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Show de lançamento Cadu de Andrade, "Warner/Show Me", em BH

O evento acontecerá no Teatro do Centro Cultural Unimed BH – Minas Tênis Clube

Será no dia 12 de novembro, sábado, às 21h, o show de lançamento do álbum “Há de surgir”, do cantor e compositor e instrumentista, Cadu de Andrade, artista exclusive Show me! Warner Music.

O evento acontecerá no Teatro do Centro Cultural Unimed BH – Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – BH – MG).

Com 12 canções, arranjos de Cadu de Andrade e Murilo Barbosa, o disco foi gravado ao vivo, no Bemol Studio (BH), por Ricardo Cheib, mixado por Cadu de Andrade e Ricardo Cheib e masterizado por Felipe Tichauer, no estudio Redtraxxmastering (EUA). Criação e Capas singles e full album: Christiano Viana. Fotos Capa e divulgação: Carlos Hauck. Figurino: HM Paris.

No show, Cadu de Andrade se apresenta ao lado de Murilo Barbosa, ao piano.

Desenho de luz para o show: Nuno Beserra. O repertório mescla músicas do novo disco à outras canções de valiosas interpretações do artista, algumas já gravadas por ele: a saber, Breu, Foi mais, Ciranda, São João, Esse mar, Rua dos ventos, Calma e Há de surgir (do novo álbum) e Te conheço, Carolina, Explode coração, Diga lá coração, Não tem tradução, Armadilhas do Pensamento, Close to you e um medley Guilherme Arantes, Cazuza, Djavan e Belchior).

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro e pelo site Eventim: https://www.eventim.com.br/artist/caduandrade

Há de Surgir", o novo álbum de Cadu de Andrade

Cadu de Andrade é cantor, compositor e instrumentista e se tornou conhecido pela capacidade ampla de conversar com canções. De reler com a competência de um grande intérprete.

Assim o fez desde seu primeiro álbum “Holofotes” produzido por Ezequiel Neves disco que trouxe à luz importantes canções como a canção título do álbum de autoria de João Bosco/Antonio Cícero/Waly Salomão, "Quem Diria" (versão de Nelson Motta para You’ve changed” de Carl Fisher e Bill Carey), o samba de Billy Blanco “A banca do distinto” e colocando novamente em rotação um autor que prematuramente saíra de cena e que Cadu abraçaria totalmente no seu segundo álbum - Gonzaguinha com a faixa “Explode Coração”.

De canções de cinema à canções brasileiras de relevância poética e melódica Cadu de Andrade construiu uma forma verdadeira de falar ao público com projetos que acreditou e defendeu e que o levou passo a passo à turnês pelo Brasil, européias trazendo quando havia espaço, o compositor.

Este espaço digamos secundário se deu exatamente pela competência vocal, afinação e timbre marcantes num país liderado por cantoras e cantautoras (ele já foi citado como “Maysa de calças”, “um Deus”, entre outras menções pela sua chegada numa cena liderada por mulheres no Brasil.

Como compositor se apresentou desde o primeiro álbum, mas assumiu a missão por completo ao apresentar 12 canções para o seu terceiro álbum totalmente autoral “Não me acendo só”.

Cercado sempre de muitos convites para discos de samba, tributos, baseados no grande sucesso que foi cantar Luiz Gonzaga Junior em “Comportamento Geral”, Cadu se sentiu mais interessado na experiência de criar.

E disse muito obrigado a muitos e outros muitos nãos, para poder gestar, organizar seus cadernos e gravações motivado pelo seu autor e pela grande experiência que foi ver duas músicas suas serem bem executadas em rádios de Portugal que o recebeu para uma tour de 80 shows onde teve uma experiência inusitada ao aceitar o pedido de Natalie Cole para melhorar seu fluxo de dicção e articulação para a execução de “Dindi” já que a manager era a mesma dos dois artistas o que proporcionou este grande encontro.

Algo novo nascia dentro dele principalmente e que já era impossível retroceder.

Que era começar a colocar sua própria obra ä frente e em primeiro lugar começando a ser mostrada fora do Brasil (lembrando que ele sua trajetória expressiva começou na Itália onde gravou um disco para aquele país) em projetos onde só se recebiam autores.
E ele partiu para o mundo das residências artísticas, festivais e da não repetição do que já não servia.

