Notícias
Filarmônica de Minas Gerais apresenta solo do spalla da Orquestra, Rommel Fernandes
A regência é do maestro associado José Soares
Nos dias 10 e 11 de novembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta um programa repleto de contrastes, que terá a regência do maestro associado da Orquestra, José Soares. Destaque para a monumentalidade sonora de Bruckner, explorada em sua Abertura e na reação criativa de Almeida Prado a essa característica particular do compositor austríaco, na obra Arcos sonoros da catedral Anton Bruckner. O público também assistirá à contemporaneidade de Olivier Messiaen, com A Ascensão, Quatro meditações sinfônicas, e à sensibilidade oriental explorada por Vaughan Williams, em Ascensão da cotovia, com solo do spalla da Filarmônica de Minas Gerais, Rommel Fernandes. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.
De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.
Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.
José Soares, Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.
Rommel Fernandes, violino
Rommel Fernandes é o Spalla em exercício da Filarmônica de Minas Gerais e mantém intensa atividade como recitalista e músico de câmara. Foi solista frente a diversas orquestras, incluindo a Filarmônica de Minas Gerais, a Osesp (como vencedor do concurso Jovens Solistas), Sinfônica de Campinas, Orquestra Unisinos, Orquestra Sesiminas Musicoop, Orquestra de Câmara da Unesp, Advent Chamber Orchestra e Northwestern University Chamber Orchestra. Doutor e Mestre em Música com honra pela Northwestern University (EUA) na classe de violino de Gerardo Ribeiro, Rommel frequentou também o Lucerne Festival Academy (Suíça) e o Tanglewood Music Center (EUA). Foi músico convidado das sinfônicas de Boston e Chicago, colaborou com o grupo Fifth House Ensemble, fez parte do corpo docente da North Park University e foi membro da Chicago Civic Orchestra. Natural de Maria da Fé (MG), Rommel iniciou seus estudos musicais no Conservatório Estadual de Pouso Alegre e obteve o Bacharelado em Violino pelo Instituto de Artes da Unesp em São Paulo, como aluno de Ayrton Pinto.
Repertório
Anton Bruckner (Ansfelden, Áustria, 1824 – Viena, Áustria, 1896) e a obra Abertura em sol menor (1862/1863)
A vida e obra de Bruckner são todas guiadas pela fé, inquebrantável, devota, que é a sua fonte maior. Na sua linguagem, a herança de Beethoven e Schubert mistura-se à de Wagner, sem, no entanto, fazê-la perder a originalidade. Fato é que, com isso, Bruckner acaba sendo adotado pela modernidade, que o alça a uma espécie de lugar paradigmático. O autor da Abertura em sol menor é, no entanto, relativamente diverso do compositor das extensas nove sinfonias. Sintético, quase clássico, é ainda a um jovem artista que se ouve (a despeito dos seus trinta e oito anos), anterior à Primeira Sinfonia, cuja herança beethoveniana é inquestionável. Em Linz, estudando com Otto Kitzler, Bruckner compõe, em 1862, suas quatro primeiras obras orquestrais. A obra seguinte, composta entre 1862 e 1863, ainda sob a orientação de Kitzler, foi a justamente a Abertura em sol menor. Publicada e estreada somente em 1921, em Kolsterneuburg, Áustria, sob a batuta de Franz Moissl, a obra sofreu algumas alterações a partir de sua concepção, sempre orientadas por Kitzler.
Ralph Vaughan Williams (Down Ampney, Inglaterra, 1872 – Londres, Inglaterra, 1958) e a obra A ascensão da cotovia (1914, revisão 1920)
A I Guerra Mundial abriu um hiato no movimento nacionalista musical inglês, que tinha um grande interesse pelo folclore e pelo repertório pré-clássico. Reação ao domínio da linguagem musical alemã e italiana na Inglaterra do século XIX, o gosto por modelos nacionais esfriou, seja porque muitos dos jovens compositores ingleses perderam a vida no campo de batalha ou porque a cena musical nesse período manteve-se sob o controle do maestro Thomas Beecham, que tinha predileção pelas criações do continente. O interesse pela música nacional se reacendeu com o término da guerra e o retorno à Inglaterra, no começo de 1919, de Vaughan Williams, que servira na França. De volta à composição, Williams optou por retomar os projetos anteriores ao tempo no front, ao invés de buscar assimilar as experiências de seus últimos anos através da escrita de obras novas. É desse período A ascensão da cotovia. Três estrofes de um poema homônimo do poeta vitoriano George Meredith compõem a epígrafe da obra. Os momentos mais programáticos ficam por conta dos solos iniciais e finais do violino, que buscam representar musicalmente o canto e o voo do pássaro descritos nos versos de Meredith. A peça associa-se à tradição inglesa ao combinar natureza e misticismo e ao alinhar-se aos modelos concertantes barrocos ao invés dos românticos.
