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ESTREIA ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “EU ESPEREI O ANO INTEIRO PELO MEU ANIVERSÁRIO”
Na contramão das adaptações de musicais clássicos para a infância, novo trabalho do Grupo Oriundo de Teatro (2007) propõe debate sobre diversidade a partir de dramaturgia autora
Tales Roberto vem de uma família como outra qualquer, com uma diferença: formada por artistas que utilizam o canto para tudo, desde celebração dos aniversários, até acontecimentos importantes da infância, como um dentinho que cai, ou ainda um debate mais caloroso sobre diversidade e respeito pela diferença. Esse é o fio condutor de “Eu esperei o ano inteiro pelo meu aniversário”, novo trabalho do Grupo Oriundo de Teatro que estreia dia 17 de novembro, domingo, às 16h, em única apresentação, no Teatro do Centro Cultural do Minas Tênis Clube, dentro do projeto Diversão em Cena ArcelorMittal. Em cena, os atores-instrumentistas-cantores cantam e tocam, ao vivo, músicas compostas por Tatá Santana. A dramaturgia é do ator, diretor e professor de teatro, Antonio Hildebrando, e a direção, da atriz e fundadora do grupo, Anna Campos. Duração: 55 minutos. Gênero: espetáculo cênico-musical. Classificação: livre. Ingressos a R$20 e R$10 na bilheteria do teatro ou pelo site Eventim.
Há quase 10 anos, o grupo começou a pesquisar sobre teatro para a infância e juventude, dando origem a trabalhos premiados na cena mineira e que circularam por diversas partes do Brasil e países da América Latina. De lá para cá, a diretora e fundadora do grupo Anna Campos conta que o coletivo passou a criar obras voltadas para o que ela chama de ‘não adultos’. “A cada espetáculo apresentado fomos compreendendo que vivemos a partir de um adultocentrismo. Falta um olhar para o teatro feito para a infância, como sendo teatro também, e não como algo menor. Só de horizontalizar e propor a mudança na abordagem, o público já chega com outra percepção e a gente também repensa a forma de trabalhar. Adulto ou infantil, na verdade, é tudo teatro”.
Com uma dramaturgia que aponta para uma peça de teatro, mas uma encenação costurada por um conjunto de canções que mais se aproximam de um show cênico, “Eu esperei o ano inteiro pelo meu aniversário” tem linguagem híbrida e fica na fronteira entre a música e o teatro, “mas o ponto de partida é a música”, explica Anna Campos. A artista explica que em “A Festa do Pijama”, trabalho anterior da companhia, a construção do texto foi toda casada com a criação musical. Agora, em “Eu esperei o ano inteiro pelo meu aniversário”, o grupo radicaliza a experiência: “depois de compostas as músicas é que fomos para a sala de ensaio pensar a cena. Foi o caminho inverso”.
O diálogo entre a música e a cena é aprofundado pelo grupo a partir de 2010, com a entrada do compositor Tatá Santana. Segundo Anna Campos, “hoje no grupo temos profissionais que não são só atores e também acumulam outras funções. Temos um dramaturgo, um compositor, instrumentistas, cantores. Essa formação diversa nos permite correr mais riscos na construção de trabalhos autorais”, afirma.
Foto:Thiago Franco
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