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Lançamento do livro Exercícios de Partida de Rogério Zola Santiago na Leitura do Pátio Savassi
Pela editora Páginas, de Leida Reis, vem a público o livro “Exercícios de Partida – Metáfora Clandestina”, de autoria de Rogério Zola Santiago, que será lançado na Livraria Leitura, no dia 07 de novembro, a partir de 19 horas.
A obra, que levou 30 anos para ser terminada, está prefaciada por Fábio Lucas, o maior crítico em língua portuguesa no mundo. Conta com ilustrações de Angela Geo, Yara Tupinambá, Inimá de Paula, Eymard Brandão, Márcio Zola Santiago, Joanna Scharlé, Ana Amélia Diniz Camargos, Giulietta Santino, dentre outros, e tem traduções em inglês de Lloyd Schwartz, ganhador do prêmio Pulitzer de Crítica. As fotos antigas estão emolduradas pela arte de Angela Geo.
Rogério Zola Santiago é Mestre em Comunicação (Jornalismo e TV) pela Indiana Univesity, USA. Foi assessor cultural do USIS (Embaixada dos EUA). É escritor (oito obras) e crítico de arte. Lançou anteriormente “Draga”, “Fragatas e Silêncios”, “Terra Brasilis” e “Tudo sobre a Falta de Educação”. O tomo atual contempla cinquenta anos de prática do autor, mostrando em seus capítulos a importância de ler, estudar, aprimorar a elaboração de textos por meio da prática.
Seu livro “Exercícios de Partida” fala sobre amor pela Vida, versando sobre as despedidas maiores e menores que vivenciou. E discursa sobre a Morte de modo sublime, bem-humorado e libertador. A principal forma de amor elucidada na obra vai ao encontro da arte, da literatura, rumo ao manuseio da palavra e sua utilização como forma de expressão, inclusive a enigmática. Fábio Lucas salienta no prefácio “...o autor se expressa através da emoção e do enigma”, visto que na poesia se faz necessário o enigma.
As lindíssimas ilustrações foram selecionadas a dedo e combinam com a busca do autor pela libertação interior, a partir de um dia a dia fugaz. O livro Exercícios é composto por uma escrita memorialística, na qual em verso e prosa e mesclando-os, o escritor revela nossas origens portuguesas, indígenas, francesas, italianas, alemãs e negras. Exposta fica a negação da miscigenação recusada por muitos brasileiros: pela primeira vez, escreve-se de temas polêmicas por intermédio da poesia de modo tão inovador.
O escritor Afonso Romano de Sant'Anna ressaltou: “...a poesia de Santiago destampa o silêncio”. Fábio Lucas disse: “... Santiago produz rimas internas que soluçam”. Ione Grossi considerou que “este autor possui um velar e desvelar, como se fosse um lusco fusco de fundo de caverna, e a luz talvez seja dada pela interpretação jogada pelo próprio leitor em cima do texto”. O enigma pode ser desvendado ou não, porque poesia não precisa ser totalmente compreensível, podendo ser intuída em nível de inconsciente.
Alguns críticos, na parte "Diálogos", opinaram que a obra possui um aspecto didático pois os poemas são acompanhados dos comentários a seu respeito e Rogério salienta: “O livro é pautado em fatos profundos retratando, entre outras, a história narrada pela professora da UFMG, Ione Grossi, torturada na ditadura. Assim como o assassinato da famosa modelo Ana Paulina, nos anos 70, que morava ao lado de nossa casa em um prédio que foi invadido pelos militares. Não têm como falar que não existiu ditadura. Perguntam como transformo estes fatos em poesia, mas, consegui. Minha poesia é prosa ritmada, mas prosa também pode ser poesia e, dessa forma, ocasionamos inovações. Como sou crítico de arte, literatura, cinema e artes plásticas, selecionei uma crítica de cada uma dessas áreas e adicionei-as ao livro que é dividido em várias etapas como a de poesia, crítica e diálogos”.
“Iniciei o livro em 1986, quando escrevi uma série de poemas em cima de um livro do João Cabral de Melo Neto. Há quarenta e três anos elaboro este lançamento. E parece que Deus perpetrou que eu passasse por perdas relevantes de entes queridos. Transformei as emoções dessas avarias em poesia, daí meus (nossos) “Exercícios de Partida”. Constam fortes revelações. Não busco soluções para a vida e nem para o Brasil, pois não acredito em partido algum. O registro poético inclui a metáfora, utilizada quando 'poetizamos', mas certos fatos falam por si, e são o que chamo de metáforas em clandestinidade. “Exercícios de Partida – Metáfora Clandestina”, se a metáfora já nos é oculta, imaginem a clandestina...”, ri e finaliza Rogério Zola Santiago.
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