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Sessão comentada - Não se nasce homem, torna-se homem: O aprendizado da violência contra as mulheres

Participe do debate, no dia 9 de novembro, no teatro da Cidade - depois da apresentação do espetáculo “O Animal Agoniza”

No palco, um animal agoniza; ao longe, uma mulher também está morrendo. O elo entre as duas agonias é a personagem masculina que se revolta, lamenta e se justifica. Este é o cerne da peça O animal agoniza, do grupo Confesso, que vai promover, em sua reestreia, uma sessão comentada sobre a violência contra as mulheres.

Participam da sessão comentada quatro convidados: Rita Clemente, autora do texto e diretora da peça; Ana Regis, autora e atriz de Peixes, peça que aborda a violência sexual infantil; Dra Elizabeth Maria Teixeira Fleury, socióloga da Fiocruz e estudiosa da formação de homens violentos e Guilherme Colina, ator da peça O animal agoniza e Mirian Chrystus, coordenadora do Movimento feminista Quem ama não mata.

Olhares

Ana Regis é feminista, teatróloga, diretora e atriz: seu maior compromisso é o desejo de mudar a realidade hostil às mulheres pela arte. Peixes fala do difícil tema do abuso sexual infantil de forma violenta e poética: a confiança das crianças e a sua perda traumática pela ação dos adultos.

Rita Clemente, autora de O animal agoniza, mostra a violência contra as mulheres através de um personagem masculino que se mostra, num monólogo, em toda sua ferocidade e fragilidade. Guilherme Colina interpreta este papel, tão diverso de si mesmo, odioso, como parte da sua arte e da vontade de mandar um recado aos homens.

A socióloga Elizabeth Maria Teixeira Fleury é organizadora do Dicionário da Infâmia, com centenas de verbetes e mais de 40 profissionais colaboradoras que trata da violência contra as mulheres. Sua tese de Doutorado foi uma reflexão sobre o processo de aprendizado dessa violência na "casa dos homens", que se dá principalmente na rua, em bares, no campo de futebol.

Mirian Chrystus, coordenadora do Quem ama não mata vai conduzir a roda de conversa. Ela é uma das criadoras do Ato Público da Igreja São José que, em 1980, colocou no mapa social do país a questão da violência contra as mulheres e provocou a criação das delegacias de mulheres e outras medidas. Defensora dos animais, ela vê o cruzamento das duas violências como resultado de uma sociedade doente em muitos aspectos.

SERVIÇO:
Sessão Comentada - Não se nasce homem, torna-se homem: O aprendizado da Violência Contra a Mulher após a apresentação do espetáculo “O animal agoniza’
Data: Dia 9 de novembro
Hora: 20h
Endereço: Teatro da Cidade, Rua da Bahia, 1341

Foto: Divulgação

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