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Thelmo Lins em dose dupla

O artista, que celebra 60 anos de vida, em 2023 e 40 anos de carreira, em 2024, lança o clipe “Ai, não me deixes não!” e “Aguaceiro”, seu décimo álbum

No dia 8 de novembro, quarta-feira, o cantor e compositor Thelmo Lins lança o clipe “Ai, não me deixes não!” – nome da faixa que integra seu novo álbum “Aguaceiro” que, por sua vez, será lançado nas principais plataformas digitais, no dia 18 de novembro.

CLIPE

Com filmagem e edição: Thelmo Lins, assistência de filmagem de Wagner Cosse, direção musical de Daniel Rodrigues e produção da TW Cultural, o clipe “Ai, não me deixes, não!”, tem música de Thelmo Lins sobre poema de Gonçalves Dias e valoriza o bicentenário de nascimento do escritor, comemorado em 2023. 

Foi gravado no sítio Casa de Pedra, em Córrego do Bação, Itabirito, MG. Pela relação com a cidade e seu valor literário, o lançamento do clipe acontece no Canal You Tube Thelmo Lins – link direto: www.youtube.com/c/ThelmoLins –, no dia 8, por ocasião da abertura da Feira do Livro de Itabirito/MG.

ÁLBUM

“Aguaceiro” é o décimo disco da carreira de Thelmo Lins que, em 2024, completa 40 anos, e marca a comemoração de seus 60 anos, completados em maio deste ano. O projeto tem oito músicas, em sua maioria inéditas e autorais. Do repertório, são de autoria do artista “Aguaceiro”, “Pastel de Angu”, “Não quero cantar tão só”, “Um Grito de Dor” (esta, em parceria com Wagner Cosse) e “Ai, não me deixes não”, poema de Gonçalves Dias musicado por Lins. Outras canções completam o repertório: “Habanera” (Bizet), ária da ópera “Carmen”; “Pra que chorar? (Leo Mendonza), que fez parte da trilha sonora da peça “Pluft, o Fantasminha”; e “Cuíca, Pandeiro, Tamborim...” (Custódio Mesquita), compilada da obra de Carmen Miranda.

O álbum tem direção musical de Daniel Rodrigues, que também atuou como arranjador e violonista. O contrabaixista Nathan Morais, o percussionista Rogério Sam, o baterista André Limão Queiroz, a pianista Júlia Carvalho, o clarinetista Junio Ferreira, o cavaquinista e bandolinista Rafael Delvaux participam do disco, que ainda conta com um quarteto de cordas, formado pelos músicos Vitor Dutra (violino), Alexandre Kanji (violino), Cleusa Nébias (viola) e Antonio Viola (violoncelo). As gravações, mixagem e masterização aconteceram no Estúdio Galvani, sob a responsabilidade de Fabrício Galvani. No vocal da faixa “Pastel de Angu”: Letícia Garcia, Paula Gallo, Pirulito da Vila, Rosane Mendonça, Serginho Barbosa e Wagner Cosse.

AGUACEIRO - Faixa a faixa:

“Aguaceiro” (Thelmo Lins) – A canção, criada em 1998, foi incluída no show “Sons de Minas”, que Thelmo Lins e Wagner Cosse apresentaram no projeto “Sons do Horizonte”, naquele mesmo ano. A música ficou inédita desde então, quando o cantor resolveu gravá-la neste álbum comemorativo de seus 60 anos de vida. A letra fala da importância da água para a vida humana. O arranjo abre espaço para o solo do contrabaixista Nathan Morais, ganhador do prêmio Jovem Instrumentista do BDMG Cultural.

“Habanera” (Bizet) – A famosa ária da ópera “Carmen” ganha um registro bem brasileiro, inspirado na bossa nova. Thelmo Lins já interpretou a canção no palco, em seu formato original, quando ainda integrava a Escola de Música Padre Xavier, em sua cidade natal, Itabirito, entre o final dos anos 1980 e início dos 90. Em 2008, desenvolveu o projeto de gravação do CD “Pop Opera”, cujo repertório era formado por trechos famosos de ópera adaptados para ritmos brasileiros. Infelizmente o projeto não se concretizou. Agora, depois de todos esses anos, Thelmo Lins relembra uma das faixas, com novo arranjo e concepção, mas com a letra original, em francês.

