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MM Gerdau terá programação especial no mês da consciência negra
Agenda reúne música, literatura e roda de conversa para celebrar a cultura africana
O Brasil comemora em novembro, no dia 20, o Dia da Consciência Negra. A data é uma homenagem à luta do negro no Brasil, personalizada na figura de Zumbi dos Palmares, que travou uma batalha contra a escravidão no período do Brasil Colônia. E para celebrar a cultura afro-brasileira e dar mais voz a esta temática, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, incluiu em sua agenda atrações especiais.
A programação começa já nesta quinta-feira (01) com “Ayabás e suas histórias”, às 19h30. A noite será conduzida pelas artistas negras Chica Reis, Madu Costa e Magna Oliveira, com contação de histórias e música. A atividade faz parte do “Novembro Negro” da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e busca evidenciar, por meio de histórias, os corpos negros que revelam seus lugares através do gesto, da veste e da fala.
Já na próxima quinta-feira (08), o Museu recebe atividades ligadas à programação do XI Prêmio Zumbi de Cultura, realizado pela Cia Baobá Minas. O Prêmio homenageia pessoas que se destacam nas artes, política e cultura negra em Minas Gerais e no Brasil, dentro das 11 categorias propostas: dança, teatro, música, religiosidade, literatura, educação, manifestação cultural, personalidade negra, menção honrosa, protagonismo juvenil e atuação política. No MM Gerdau, o público poderá participar de uma roda de conversa com o tema “Religiosidade, Comunicação e Cultura: resistindo com a oralidade e a memória”, que traz como convidados Pai Ricardo (Casa Pai Jacob do Oriente), Tatiana Carvalho (Projeto Pretança – Centro Universitário Una) e Maria Luzia Sidônio (Quilombo dos Luizes), seguida pela exibição de um documentário e ainda performance de dança, com a Cia Baobá Minas.
Para Júnia Bertolino, idealizadora do projeto, espaços como este, oferecido ao prêmio e a exaltação da cultura afro, são extremamente importantes. “Pensar a ocupação cultural, o fazer artístico, a correspondência entre os artistas na busca de ações que contemplem o fortalecimento, a reflexão e visibilidade da cultura afro brasileira tem sido a prioridade do Prêmio Zumbi de Cultura” ressalta Júnia.
Já no dia 15 de novembro, será dia de música e dança no MM Gerdau com apresentação gratuita do grupo Samba de Terreiro, na praça de convivência, a partir das 19h30. No repertório, o grupo traz uma volta às raízes do samba ao som de tambores, vozes, ritmos e improvisação que convida o público a interagir durante a apresentação.
O samba volta à cena na última semana de novembro, dia 29, com o projeto Ensaio Aberto fechando a programação especial. O músico mineiro Rafael Soares se apresenta gratuitamente, às 19h30, influenciado pelas heranças africanas, pelo samba de partido alto e a fusão de ritmos e matrizes da cultura popular, aliando arranjos e composições que exaltam o povo negro.
Agenda:
- 01/11 (quinta-feira) – Ayabás e suas histórias, 19h30
- 08/11 (quinta-feira) – XI Prêmio Zumbi de Cultura, 19h30
- 15/11 (quinta-feira) – Samba de Terreiro, 19h30
- 29/11 (quinta-feira) – Ensaio Aberto – Rafael Soares (samba) – 19h30
Conheça o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal
O MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal, integrante do Circuito Liberdade desde 2010, é um museu de ciência e tecnologia que apresenta de forma lúdica e interativa a história da mineração e da metalurgia. Em 18 áreas expositivas, estão 44 atrações que apresentam, por meio de personagens históricos e fictícios, os minérios, os minerais e a diversidade do universo da Geociências. O Prédio Rosa da Praça da Liberdade, onde funciona o espaço cultural, foi inaugurado em 1897, juntamente com Belo Horizonte. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), o edifício passou por meticuloso trabalho de restauro, que constatou que a decoração interna seguiu o gosto afrancesado da época, com vocabulário neoclássico e art nouveau. O projeto arquitetônico para a nova finalidade do Prédio Rosa, que já foi Secretaria do Interior e da Educação, foi feito por Paulo Mendes da Rocha e a museografia, que usa a tecnologia como aliada da memória e da experiência, é de Marcello Dantas.
Foto: Vitor Bedeti
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