Como lhe fora dado por Maria Bethânia o título de “Cantor”, desvencilhar-se e com orgulho desta medalha não foi tarefa tão fácil.

Dois discos autorais foram produzidos no período pré-pandemia e pandemia que levantou interesse da gravadora Warner em edita-los.

“Há de Surgir” é o primeiro deles, gravado com piano de cauda e voz que está começando seu caminho oficialmente dia 12 de novembro, em Belo Horizonte no Teatro do Minas Tenis Clube.

Seu parceiro neste disco é Murilo Barbosa com quem Cadu assina 11 das 12 canções gravadas e que o acompanha ao piano.

O que vemos de Cadu nesta fase é um artista feliz. Livre. E que coloca um álbum colorido, musical comprometido apenas com a boa música, o que de Cadu de Andrade não se poderia esperar menos. Agora intérprete e autor andam juntos com alegria em show e álbum.

O intérprete por hora cede lugar ao autor em disco pela obra ser considerada relevante de ser editada por uma multinacional do disco que vê grande potencial de catálogo que Cadu de Andrade escreve e há muito o que apresentar deste mineiro eleito por Flávio Venturini o mais novo integrante do Clube da Esquina.

Ouça: https://Ink.to/hadesurgir

Siga: http://www.instagram.com/cadudeandrade

SHOW DE LANÇAMENTO DO ÁLBUM “HÁ DE SURGIR”, DE CADU ANDRADE
12 de novembro, sábado, às 21h, no Teatro do Centro Cultural Unimed BH – Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – BH – MG).
Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro e pelo site Eventim: https://www.eventim.com.br/artist/caduandrade
Warner e Show me Produções/ Projeto Cultural E--Hub

DIRETO DE NOVA YORK, “HÁ DE SURGIR”, O MELHOR DE CADU! – ShowMe!

1. Cadu, antes de falarmos do que te levou a Nova York, fale um pouco sobre você, sobre o teu trabalho na música

Sou de Belo Horizonte, nascido e criado mas trabalhei e morei em outras cidades do Brasil e do mundo.
Comecei meus estudos de canto com um professor recém chegado da Itália e que trazia novidades sobre dinâmica de frases, ar, colocação do som, principalmente para homens.

Nesta fase eu já estava muito ligado em voz, em cantar e procurava alguém que pudesse me orientar dentro disso pois havia tudo o que aprender.

Já tinha passado pela vontade de tocar piano, mas não tínhamos piano em casa, quando criança eu quis ir para o ballet e na primeira juventude para a escola de Belas Artes. Cheguei a trabalhar bastante com artes plásticas, argila, fotografia, desenho.

O canto veio com uma força que eu, cursando jornalismo não consegui sequer terminar o período no qual estava.

Nada depois do início desta atividade teve tanto sentido pra mim.

Eu tinha achado meu lugar no mundo, aquela atividade me ocupava por inteiro então decidi não estar mais na escola de comunicação, e também dentro de um time de voleibol (eu era levantador oficial de muitos torneios), comecei a chegar atrasado, não falar muito alto o que também já sinalizava que ali não seria meu lugar por muito tempo.

Tive que partir para um voo mais pessoal mais solo pois o negócio de cantar era muito particular, muito passional e um processo que eu não poderia, nem saberia dividir. Dizer da emoção que era, do porque passar horas escutando discos, fazendo exercícios, chegar de cachecol e short no treino..

Mas, falando de música, não poderia ter sido de outra forma já que eu sempre tive muito contato com tudo que era ligado a arte.

A música então apresentou o meu lugar definitivo.

Provou ser.

Depois de muitos anos em aulas, já fazendo os primeiros shows e tendo gravado um disco fui para os Estados Unidos estudar. Era realmente fascinante. Hoje tenho a sorte de não ter deixado essa paixão e cuidado pela estrada. Estão comigo, moram comigo. Sou um entusiasta nato desse negócio.

Gravei seis álbuns, um foi especialmente para a Itália, gravei especiais para tv, uma infinidade de turnês, e um dia após o cancelamento de um show por um violonista que adoeceu e eu não pude fazer, percebi que eu teria que aprender a tocar um instrumento se eu quisesse trabalhar.