“Ai, não me deixes não!” (Thelmo Lins sobre poema de Gonçalves Dias) – A poesia sempre esteve presente na obra de Thelmo Lins, em especial nos discos de poemas musicados. Drummond, Cecília Meireles, Henriqueta Lisboa, Leo Cunha, Vinicius de Moraes, Affonso Romano e Marina Colasanti foram temas de seus principais trabalhos. O drama da flor que se vê arrastada pelas águas do regato fazia parte do livro “As mais belas histórias”, usado em sua alfabetização, na escola fundamental (naquela época, primária). Recentemente, ao reler o texto, resolveu musicá-lo, em forma de chorinho.

“Cuíca, pandeiro, tamborim...” (Custódio Mesquita) – Esta pérola, de um dos maiores compositores brasileiros da primeira metade do século XX, integrou o repertório de Carmem Miranda (1909-55). O samba foi registrado pela Pequena Notável em maio de 1936, antes dela alcançar o estrelato internacional em Hollywood. Nesta nova versão, ele conta com a participação inspirada o percussionista Rogério Sam, que se revezou em vários instrumentos.

“Pra que chorar?” (Leo Mendonza) – O mineiro Leo Mendonza notabilizou-se como dramaturgo e compositor de trilhas sonoras para o teatro. Uma de suas obras é a trilha para a versão da peça “Pluft, o Fantasminha”, de Maria Clara Machado, realizada pela Copas Produções. A montagem estreou em 2012, na capital mineira. Thelmo assistiu à peça e imediatamente se apaixonou por esta canção. Ainda inédita, neste álbum, ela ganha seu primeiro registro fonográfico. Na gravação, a música recebeu uma roupagem sofisticada, com o apoio de um quarteto de cordas.

“Pastel de Angu” (Thelmo Lins) – A famosa iguaria, criada pelas escravas Maria Conga e Filó, no século XIX, é o prato típico de Itabirito, terra natal do cantor. A canção traz a receita do famoso pastel, inspirada nos no samba de roda do Recôncavo Baiano, com direito, inclusiva, à percussão feita com prato e faca.

“Um Grito de Dor” (Thelmo Lins e Wagner Cosse) – Os versos de Wagner Cosse para a música de Thelmo Lins falam da opressão sofrida pelos povos originários brasileiros, em especial na recente chacina dos Yanomamis. Contra a devastação, um canto de compaixão em formato de oração. Participação especial do violoncelista Antonio Viola e do baterista André “Limão” Queiroz.

“Não quero cantar tão só” (Thelmo Lins) – Esta canção foi composta em 2021, para o show “Palco Iluminado”, que Thelmo fez ao lado do cantor Serginho Barbosa e dos músicos Daniel Rodrigues e Júlia Carvalho e registrado em vídeo, sem plateia. A gravação, ao vivo, está disponibilizada nas principais plataformas musicais. A música relata as dificuldades enfrentadas durante o isolamento social imposto pela pandemia do Covid-19. Nesta versão, em formato de blues, a canção ganha novo arranjo com o piano de Júlia Carvalho e o clarinete de Junio Ferreira, dois jovens talentos que despontam na cena musical mineira.

THELMO LINS

IG @thelmolins

Thelmo Lins (Thelmo Antônio Gonçalves de Miranda Lins) nasceu em Itabirito, MG, no dia 15 de maio de 1963. Filho de Tilma Gonçalves de Miranda Lins e Otacílio de Miranda Lins, ambos comerciantes, proprietários do Bar e Restaurante Pe. Eustáquio, no bairro Praia. Tem dois irmãos mais novos: Francisco (apelido Juninho, 57 anos) e Afonso (51 anos). Tem três sobrinhos: João (14) e Francisco (12), filhos de Juninho e Luciana; e Otávio (7), filho de Afonso e Camila.

Ainda na vida pessoal, Thelmo tem um relacionamento de 28 anos com o cantor, compositor e jornalista Wagner Cosse.

Thelmo foi criado em um ambiente interiorano, tendo duas tias (Terezinha e Lili) que eram educadoras em Itabirito, ambas diretoras de escola. Em sua casa materna, havia uma biblioteca com livros e coleções que proporcionaram o incentivo à leitura desde criança. Seus pais presentearam os filhos com uma coleção da enciclopédia Delta Larousse, que foi fundamental para ampliar seus conhecimentos.

