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NOBAT DISPONIBILIZA “ESTAÇÃO CIDADE BAIXA” PARA DOWNLOAD GRATUITO A PARTIR DE 7/11

Músico revelação pela Revista Rolling Stone Brasil, Nobat apresenta composições inéditas com inspirações que vão desde BH e suas relações familiares até a complexidade das relações humanas. Álbum vem sendo apresentado desde setembro, dividido em três EPs

O cantor e compositor Luan Nobat – músico revelação em Minas Gerais pela Revista Rolling Stone Brasil, finaliza o disco “Estação Cidade Baixa” com o lançamento do último EP da trilogía: o Baixa. No trabalho, a diversidade de temas é bem representada na variação de ritmos. O público confere no repertório as canções mar_ria, praia_da_estação, malleta (EP Cidade), Bia, Maria Clara, Nova Era (EP Estação), Desentoado, Eu Não Morreria por Ti e Galeria (EP Baixa). “Estação Cidade Baixa” vai estar disponível na íntegra para download gratuito a partir desta 3ª-feira, 7/11, nas principais plataformas digitais.

O álbum é um lançamento do selo Un Music e mostra a ousadia do artista pela forma diferenciada com a qual vem apresentando o trabalho ao público: lançamento das canções divididas em três Eps – Cidade, em setembro; Estação, em outubro; e Baixa, agora em novembro –, com temas que discutem a Belo Horizonte contemporânea e as camadas sóciopolíticas de seu imaginário atual; versam sobre a despedida e o encontro, a morte e o nascimento com canções de boas-vindas e de ‘até breve’; e ainda tocam em questões mais profundas como o deslocamento dos seres nas paisagens urbanas, as relações abusivas, a cumplicidade na hora da dor. O último EP, Baixa, “é um trabalho mais carregado, mas que traduz olhares otimistas sobre questões delicadas”, sintetiza Nobat.

“Compus essa trilogia de EPs depois de uma longa viagem que fiz pra lançar "O Novato", meu último disco, passando por algumas cidades do Brasil e de Portugal como Lisboa, Porto, Braga, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e outras. A viagem me trouxe várias experiências muito fortes que acenderam memórias preciosas da minha vida e assim fui escrevendo as canções. Quando percebi havia composto várias músicas, mas elas se dividiam em três grupos temáticos aos quais dei os nomes: "Estação" para as músicas que falavam sobre chegadas e partidas, "Cidade" para aquelas que falavam sobre Belo Horizonte e "Baixa" para aquelas que tocavam em temas mais densos e delicados”, retoma o artista.

O disco foi gravado entre os meses de maio e julho deste ano nos estúdios Ultra Music e na Ilha do Corvo.

 

SINOPSES DAS COMPOSIÇÕES, POR NOBAT

ESTAÇÃO

Maria Clara – a canção fala sobre o nascimento de uma sobrinha que veio ao planeta com problemas de formação em um dos pés, o que, segundo a previsão de alguns médicos, poderia prejudicar seu andar. A letra é um convite à caminhada de Maria Clara destacando que o mundo tem muitas coisas pra ver e que é preciso andar em direção ao novo, restabelecendo a fé nas conquistas e na sua geração. É uma música de boas-vindas.


Nova Era – fala sobre a morte da avó, uma mulher baiana de grande sabedoria falecida há dois anos. A letra registra a falta que a matriarca faz aos familiares e amigos e canta seu transcender como ela gostaria – na visão de Nobat: num samba-axé que restabelece a fé na jornada e nos novos tempos sem sua presença física na Terra. É uma música de até breve.


Bia – a gestação da Bia, outra sobrinha, foi aquela que o cantor acompanhou mais de perto, até pela proximidade com os pais. “Vivi muito intimamente cada etapa, desde o dia em que foi revelada a gravidez até os últimos dias antes do nascimento. O problema é que, no dia do parto, eu estava voltando de viagem e sem notícias. Fiquei sem saber o horário do nascimento. Durante o almoço eu senti, mesmo cosmicamente, a entrada deste ser no globo azul. Pedi à Luísa, minha esposa, pra anotar o horário e disse que Bia tinha chegado ali. Depois de algumas horas fomos ao hospital e Bia tinha nascido exatamente na hora que eu falei, mesmo sem saber de nenhuma notícia. A música fala sobre esse pressentimento e essa conexão forte que começou ali. É também uma música de boas-vindas.

