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MAMUTTE lança seu primeiro disco EPIDÉRMICO
Show de lançamento será em Belo Horizonte, no Teatro Marília, dia 10 de novembro
“O mais profundo é a pele” (Paul Valéry). Com a frase estampada no encarte, Mamutte se mostra por inteiro em seu primeiro álbum, Epidérmico, que será lançado no dia 10 de novembro, com um show no Teatro Marília. Com produção de Maurício Ribeiro, gravado no estúdio Lab.áudio NaPassagem, em Mariana (MG), o disco independente traz nove canções, uma reunião das primeiras composições do artista e três inéditas. São todas autorais, com exceção de "Brasileiro", uma interpretação da música de Carlos Careqa.
Neste trabalho, Mamutte vai muito além das primeiras camadas da pele, mas aprofunda-se em questões existenciais e sociais, um turbilhão de refrências e emoções. “Epidérmico é um mosaico de cores e estéticas, na definição mais literal que se poderia ter de um mosaico: seus pedaços, suas partes, são diferentes umas das outras, mas reunidas formam um todo muito conciso, coeso, uniforme”, comenta o produtor Maurício Ribeiro.
As referências da música pop prevalecem e o diálogo com o rock é também muito claro. Baladas pop convivem com canções doces e etéreas que, por sua vez, se alternam com a força de guitarras e baterias que remetem ao rock dos anos 80. No trabalho de produção buscou-se uma certa profundidade nos arranjos, com o uso de instrumentos como o violoncelo e o trombone, menos simbólicos desta linguagem pop. A mixagem do disco ousou em timbres, efeitos e espacialização da música, o que colaborou para unificar a trajetória musical durante o disco.
“Para mim são canções que trazem um teor emotivo, falam das nuances de relações afetivas e suas singularidades, das experiências do corpo, da dança, das imagens poéticas que se apresentam em algumas letras, da iminência líquida das relações. Acho que eu precisava mandar meu recado, produzindo um CD com tantas belezas, num contexto nacional tão degradante, violento e horroroso. Penso que o disco é essa costura de assuntos numa conversa só, tipo um namoro, com agressividade e libido”, conta Mamutte.
Cada fragmento que compõe este trabalho retrata a generosidade do ser humano Mamutte – catalisador de diversos profissionais com igual espírito colaborativo –, mas também explicita o seu inconformismo enquanto ser social e político (como em “Fé nela”); deixam transparecer sua inquietude e profundidade enquanto criador (“Poetize”, “Voltou”), mas ainda sua fluidez e adaptabilidade a quaisquer vertentes estéticas (“Brasileiro”, “Rutílica”). Mamutte abre seu coração para falar de suas angústias (“Pseudo-samba”, “Satélite”), mas também mostra que o bom humor para lidar e aprender com elas contribuem para a riqueza da vida (“Pro mundo girar”, “Pneumovoco”).
“A imagem final do mosaico de Epidérmico me é muito clara e define fielmente o discurso do artista e pessoa que habitam o Mamutte: uma celebração à diversidade, à coexistência, ao amor e ao respeito. Ao mesmo tempo, sua música nos convoca a tomar estes valores como meios de transgressão, revolução e mudança do que precisa ser mudado em cada um de nós, em tempos de tanto ódio e intolerância”, finaliza o produtor.
A capa do encarte do disco é uma pintura do artista Gilson Rodrigues e as obras de arte da instalação que ilustra as páginas, são de Sonia Gomes, Tolentino Ferras, Mamutte e Moisés Sena.
Participações Especiais:
Kdu dos Anjos com flow e Luiza Valentim nos Scratches em "Fé Nela"
Bruno Tonelli tocando Sitar em "Pneumo-voco-emocional"
Henrrique Silva na Zabumba em "Poetize"
Cássia Silva no Backing vocal de "Satélite"
Edson Zacca na guitarra em "Epidérmica" e "Brasileiro"
Maurício Ribeiro nos baixos de "Pro Mundo Girar" e "Brasileiro"
Instalação e Projeto gráfico: Samuel Wenceslau
Obras de arte da instalação: Sonia Gomes, Tolentino Ferras, Mamutte e Moisés Sena
Pintura da capa: Gilson Rorigues
Figurino: Jonnatha Horta Fortes
Maquiagem: Sam Lucca
Fotografia da instalação: Clarice Steinmüller
Fotografia de pele: Mamutte e Yuri Albuquerque
SOBRE O ARTISTA
Mamutte (Felipe Saldanha) é artista plástico, performer, intérprete e compositor. Em 2007, formou sua primeira banda “Os camarões” com a qual foi premiado com o 1º lugar no Festival Estudantil Maestro Villa Lobos. Em 2008, obteve o 1º lugar no Festival da Canção Universitária, promovido pela ASSUFEMG. Participou da Mostra “Revelação de Novos Talentos”, do Sesc Venda Nova, e ganhou o 2º lugar do “Festibandas”. Em 2009, se dedicou à carreira solo, se apresentando em bares e foi residente no “Masalas Bar Casa”. Em 2010 e 2011, circulou com o show “Música Brasileira Colorida” se apresentando Minas Gerais e Bahia. Em 2012, a convite do “Projeto Matriz”, em Conceição do Mato Dentro (MG), lançou o show “El Mamutte”, que circulou em Belo Horizonte em 2015, em Centros Culturais da Fundação Municipal de Cultura, pelo edital “CenaMúsica”.
Em 2014 publicou o EP digital Não-Disco, um registro caseiro e sem banda. O show solo “Voltou”, voz e violão, circulou por palcos menores e mesclava canções autorais a interpretações. A fim de aproximar seu trabalho dos ritmos afro-brasileiros de matriz banto, foi a Pernambuco, onde teve contato com grupos e mestres da tradição, como Lia de Itamaracá, Dona Selma do Coco e Mãe Beth de Oxum.
Interpretou “Essa Cana-bidiol”, ganhadora do 3º lugar no “Concurso de Marchinhas Mestre Jonas” (2015). No mesmo ano lançou o EP “Quase-disco” gravado em Mariana (MG), experimentando ritmos afro-brasileiros, sonoridades regionais e urbanas. Apresentou-se em teatros e eventos como Virada Cultural (BH), Expontânea Festival de Rua do Inhotim e na mítica Casa da Música em Salvador (BA). Em 2016, Mamutte da continuidade ao trabalho junto a Edson Zacca, no Lab.áudio NaPassagem, em Mariana (MG), gravando seu primeiro álbum cheio, Epidérmico (2017).
Foto: Lorena Teixeira
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