Outro destaque foi quando seu pai resolveu instalar, em seu comércio, uma banca de revistas. Como ali também vendiam passagens rodoviárias para Belo Horizonte, foi uma forma encontrada para entreter os passageiros enquanto aguardavam os ônibus. Thelmo e seu irmão Juninho eram os responsáveis pela banca, o que proporcionou a eles o acesso a todo tipo de leitura, desde jornais e revistas, passando pelas antigas coleções lançadas por editoras como Abril Cultural e Manchete. Thelmo lia de tudo, avidamente, e ainda guarda vários exemplares daquela época, como coleções de vinis e livros.

Após ganhar de presente uma máquina de escrever e fazer o curso de datilografia, começou a escrever e produzir textos numa mesinha instalada na banca de revistas, enquanto atendia aos clientes. Thelmo escrevia textos dramatúrgicos e poesias.

CARREIRA ARTÍSTICA

É cantor, compositor, ator, produtor cultural, jornalista, escritor e criador audiovisual. Começou sua carreira profissional em 1983, por meio do teatro. Nesse período, atuou no Grupo Experimentando o Palco, ao lado de Andreia Garavello, Marcelo Castilho Avelar, Paulo André (Galpão), Mauro Ghoña (fundador do Grupo de Teatro São Gonçalo do Bação), entre outros. O grupo realizou as montagens de “Duas histórias para rir e uma para pensar”, de Fernando Limoeiro (1984), com cenários e figurinos de Álvaro Apocalypse e Madu; e “A cantora careca”, de Ionesco, com cenários e figurinos de Luís Augusto de Lima. Os espetáculos foram muito bem recebidos pela crítica local, recebendo importantes prêmios e alavancando a carreira dos artistas envolvidos.

Thelmo também atuou nas montagens de “O Defunto”, de Renè de Obaldia, ao lado de Paulo André; “Cânticos”, de Cecília Meireles, monólogo; e na comédia “Os melhores dias de nossas vidas”, ao lado de Carlos Nunes, todas nos anos 1980.

Depois de um longo intervalo, Thelmo voltou aos palcos na superprodução “Flicts”, produzida por Pedro Paulo Cava, que estreou em 2001 no Teatro Cidade. O texto de Ziraldo ganhou o formato de musical, dirigido por Kalluh Araújo, e contou com um elenco de atores-cantores da cena mineira. A montagem foi muito elogiada pela crítica.

Entre 1988 e 1996 atuou na direção artística da Escola de Música Padre Xavier, em sua terra natal, realizando vários espetáculos musicais, com grande sucesso de público.

A partir de 1990, em Belo Horizonte, intensifica seus estudos de técnica vocal e inicia sua carreira solo de cantor, tendo realizado dezenas de shows e musicais, que excursionaram por vários estados brasileiros. Em 1992, realizou seu primeiro show solo, “As canções de Frank Sinatra”, que estreou em Itabirito e, depois, fez breve turnê por Belo Horizonte, Santa Luzia e Sabará.

Entre 1999 e 2017, gravou nove CDs, a maioria dedicada a poemas musicados de grandes poetas brasileiros, como Drummond, Cecília Meireles, Affonso Romano de Sant´Anna, Henriqueta Lisboa, dentre outros. Artistas como Maria Bethânia, Elza Soares, Fatima Guedes, Nana Caymmi, Wagner Cosse, Matheus Nachtergaele, dentre outros, participaram de seus projetos.

Os álbuns são:

“Nada será como antes – Canções do Clube da Esquina” (1999), ao lado de Graziela Cruz, Regina Milagres e Wagner Cosse. O disco surgiu a partir de um show realizado em 1997, no Palácio das Artes, com direção de Geraldo Vianna, quando o famoso movimento musical completava 25 anos de criação. Dois anos mais tarde, com o aporte da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o álbum foi gravado e, posteriormente, foram realizados vários shows de lançamento na capital mineira, em Tiradentes, Pedro Leopoldo, dentre outras cidades. O CD recebeu elogios da crítica especializada, em jornais como Estado de Minas, O Globo e Estado de S. Paulo.

