamental para iniciar o tratamento o mais cedo possível, como destaca Josei Karly. “Perda da sensibilidade, ressecamento, feridas que não cicatrizam e excesso de calosidades são indícios significativos para buscar ajuda de um profissional de saúde com urgência. Em lesões de grau leve, a indicação é de limpeza e de curativos especiais e hidratação nas áreas mais ressecadas dos pés. Quando as lesões são de grau mais elevado, o médico poderá prescrever antibióticos por via oral ou endovenosa, dependendo das condições da circulação sanguínea. Seja qual for o quadro, o paciente precisa ser acompanhado por um profissional de saúde”, orienta a docente da Estácio Belo Horizonte.
Para evitar complicações drásticas nos pés, a enfermeira reitera que o tratamento da diabetes deve ser mantido junto à adoção de alguns cuidados no dia a dia. “O paciente deve fazer um controle rigoroso da glicemia; hidratar os pés frequentemente; usar calçados fechados e macios; olhar os pés diariamente, com a ajuda de um espelho, a fim de procurar possíveis lesões; e jamais andar descalço”, orienta.
Foto: Divulgação
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