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EDMÍLSON CAMINHA REVISITA OS 90 ANOS DE MARIA JULIETA DRUMMOND DE ANDRADE EM PALESTRA NA ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS, DIA 13/11
FILHA DE CARLOS DRUMMOND, ESCRITORA MINEIRA TEM AS CRÔNICAS COMO SEU MAIOR LEGADO
A Academia Mineira de Letras promove no dia 13 de novembro, às 19h30, a palestra “90 anos de Maria Julieta Drummond de Andrade”. A conferência será proferida pelo escritor Edmílson Caminha, professor de literatura brasileira e de língua portuguesa.
O evento faz parte do programa Universidade Livre – Plano Anual de Manutenção AML, realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 4,7 mil médicos cooperados e colaboradores; copatrocínio da CBMM. A AML integra o Circuito Liberdade.
Como o próprio nome sugere, a palestra fará um apanhado do legado da romancista e cronista Maria Julieta Drummond de Andrade. A escritora nasceu em Belo Horizonte, em 1928, e faleceu em 1987, no Rio de Janeiro, aos 59 anos. Filha de Carlos Drummond de Andrade, ela iniciou a carreira literária aos 17 anos, com o livro “A busca” (1946). Poucos anos depois, em 1949, mudou-se para a Argentina, ao casar-se com o escritor e advogado portenho Manuel Graña Etcheverry, ajudando a divulgar a literatura brasileira no país vizinho.
Maria Julieta atuou como cronista do jornal O Globo a partir de 1977, enquanto o pai escrevia para o Jornal do Brasil. “A própria Maria Julieta me confessou, certa vez que, quando adoeceu, e não pôde mandar para O Globo suas crônicas semanais, Drummond as escreveu e encaminhou ao jornal; quando o doente era o pai, ela fez a mesma coisa, para que o JB não deixasse de publicá-lo três vezes por semana. Os leitores, disse ela, não devem ter percebido a diferença, pois nunca houve reclamação...”, conta Edmílson Caminha. As crônicas no jornal carioca foram reunidas em duas antologias: “Um buquê de alcachofras” (1980) e “O valor da vida” (1981). Ela publicou, ainda, “Diário de uma garota” (1985), “Loló e o computador” (1986) e “Gatos e pombos” (1987).
Sobre o palestrante:
Edmílson Caminha é escritor, jornalista, professor de literatura brasileira e de língua portuguesa. Natural de Fortaleza (CE), dirigiu a Rádio Educativa e o Departamento de Jornalismo da TV Educativa do Estado do Piauí. É consultor legislativo (aposentado), da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), onde atuou como presidente no conselho editorial. Tem artigos, ensaios e entrevistas publicados na Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras; Revista da Academia Mineira de Letras; revista Política Democrática, jornal Correio Braziliense e Jornal da Associação Nacional de Escritores (Brasília); revistaClã, Revista da Academia Cearense de Letras e jornais O Povo e Diário do Nordeste (Fortaleza); Jornal de Letras, RioArtes e Jornal da ABI (Rio de Janeiro); D.O. Leitura (São Paulo); Suplemento Literário de Minas Gerais (Belo Horizonte); jornal A Tarde (Salvador); jornais O Dia e Diário do Povo (Teresina); jornais O Cometa Itabirano e O Trem (Itabira, MG); Jornal de Fato (Mossoró, RN), entre outros. Escreveu os livros: “Palavra de escritor” (1995), “Inventário de crônicas” (1997), “Villaça, um noviço na solidão do mosteiro” (1998), “Lutar com palavras” (2001), “Drummond, a lição do poeta” (2002), “Pedro Nava: em busca do tempo vivido” (2003), “Brasil e Cuba: modos de ver, maneiras de sentir” (2006), “O monge do Hotel Bela Vista” (2008), “Rachel de Queiroz, a senhora do Não Me Deixes” (2010), “Em louvor a Drummond” (2012), “Cadeira 24: dos rios do Pará aos verdes mares do Ceará” (2013), “Com a mala na cabeça” (2014), “No PEN Clube do Brasil, a casa de Villaça” (2016), “O professor, Beethoven e o ladrão” (2016) e “O poeta Carlos & outros Drummonds” (2017). É membro da Academia Brasiliense de Letras, da Academia de Letras do Brasil e do Observatório da Língua Portuguesa (Lisboa, Portugal); sócio-correspondente, em Brasília, da Academia Cearense de Letras e da Academia Cearense da Língua Portuguesa; sócio da Associação Nacional de Escritores, da Associação Brasileira de Imprensa e da Associação dos Bibliófilos do Brasil.
Foto: Edmílson Caminha
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