“Encontro dos rios” (2001). O projeto teve, como objetivo, resgatar os compositores de sua terra natal, Itabirito. Com o apoio da historiadora Rogéria Malheiros, Thelmo Lins levantou centenas de partituras inéditas de autores do século XX, como Tertuliano Silva, João Paschoal, Maestro Dungas, Raimunda Salvador, dentre outros, e inseriu ainda algumas obras de compositores da sua geração, como Kelver Crispim, Márcio Lima, Toninho Telefunken, dentre outros. O disco teve a participação da cantora Elza Soares. “Encontro dos rios” foi muito bem recebido pela crítica. O jornalista Jorge Fernando dos Santos, na época editor de Caderno Espetáculo, do jornal Estado de Minas, considerou-o um “projeto que merece aplausos e um lugar de honra nas estantes que guardam a memória musical de Minas”. A convite do Caderno Pensar, do mesmo jornal, Thelmo e Rogéria escreveram o texto “Patrimônio de um povo”, a respeito do processo de pesquisa e gravação do disco, publicado em junho de 2001. Thelmo Lins recebeu a medalha Francisco Homem del Rey, a principal comenda outorgada pela Câmara Municipal de Itabirito, pelo projeto. Foi, até então, a mais jovem personalidade a receber tal honraria.

“Thelmo Lins canta Drummond” (2003). Planejado para ser lançado em 2002, no centenário de nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade, este álbum só foi disponibilizado um ano depois, por conta do processo de captação de recursos para sua realização. A espera, no entanto, valeu a pena, pois o disco contou com um time de primeira linha da MPB para musicar poemas de Drummond especialmente para o projeto, que teve a coprodução de Tavinho Bretas e a direção musical de Geraldo Vianna. Milton Nascimento, Francis Hime, Joyce, Sueli Costa, Wisnik, Belchior, Tavinho Moura, Flávio Henrique, Ladston do Nascimento, Geraldinho Alvarenga e Renato Motha. Maria Bethânia fez uma participação especial na faixa “O mundo é grande” (Drummond e Sueli Costa). Este projeto foi um grande divisor de águas na carreira, ganhando repercussão nos principais veículos da imprensa nacional, sempre com grandes elogios. Um dos grandes entusiastas da obra é o neto de Drummond, Pedro, que enviou emocionada mensagem ao cantor. O poeta Affonso Romano de Sant´Anna fez o texto de apresentação do disco e, anos mais tarde, gravou um especial para a TV Horizonte (BH), ao lado de Thelmo Lins, tendo como tema o poeta de Itabira. O disco recebeu o Troféu Pró-música de Melhor CD do ano de 2003. O show de lançamento percorreu várias cidades mineiras, passando também por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Dois dos shows contaram com a presença da compositora Sueli Costa, que gravou, na época, um especial com o cantor para a Rede Minas. Foi, ainda, realizada uma pequena turnê no Vale do Jequitinhonha, marcada por grande sucesso de público.

“Cânticos” (2006). O emblemático livro de poemas de Cecília Meireles ganhou vida no disco produzido por Thelmo Lins e Wagner Cosse, com canções especialmente compostas por Fatima Guedes. Dos 26 poemas, 13 ganharam melodias e os restantes foram apresentados em forma de recitativo. A liberação dos direitos foi negociada com o neto da poeta, Alexandre Teixeira, proprietário da Solombra Books. E foi a primeira vez, até então, em mais de duas décadas, que dois artistas recebiam a autorização para realizar um projeto musical sobre a autora. “Cânticos” teve grande repercussão nos meios de comunicação, especialmente por causa do espetáculo de lançamento, dirigido por Kalluh Araújo, que deu a ele um tratamento teatral, com figurinos e cenários próprios. O espetáculo estreou na Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, com a presença de familiares de Cecília Meireles e de Vilma Guimarães Rosa, filha do autor de “Grande Sertão, Veredas”; e cumpriu temporada em várias cidades históricas do Estado, como Diamantina e Tiradentes, além da capital mineira, Rio, São Paulo e outras praças. Fatima Guedes, além de compor as canções para o disco, também fez uma participação especial. Outras participações de peso foram da cantora Nana Caymmi e do pianista Cristóvão Bastos.