E na minha casa havia alguns violões.

Comecei a tocar, estudei harmonia, composição e acabei sendo convidado para uma tour pela Itália um ano depois de todas essas decisões importantes. E a fiz solo. Cantando e tocando.

Minha primeira música que eu considero uma abertura para o compositor veio desta turnê e pelo arrebatamento numa tarde de sol ao ver a beleza de Veneza.

O bom susto!

Dali comecei a escrever, musicar..

Sempre gostei de escrever mas sem pensar que poderia ser música.

”Holofotes” meu primeiro álbum produzido pelo Ezequiel Neves cabeça impressionante dentro da indústria musical me perguntou se eu compunha. Eu disse que sim. Então ele me pediu que duas canções minhas estivessem no repertório. Então “Litoral” e “Febres” entraram.

Eu naquele momento só tinha 3 prontas..

E infinitos rascunhos.

2. Cadu, você é reconhecidamente um grande intérprete, incluindo no repertório uma variedade de autores, como Gonzaguinha, João Bosco, Ivan Lins, … mas teu último álbum, ”Há de surgir” é todo autoral. Onde estava esse compositor?

O compositor sempre se apresentou quando houve espaço, quando houve oportunidade. Eu gosto de música. Primeiramente.

Como falei, no meu álbum de estreia ele já estava lá, e eu gostava. Depois de eu ter gravado logo depois um tributo ao Gonzaguinha o cantor ficou muito na frente, com muitos convites muitos projetos, eu fiz um disco com canções de filmes, as coisas são assim. Vão acontecendo e rapidamente.

Mas aconteceu que o tempo, me mostrou que eu precisava cantar o que eu escrevia de maneira mais prioritária, digamos assim. Eu quis falar mais de mim primeiramente.

Esta experiência aconteceu bem no meu álbum autoral “Não Me Acendo Só” e consegui trabalhá-lo mais fora do Brasil do que aqui. As rádios não tocavam, era necessário um grande esforço pra música inédita chegar ao público. Era preciso indústria.

Mas eu já queria esse caminho.

Me tornei um estrategista da minha própria carreira. Conhecendo pessoas, apresentando o meu trabalho, sabendo que seria necessário mais investimento em canções inéditas. Mas eu não tinha outra saída. Era o que eu queria a partir daquele momento.

Embora o cantor estivesse sempre à frente, com muita demanda, muito aplauso, muita procura, chegou uma hora que isso começou a não ser suficiente.

Comecei a recusar um pouco sem saber porquê a princípio, álbuns de samba, tributos, participações, um Gonzaguinha 2 e não foi nada fácil porque no eu não localizava o porquê real.

Fiquei muito angustiado com meus nãos a projetos lindos. E que seriam ótimos de muitas formas.

Acreditei que como artista eu passava por uma transformação dolorosa e ao mesmo tempo muito interessante.

Precisei me ouvir, respeitar, me organizar.

Foram alguns anos voltando pra mim, revendo letras e fazendo novas, visitando gravações demo, ideias, blogs criados, cadernos e agendas, papéis soltos.

Fora do Brasil eu tinha convites para tocar o que era meu. Projetos e residências artísticas para desenvolver o que era meu.

E comecei a entender que eu tinha chegado até mim mesmo. Já que eu tinha o que mostrar.

Com isso uma chama nova acendeu. E comecei a me “catar”. A me achar.

O cantor, o intérprete sempre estarão em mim. Eu tenho orgulho de saber cantar, e de poder cantar principalmente. Mas agora o cantor trabalha para seu o compositor em primeiro lugar.

Comecei a ter um prazer enorme com esse processo. De finalizar canções, criar outras, experimentar ideias, passar madrugadas perseguindo letras, descobrindo novos caminhos em harmonia.

A entrada do Murilo Barbosa no meu trabalho foi um selo importante. Eu nunca tive parceiros fixos. Nunca consegui entregar e discutir ideias. Brigar por elas.

Eu o considero uma parte vital-melódica e criativa que compreende o que eu escrevo como letrista.

Foto: Carlos Hauck

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