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Filarmônica de Minas Gerais recebe a pianista Simone Leitão para interpretar Villa-Lobos

Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais

No dia 5 de novembro, às 18h, na Sala Minas Gerais, os 150 anos de nascimento de Ralph Vaughan Williams são comemorados com a Abertura de sua obra As Vespas pela Filarmônica de Minas Gerais, na série Fora de Série. A pianista Simone Leitão traz o humor e a alegria do Carnaval das crianças brasileiras na obra Momoprecoce, de Villa-Lobos. Três momentos sinfônicos da tetralogia de Wagner, O anel do Nibelungo, mostram a força dramática da obra do revolucionário compositor alemão. A regência é do maestro associado da Orquestra, José Soares. A série “Fora de Série”, neste ano, é inspirada nas letras do alfabeto, trazendo as imensas possibilidades existentes de A a Z no universo dos compositores. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinadores: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

José Soares, Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Simone Leitão, piano

A mineira Simone Leitão mantém agenda cheia de concertos nas Américas, Europa e Ásia. Já se apresentou quatro vezes no Carnegie Hall, em Nova York, e tem seus discos lançados pelo selo norte-americano MSR Classics. É fundadora e Diretora Artística da Academia Jovem Concertante e da Semana de Música de Câmara do Rio de Janeiro. Na Academia da Noruega, obteve seu mestrado em Piano; na Universidade em Miami, completou seu doutorado em Piano e História da Música. Foi aluna de Ivan Davis (discípulo de Vladimir Horowitz) e Geir Braaten. No Brasil, estudou com Linda Bustani e Homero Magalhães. Além de quarenta concertos anuais, Simone se apresenta anualmente em festivais da Europa, EUA e no Brasil. Já se apresentou com as sinfônicas de Miami, Brasileira, de Campinas e Nacional e trabalhou com maestros como Alastair Willis, Apo Hsu, Victor Hugo Toro, Daniel Guedes, Luiz Fernando Malheiros e Guilherme Bernstein. Já gravou para as rádios BBC 3, Danish Radio, Southern California Classical e Rádio MEC. Em 2013, foi a personagem principal do documentário “Pare, Olhe, Escute”, de Katia Lund e Laís Bodanzky.

Repertório

Ralph Vaughan Williams (Down Ampney, Inglaterra, 1872 – Londres, Inglaterra, 1958) e a obra As Vespas: Abertura (1909)

Ralph Vaughan Williams representa a segunda geração do nacionalismo inglês na música. Além de ser claramente influenciado pelos compositores que o precederam em seu país, foi um pesquisador do folclore inglês. Em pleno século XX, escreveu uma música tradicional que conquistou seu lugar no cenário internacional. “As Vespas” é a primeira experiência de Vaughan Williams em música incidental. Ela foi escrita para a peça teatral homônima sobre texto de Aristófanes, encenada em grego antigo em um evento tradicional da Universidade de Cambridge, The Cambridge Greek Play. O convite para escrevê-la veio logo após uma temporada que o compositor passou na França, estudando com Ravel. A qualidade da orquestração revela essa experiência, aliada a um humor típico inglês. A Abertura, que ganhou popularidade e vida própria nas salas de concerto, é parte da suíte orquestral feita por Vaughan Williams alguns anos após a composição da obra.

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, Brasil, 1887 – 1959) e a obra Momoprecoce (1929)

Ao longo da vida, Heitor Villa-Lobos sempre cultivou o curioso hábito de reciclar suas obras antigas, dar-lhes uma roupagem nova e apresentá-las, muitas vezes, sob novos títulos. Em 1929, enquanto ainda vivia em Paris, o compositor recebeu da pianista brasileira Magda Tagliaferro a encomenda de um concerto para piano. Ao invés de escrever uma nova partitura do gênero, Villa-Lobos optou por orquestrar um conjunto de oito peças para piano que compusera em 1919 intituladas O Carnaval das crianças brasileiras. Nascia, assim, Momoprecoce, que seria estreado por Tagliaferro em 1930, sob direção do maestro Enrique Fernández Arbós. A obra, extremamente alegre e festiva, sintetiza bem o estilo de Villa-Lobos da época, fortemente influenciado pelo trabalho de Stravinsky. Como O Carnaval das crianças brasileiras foi composto antes, sua música retrata as atmosferas oníricas francesas, com um certo toque de dança espanhola. Porém, na orquestração que originou o Momoprecoce, o colorido orquestral stravinskiano sobrepujou de tal maneira as características originais da obra que acabou por transformá-la em uma música praticamente diferente: ainda um pouco do Brasil, mas nada da França ou Espanha.

Richard Wagner (Leipzig, Alemanha, 1813 – Veneza, Itália, 1883) e a obra O crepúsculo dos deuses, WWV 86d (1872/1874)

Em outubro de 1848, Richard Wagner começou a elaborar o resumo em prosa do que mais tarde se tornaria o ciclo O anel do Nibelungo, tetralogia constituída pelas óperas O ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O crepúsculo dos deuses. Isso se deu cinco anos antes de qualquer composição musical, vinte e seis anos antes que o ciclo ficasse completo. Somente depois de vinte e oito anos, em 17 de agosto de 1876, o mundo pôde conhecer o ciclo completo, cuja estreia ocorreu em Bayreuth, Alemanha, sob a regência de Hans Richter. Construída em três atos e um prólogo, esta obra é um perfeito exemplo da maestria de Wagner ao tratar o drama e a música, de modo que produz excertos sinfônicos de grande sucesso. O próprio Wagner promoveu a prática de adaptar suas peças para as salas de concertos, compondo, em alguns casos, novas aberturas, transições e encerramentos.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Fora de Série – De Vaughan Williams a Wagner

5 de novembro – 18h

Sala Minas Gerais

José Soares, regente

Simone Leitão, piano

VAUGHAN WILLIAMS As vespas: Abertura

VILLA-LOBOS Momoprecoce

WAGNER O crepúsculo dos deuses:

Viagem de Siegfried

Canção das damas do Reno

Morte e funeral de Siegfried

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. A premiação dada pela Revista Concerto em 2020 teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica naquele ano, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades do estado de Minas Gerais receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 10 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto “A música do Brasil”, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado (este último indicado ao Grammy Latino 2020 de melhor gravação de música erudita). O terceiro álbum desse projeto, com obras de Dom Pedro I, foi Iançado em setembro de 2022, por ocasião das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil. É o primeiro disco totalmente dedicado a obras de Dom Pedro I.

A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Em 2022, dos dias 6 a 9 de setembro, a Filarmônica de Minas Gerais realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concerto do país: em Porto, na Casa da Música; em Lisboa, no Centro Cultural de Belém; em Coimbra, no Convento São Francisco. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, realizou um concerto a céu aberto, no dia 7 de setembro, no Jardim da Torre de Belém, na programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa. A turnê teve um público de sete mil pessoas nas quatro apresentações e excelente repercussão na imprensa.

Foto: Rachel Guedes

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