“Trá-lá-lá-lá-li Trá-lá-lá-lá-lá – Poemas musicados de Henriqueta Lisboa” (2010). A família da poeta mineira buscava um projeto especial para comemorar o centenário da autora. Recomendado por Alexandre Teixeira, a família entrou em contato com Thelmo e Wagner, e colocaram toda a obra de Lisboa à disposição dos cantores-produtores. Desta vez, eles escolheram mergulhar na obra infantojuvenil de Henriqueta, a partir do livro “O menino poeta”, obra fundadora da poesia infantil brasileira. Vários compositores mineiros integraram o time de autores que compuseram a partir dos poemas, como Vander Lee, Affonsinho, Renegado, Érika Machado, Sérgio Pererê, Celso Adolfo, dentre outros, além dos próprios cantores que apresentaram canções inéditas. “Trá-lá-lá-lá-li...” foi também transportado para o palco em forma de teatro musical, chamado “O menino poeta”, produzido pela Cyntilante Produções, com direção do mesmo Kalluh Araújo. Foi o maior sucesso da carreira de Thelmo, cumprindo mais de cem apresentações por Belo Horizonte e cidades do interior de Minas Gerais. “O menino poeta” recebeu vários prêmios, dentre eles o de Melhor Atriz, Melhor Cenário e Melhor Trilha Sonora do Teatro Mineiro.

“Samba Sambá Sambô” (2011). Thelmo Lins resolveu dedicar um álbum inteiro ao seu amigo e conterrâneo, o talentoso compositor Pirulito da Vila. O cantor selecionou 10 canções do autor, a maioria inédita, e fez uma parceria com ele na música que dá título ao CD. “Samba democrático”, terceira faixa do disco, contou com a participação especial de Vander Lee, num dueto com Thelmo. Apesar de ter tido um bom desempenho na época de seu lançamento, o disco não teve uma bem-sucedida carreira. Houve pouco interesse na contratação dos shows e, na época, por causa de um problema de saúde (cirurgia de remoção da tireoide), Thelmo não pode se dedicar à sua divulgação. Mesmo assim, é um dos álbuns mais queridos do cantor, que contou com a direção musical de Danilo Abreu, pianista que o acompanhou por muitos anos de carreira, além de um time de grandes instrumentistas, como André Limão Queiroz, Milton Ramos, Juliana Perdigão, Leonardo Brasilino, Augusto Rennó, Sergio Rabello e Leonardo Barreto. A atriz e cantora Bella Michielini (que atuou em “O menino poeta”) e o próprio Pirulito da Vila fizeram participações especiais.

“Casa de Vinicius” (2014). Outra parceria de Thelmo com o cantor Wagner Cosse, desta vez dedicada à obra de Vinicius de Moraes e parceiros. O disco é um desdobramento do show homônimo, realizado em 2013, com a presença das cantoras Ana Cristina (Ana Cê) e Lígia Jacques, além de um time de jovens instrumentistas, tendo à frente o violonista Lucas Telles, a pianista Luísa Mitre e o percussionista Sanchez Almeida. A percussionista Ana Brandão também fez parte do projeto, assim como o instrumentista Dado Prates, nos sopros. O projeto “Casas” foi lançado em 2012, com o intuito de homenagear culturais e artistas da preferência dos cantores. A estreia aconteceu com Casa de Fado, seguida por Casa de Espanha. Vinicius, Caymmi, Fernando Brant, Gal e Bethânia foram alguns dos homenageados. O maior sucesso foi Casa de Dalva, lançado em 2017, cuja gravação em vídeo está disponível no canal do YouTube de Thelmo Lins. Somente Casa de Vinicius chegou ao formato de CD.

“O que você vai ser quando crescer” (2015). Pela primeira vez, em sua carreira, Thelmo Lins compôs uma trilha sonora para um espetáculo musical infantil, criado a quatro mãos por ele e o escritor Leo Cunha.  O projeto inspira-se em várias obras do autor mineiro, dentre elas “Profissonhos”, que debate a escolha da profissão e seus desdobramentos. O musical estreou na mesma época e ganhou registro fonográfico, com arranjos e direção musical de Rogério Delayon. As atrizes do musical, Raíssa Alves e Jai Baptista, fazem participações especiais no álbum, que recebeu quatro estrelas do crítico Mauro Ferreira, considerado por ele um “inteligente disco para crianças”. O disco foi lançado em forma de livreto, com ilustrações de Eduardo Sá. O espetáculo manteve-se em cartaz até 2022, quando ganhou registro em vídeo, disponível no canal de Thelmo Lins no YouTube. O maior destaque da montagem foi a canção “Rapunzel”, interpretada por Jai Baptista, que fala da beleza negra e os preconceitos relativos ao seu cabelo. É a cena mais aplaudida da peça, desde sua estreia.

