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Espaço Aberto BDMG apresenta Residência CURA – Mulheres Grafiteiras no BDMG Cultural
Galeria de Arte BDMG Cultural recebe artistas selecionadas pelo coletivo na programação do Festival CURA em Belo Horizonte
Em sua segunda edição, o programa Espaço Aberto BDMG recebeu o “Residência CURA – Mulheres Grafiteiras no BDMG Cultural”. O projeto faz parte da programação do Festival CURA, em Belo Horizonte. Durante uma semana, Bárbara Daros, Fênix, KaKaw e Scheilla Soll grafitaram painéis na galeria. O público pôde acompanhar todo o processo.
A escolha das artistas participantes foi realizada por uma comissão julgadora formada pelas idealizadoras do CURA, Juliana Mon’t Flores, Priscila Amoni e Janaína Macruz, e pela artista Raquel Bolinho.
Durante o processo da residência, as participantes foram acompanhadas por três profissionais de artes urbanas, que promoveram oficinas e rodas de bate-papo para orientar os trabalhos desenvolvidos. Foram eles Bernardo Biagioni, da galeria Quartoamado; Ed-mun, artista há mais de 20 anos e referência mundial no grafite; e Raquel Bolinho, artista que tem espalhado a sua arte por toda a cidade, com os famosos bolinhos.
Kakaw, uma das participantes da residência, falou sobre a oportunidade de ser orientada por esses profissionais que ela tanto admira. “É um privilégio tê-los conosco, guiando os nossos trabalhos. Sempre admiramos a iniciativa do CURA, e agora fazemos parte da sua programação”, conta.
No início da residência, não houve uma temática definida para as duas grafiteiras e as duas artistas plásticas. Porém, com o decorrer dos dias, elas perceberam que os trabalhos conversavam um com o outro. “Vimos que eles se conectam pelas linhas, pela ancestralidade, pela mulher e pela quebra dos desenhos”, explica Kakaw.
O público poderá conferir os trabalhos finalizados no dia 12 de novembro, às 19h, quando haverá o evento de lançamento da exposição. As telas ficarão expostas até quarta-feira, dia 14 de novembro, de 10h às 18h. O acesso é gratuito.
Sobre o CURA
Em 2019, a programação do CURA teve início no dia 5 de novembro. Nesta edição, o coletivo vai pintar as empenas do Amazonas Palace Hotel, do Edifício Chiquito Lopes, e as duas torres do Edifício Satélite.
O CURA nasceu de um sonho antigo de vários artistas e amantes de arte urbana em cobrir com cores a linha do horizonte e transformar a paisagem da capital mineira, resgatando a trajetória desta arte na cidade e reconhecendo sua atual dimensão e força no país e no mundo.
O Festival CURA é o primeiro de pintura em prédios de BH e o segundo do gênero no Brasil.
Sobre o Espaço Aberto BDMG
O objetivo do Espaço Aberto é absorver lacunas das artes visuais na capital, abrindo a galeria de arte da instituição para coletivos e propostas individuais que explorem novas linguagens. “Nossa intenção é receber essas propostas e torná-las viáveis, escutando os coletivos e permitindo a realização delas em um espaço de arte”, explica o coordenador da Galeria de Arte BDMG Cultural e do projeto Érico Grossi.
O Espaço Aberto vai trabalhar as várias linguagens das artes visuais. Todo ano, um coletivo será convidado para ocupar a galeria, explorando sempre uma vertente diferente.
Foto: Área de Serviço
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