José Antônio de Almeida Prado (Santos, Brasil, 1943 – São Paulo, Brasil, 2010) e a obra Arcos sonoros da catedral Anton Bruckner – Meditação sinfônica (1996)
José Antônio de Almeida Prado é um dos compositores mais importantes, imaginativos e prolíficos da música brasileira. Sua obra transitou por estilos bastante variados, como o nacionalismo, o pós-tonalismo e o pós-modernismo, embora nenhuma dessas marcas seja suficiente para abarcar a sua criação. Na maturidade, realizou uma síntese de todas as influências recebidas e declarou-se adepto da liberdade para criar. Estudou piano com Dinorah de Carvalho e dedicou-se ao instrumento até o fim, como compositor e instrumentista, destacando-se como improvisador. Com Camargo Guarnieri estudou composição; com Osvaldo Lacerda, harmonia e contraponto; foi discípulo também de Gilberto Mendes. Durante quatro anos na Europa, estudou com Nadia Boulanger, Annete Dieudonée e Olivier Messiaen, referências centrais na sua formação. A espiritualidade é um tema presente na obra de Almeida Prado, que se dedicou a ele com sua natural amplitude de interesses e ideias. No centenário do austríaco Anton Bruckner, um católico fervoroso, Almeida Prado lhe dedicou a peça Arcos sonoros da catedral Anton Bruckner, por encomenda da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. Escrita na fase mais madura do compositor, a peça remete a gestos sonoros do homenageado, explorando texturas e timbres variados por meio de técnicas também diversificadas. Arcos sonoros da catedral Anton Bruckner recebeu o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) como Melhor Obra Sinfônica de 1996.
Olivier Messiaen (Avignon, França, 1908 – Paris, França, 1992) e a obra A Ascensão, Quatro meditações sinfônicas (1932/1933)
Olivier Messiaen nasceu em uma família intelectual, o que determinou a sua formação ampla e profunda. A religiosidade sempre o acompanhou e, aos 22 anos, tornou-se organista da igreja da Santíssima Trindade, em Paris, onde permaneceu por toda a vida. Graduou-se no Conservatório de Paris e, paralelamente, estudou o cantochão, a rítmica indiana, a música em quartos de tom, o canto dos passarinhos, as Sagradas Escrituras, a poesia surrealista. Nutria-se também do folclore, de Bach, da música russa, de Debussy, de Bartók, dos ruídos da natureza. Tudo isso ele levou para a sua música, junto à fé católica e à busca constante do rigor científico em seu suporte teórico. Mais tarde, tornou-se professor do mesmo conservatório, contribuindo para a formação de muitos compositores, entre eles o brasileiro Almeida Prado. Sua obra “A Ascensão, Quatro meditações sinfônicas” foi escrita nos seus primeiros tempos como organista da igreja. Ela foi pensada como acompanhamento dos ritos da Páscoa, especificamente os últimos passos, quando Jesus ascendeu aos céus. Criada originalmente para orquestra, posteriormente foi transcrita para órgão solo.
Programa
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Série Allegro
10 de novembro – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Vivace
11 de novembro – 20h30
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Rommel Fernandes, violino
BRUCKNER Abertura em sol menor
VAUGHAN WILLIAMS A ascensão da cotovia
ALMEIDA PRADO Arcos sonoros da catedral Anton Bruckner – meditação sinfônica
MESSIAEN A Ascensão, Quatro meditações sinfônicas
INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
Cartões e vale aceitos:
Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.
Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.
Sobre a Orquestra
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. A premiação dada pela Revista Concerto em 2020 teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica naquele ano, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades do estado de Minas Gerais receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.
A Orquestra possui 10 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto “A música do Brasil”, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado (este último indicado ao Grammy Latino 2020 de melhor gravação de música erudita). O terceiro álbum desse projeto, com obras de Dom Pedro I, foi Iançado em setembro de 2022, por ocasião das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil. É o primeiro disco totalmente dedicado a obras de Dom Pedro I.
A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
Em 2022, dos dias 6 a 9 de setembro, a Filarmônica de Minas Gerais realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concerto do país: em Porto, na Casa da Música; em Lisboa, no Centro Cultural de Belém; em Coimbra, no Convento São Francisco. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, realizou um concerto a céu aberto, no dia 7 de setembro, no Jardim da Torre de Belém, na programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa. A turnê teve um público de sete mil pessoas nas quatro apresentações e excelente repercussão na imprensa.
Foto: Vinicius Correia_2
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