“Balada dos casais” (2017). Depois de sete anos tentando alavancar recursos para a realização deste projeto, finalmente Thelmo Lins conseguiu realizá-lo com recursos próprios, apoiado pelos poetas Affonso Romano de Sant´Anna e Marina Colasanti, que tiveram seus poemas musicados por alguns dos melhores compositores da atual safra, como Déa Trancoso, Gustavo Maguá, Tom Nascimento, Rodrigo Borges, Lucas Avelar, dentre outros. O disco contou com as participações do ator Matheus Nachtergaele, da atriz Nilmara Gomes, da cantora Sofia Cupertino e da cantora síria Nadeen Zakkour, que integrava a fila de exilados daquele país que vivem em Belo Horizonte. “Balada...”, embora seja um disco muito bem acabado, com ótimas canções, não obteve a devida repercussão. Foram realizados poucos eventos de lançamento e um clipe da canção “Canção para um homem e um rio”, disponível no canal do cantor no YouTube. Por causa do disco, Thelmo foi convidado a participar de vários festivais literários, dentre eles a Feira do Livro de Joinville.

SHOWS

Além dos já citados, Thelmo Lins realizou três espetáculos musicais, entre 1997 e 1998, na época em que frequentava a Babaya Escola de Canto: “Festa no céu” (direção Kalluh Araújo), “Se esta rua fosse minha” (direção Inês Peixoto) e “E lá vou eu nesta estrada” (direção Ênio Reis). Este último, dedicado ao repertório de Paulinho Pedra Azul.

Em 1999, participou, ao lado do cantor Wagner Cosse, do show “Sons de Minas”, apresentado no projeto “Sons do Horizonte”, cuja organização e produção ambos integraram. O projeto reuniu, naquela época, mais de uma centena de shows em cinco teatros de Belo Horizonte, numa espécie de Campanha de Popularização da Música. O show “Sons de Minas” excursionou por algumas cidades do interior do Estado.

Durante a pandemia do Covid-19, lançou, em setembro de 2020, o vídeo do show “Vai levando”, que resgata o encontro histórico entre Chico Buarque e Maria Bethânia no Canecão, em 1975. Ao seu lado, a cantora Letícia Garcia e músicos. Em dezembro do mesmo ano, lançou o vídeo “Nossa chama outra vez tão acesa”, show dedicado à obra de Roberto e Erasmo Carlos, com a participação do violonista Daniel Rodrigues e convidados. Em setembro de 2021, lançou o vídeo “Palco Iluminado”, show em que divide o palco com o cantor Serginho Barbosa e os músicos Daniel Rodrigues e Júlia Carvalho. Em dezembro deste mesmo ano, lançou o show “Cecilianas”, ao lado de Wagner Cosse e convidados, em homenagem aos 100 anos de Cecília Meireles. Os shows estão disponibilizados em seu canal no YouTube.

FORMAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

Thelmo Lins frequentou o ensino fundamental em Itabirito, nos grupos escolares (atualmente escolas estaduais) Intendente Câmara, Raul Soares e no Ginásio Industrial Engenheiro Queiroz Junior. O segundo grau foi realizado na Utramig, em Belo Horizonte, onde se formou em Técnico em Edificações. Um dos seus sonhos era tornar-se arquiteto.

No entanto, Lins passou no vestibular do curso de Comunicação Social/Jornalismo (PUC-MG), em 1983. O curso foi concluído somente em 1991, pois houve uma interrupção de cinco anos para se dedicar à carreira artística. Quando se formou, Thelmo já atuava há dois anos como assessor de Comunicação Social da Prefeitura de Itabirito, cargo que exerceu até o final de 1996.

Em 1997, mudou-se para a capital mineira, para assumir o posto de Superintendente de Comunicação Social da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes. Ficou neste cargo por quase três anos, na mesma época em que aconteceu o grande incêndio no Grande Teatro e a posterior temporada de reabertura do espaço cultural. Foi uma experiência dolorosa, mas de grande aprendizado profissional.

Atuou ainda como jornalista freelance e como assessor de imprensa da Galeria de Arte Copasa.

Além do curso de Jornalismo, Thelmo tem especializações em Recursos Humanos (Cepemg, 1994) e Gestão Cultural (UNI-BH, 2005). Cursou, recentemente, a Pós-Graduação em Gestão de Mídias Digitais, pela Uninter (2022).

