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Coral Lírico de Minas Gerais interpreta canções barrocas e populares no encerramento da temporada 2017 da série LÍRICO SACRO
Em novembro, a temporada 2017 da série Lírico Sacro chega ao fim. O Coral Lírico de Minas Gerais se apresenta na Paróquia Sagrada Família, interpretando composições do período Barroco a trilhas sonoras de filmes hollywoodianos. O concerto tem regência da maestria Lara Tanaka e acompanhamento ao piano de Fred Natalino.
Tradicional na agenda do CLMG, a série Lírico Sacro é uma iniciativa da FCS para a promoção da música coral na cidade. A partir da parceria firmada entre FCS e a Arquidiocese de Belo Horizonte, foram realizadas diversas apresentações ao longo da temporada 2017. O Coral Lírico se apresentou na Igrejinha da Pampulha, na Catedral da Boa Viagem e no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, durante a Festa da Padroeira.
Para Lara Tanaka, a série Lírico Sacro é um desafio para o Coral Lírico, que renova seu repertório a cada apresentação. “Na série sacra, vamos mostrar ao público composições barrocas, clássicas e contemporâneas. Essa versatilidade é o nosso desafio. É por meio de programas sempre muito variados que conseguimos mostrar ao público toda a versatilidade da música coral”, destaca a maestrina.
Do Barroco ao Contemporâneo – A peça de abertura da apresentação é Alleluia do compositor húngaro Miklós Rozsa. A obra faz parte da trilha sonora do premiado Ben Hur, que ganhou, entre vários prêmios, o Oscar de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora em 1959. Em seguida, O vos omnes, adaptação musical do texto bíblico Lamentações, de autoria do porto-riquenho Pablo Casals.
Para o público se sentir familiarizado, duas obras mais representativas e populares do repertório erudito serão apresentadas: Jesus bleibet meine freude, conhecido como Jesus alegria dos homens do compositor barroco Johann Sebastian Bach e Ave verum Corpus do compositor clássicoWolfgang Amadeus Mozart. Na sequência, o Coral Lírico interpreta Ave maria, do compositor romântico Anton Bruckner.
Os tradicionais negro spirituals também fazem parte do repertório: I can tell the world e The Battle of Jericho, do compositor e arranjador norte-americano Moses Hogan e Dry bones de Livingston Gearhart. Segundo Lara Tanaka, a tradição desse estilo musical, disseminada entre a comunidade afro-americana, é uma herança do período de escravidão. “Os negros escravos norte-americanos no século XIX, em meio a um contexto bíblico, inseriam códigos e mensagens para auxiliar em suas fugas”, aponta. “Tais obras se tornaram marcos dentro dessa comunidade e referência para o movimento abolicionista dos Estados Unidos e a promessa e luta pela liberdade e igualdade de direitos”.
Uma retomada à música barroca encerra o programa. Hallelujah, trecho do oratório O Messias, de Handel, finaliza a apresentação. De acordo com Lara Tanaka, “o cântico, comemoração sacra da vitória do Messias, é um dos trechos mais conhecidos e interpretados por corais de todo o mundo. É uma obra sensível e bela que, certamente, vai encantar o público”, finaliza a maestrina.
Coral Lírico de Minas Gerais – O Coral Lírico de Minas Gerais é um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Sua atual regente titular é Lara Tanaka. Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau Lírico, Lírico ao Meio-dia, Lírico em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. O objetivo desse trabalho é fazer com que o público possa conhecer e fruir a música coral de qualidade. Também os concertos que o Grupo realiza em cidades do interior de Minas e capitais brasileiras contribuem para a democratização do acesso do público ao canto coral. As apresentações têm entrada gratuita ou preços populares. Já estiveram à frente do Coral Lírico de Minas Gerais os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade. Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais é um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.
Lara Tanaka – Nascida em Belo Horizonte, Lara Tanaka estudou piano no Conservatório Mineiro de Música e Regência na Escola de Música, instituições da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estudou com Sérgio Magnani, Roberto Tibiriçá, Silvio Viegas, Cláudio Ribeiro, Flavio Florence, Iara Fricke Matte, Per Brevig, Mogens Dahl e Nelson Niremberg. Atua como cravista continuísta em diversas orquestras e grupos de música antiga. Lecionou no festival de inverno da UFMG, no Festival Nacional de Música de Câmara na Paraíba e na Oficina de Música de Curitiba. Foi regente titular do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes de 2001 a 2015. É a regente titular do Coral Lírico de Minas Gerais.
Fotos: Paulo Lacerda
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