CIDADE

praia_da_estação – a Praia da Estação é um movimento belo-horizontino, com início em janeiro de 2010, que surgiu como contestação política a um decreto municipal expedido pelo então prefeito da cidade, Marcio Lacerda, que proibia a realização de eventos na Praça da Estação, uma das mais tradicionais da Capital mineira. Neste contexto, uma reação pública e lúdica surgiu: como Minas não tem mar e essa é uma de nossas grandes referências, e como a Praça da Estação possui fontes hidráulicas no seu chão que ficam ligadas aos fins de semana, moradores foram para a praça com trajes de banho e acessórios de praia para protestar e criar uma das principais mobilizações políticas dos últimas anos em Belo Horizonte. Fiz essa canção quando fui pela primeira vez à Praia. Fiquei bobo com aquela melancolia embriagada que celebrava a maior ausência do estado de Minas Gerais, o mar: ausência-símbolo caricatural do nosso imaginário. No início achei aquilo quase besta, algo de uma solidão doída e meio desesperada. Mas depois me dei conta de que era, na verdade, lindo, o hipermoderno, a chance de dar plasticidade a essa vida engessada pela realidade tantas vezes tão tacanha. Celebrar a ausência, por que não? A Praia da Estação deu à Belo Horizonte muito mais que força para ocupar espaços públicos, a Praia nos deu também a chance de inventar.


mar_ia – essa música fala sobre o eterno desejo do mineiro de ver, de ter e de ser o mar. Essa coisa de estar nas cidades que acabam no mar e de ver que tudo termina lá nas ondas, como nós que vamos aos poucos nas idas do tempo.


maletta – essa é uma canção de um grande amigo, Tiago Tereza, e na época que eu estava reunindo as músicas pra este trabalho não larguei mão dela. À época eu estava de mudança para o centro pra morar com minha esposa, Luli. A canção é de uma doçura imensa e fala dessa vontade de ir morar no centro, num quarto&sala no Maletta, ver duelo de MC's a pé e ser feliz junto.

BAIXA

Desentoado – essa é uma canção do Grupo Raízes, de Montes Claros, que foi lançada num disco de mesmo nome nos anos 1970 e que embalou diversas passagens da minha vida. Conheço a música de berço porque minha mãe é conterrânea da trupe do Raízes e, esse álbum, era sempre lembrado nas rodas de violão em festas de família. A letra me lembra minha vida. Eu nasci em BH, mas, em razão do trabalho do meu pai, cresci no interior, numa cidade pequena e pacata, voltei para Belo Horizonte já adolescente. Ao chegar aqui me espantei muito com o ritmo, as tendências e o comportamento da capital. Era estrangeiro na minha cidade natal. Esse deslocamento na paisagem urbana é uma coisa que vivi na pele. "Eu sou fruta do norte / Do curral / Sou boi de corte (...) / Vim parar nesse lugar / E logo me destoei / Entoei uma cantiga / Já entrei numa briga".


Eu Não Morreria Por Ti – essa canção fala de um tipo de amor que eu não acho saudável e que faz muito mal a algumas relações que tem tudo pra serem imensas, fortes, fontes inesgotáveis de trocas riquíssimas. Aquele tipo de amor pelo qual você abre mão da sua vida para viver o outro na vida do outro. Isso pode destruir sua própria vida, aniquilar sua identidade e fazer você perder sua conexão com pessoas, valores e lugares fundamentais pra você.


Galeria – essa música fala sobre cumplicidade, sobre dividir com a outra pessoa com quem se caminha todas as paisagens da vida, todos os episódios, os melhores e os piores, como se a existência fosse uma galeria de arte com vários blocos pelos quais as pessoas que se amam e se confiam passarão de mãos dadas. Aquela coisa de ir ao cinema e ver um filme horrível ou muito pesado, mas tudo valer apena pelo simples fato de ter atravessado aquela experiência ao lado de quem se ama.

Para audição do EP Estação acesse: https://nobat.bandcamp.com/album/esta-o

Para audição do EP Cidade acesse – https://nobat.bandcamp.com/album/cidade

Para audição do EP Baixa acesse – https://nobat.bandcamp.com/album/baixa

SOBRE NOBAT

Luan Nobat, cantor e compositor de Belo Horizonte, inaugurou o seu projeto musical solo em 2012, com o lançamento do álbum Disco Arranhado. Depois de se apresentar ao vivo em diversas cidades do Brasil, o músico avançou para uma nova etapa da sua carreira com a publicação de seu segundo álbum, O Novato, lançado em novembro de 2015 e considerado pela crítica especializada como um dos melhores trabalhos daquele ano. Sua obra tem por proposta principal a mescla entre elementos do indie eletrônico experimental cruzados com as possibilidades da música brasileira contemporânea. Desde então, Nobat tem captado a atenção da imprensa nacional como o Jornal O Globo Cultural, Estado de S. Paulo, Miojo Indie, Altnewspaper, Scream & Yell, Revista O Grito! e Rock In Press - isto depois de ter sido considerado pela revista Rolling Stone Brasil como a “revelação mineira” dos últimos tempos - e de publicações internacionais como a Beehype, a Sound and Colours Magazine e o português Bodyspace.

Fotos: Rafael Sandim

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