Em 2005, Thelmo Lins foi convidado a assumir o cargo de Assessor de Gestão Cultural da Prefeitura de Itabirito, ligado à Secretaria Municipal de Cultura. Em dois anos, desenvolveu vários projetos que alteraram a realidade cultural da cidade, como a Mostra Artística de Itabirito, o projeto Cinema na Praça, o Salão de Arte de Itabirito. Realizou recitais de poesia com Adélia Prado e Fernando Brant e Tavinho Moura. Ajudou a redimensionar o Festival de Inverno de São Gonçalo do Bação e o Salão do Livro de Itabirito.

Foi apresentador do programa Arte no Ar, da TV Horizonte, entre 2012 e 2016. No período foram realizados mais de 180 programas, todos registrados no blog www.thelmolinsnoartenoar.blogspot.com.

É o responsável pelo blog Descobertas do Thelmo (www.descobertasdothelmo.blogspot.com), que divulga suas viagens pelo Brasil e pelo mundo, que tem mais de 340 mil visualizações.

TW CULTURAL

Em 2006, Thelmo Lins criou a TW Cultural, empresa que administra seus projetos artísticos e atua em várias frentes da gestão cultural. Por meio da empresa, foram desenvolvidos projetos como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura da cidade de Congonhas (MG), o projeto Sempre um Papo em Itabirito, a formatação e gestão de projetos culturais de vários artistas e grupos de Minas Gerais.

Desde 2009, administra o Teatro Santo Agostinho, na capital mineira, onde desenvolveu – dentre outros - os projetos “Caixa Acústica” (música popular), “TraLaLaLaLi” (teatro musical infantil), “Dedilhando” (música instrumental), “Cênicas” (teatro) e “Casas” (shows musicais).

A partir de 2019, a TW deu início à gravação e edição de vídeos artísticos, clipes musicais, entrevistas e documentários. Dentre esses projetos, estão as “Histórias do Gatinho Lulu” e “Cinco Objetos de uma Vida”. Foi, ainda, desenvolvido um projeto de gravação de entrevistas com personalidades idosas de Itabirito, que relatam suas trajetórias, ilustradas por fotos e documentos. Estes projetos encontram-se também no canal do cantor no YouTube.

Ainda em 2019, convidada pela administração municipal, a empresa organizou e produziu a Feira do Livro de Itabirito, tendo vários convidados, dentre escritores, palestrantes e artistas.      

LITERATURA

Thelmo Lins iniciou sua carreira literária em colunas de jornais de sua terra natal, Itabirito. Na década de 1980, ainda na Utramig, publicou dois poemas em uma coletânea. Em 1988 participou da coletânea de poesias “Cidade Encanto”, com autores itabiritenses.

Em 1989, criou o jornal Imagens, órgão de divulgação da Prefeitura de Itabirito, que foi um marco no jornalismo da cidade. O veículo foi publicado até 1996, quando Thelmo se mudou para a capital mineira. Naquela época, o jornal não tinha as restrições impostas atualmente às publicações oficiais e, dessa maneira, Thelmo pode realizar entrevistas antológicas com personalidades marcantes da vida local, criando inclusive um caderno de Cultura e ainda dedicando a última página a poetas, artistas plásticos e fotógrafos locais, que nela faziam sua divulgação.

Em 1996, ao lado da historiadora Rogéria Malheiros, organizou e editou o livro de memórias “Itabirito, minha terra”, de Olímpio Augusto da Silva. A publicação estava inédita desde a década de 1960.

Mais tarde, em 2007, Thelmo publicou seu livro de poesias “Rosas amassadas”, com apresentação de Fernando Brant e aquarelas de Maria José Fonseca.

Em 2022, Lins foi convidado pela Secretaria de Patrimônio Cultural e Turismo de Itabirito para desenvolver um livro sobre a história da cidade.

Em 2023, lança o álbum “Aguaceiro” e o clipe “Ai, não me deixes não”, dentro das comemorações de 60 anos de vida.

Um projeto, ainda em formatação, é a curadoria de uma exposição sobre o centenário de Itabirito, com inauguração prevista para dezembro de 2023.

Confira alguns trabalhos de Thelmo Lins, nos sites: https://linktr.ee/twcultural

Foto: Wagner Cosse

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