Notícias

Lançamento de Eugênio Ferraz na Academia Mineira de Letras

O restaurador, jornalista, historiador, engenheiro e escritor Eugênio Ferraz, autor de mais de uma dezena de livros fartamente ilustrados e versando sobre recuperações de importantes monumentos do Brasil, retoma suas pesquisas e projetos acerca da história de Minas Gerais e do Brasil e publica livros lembrando suas mais importantes obras de restauração e recuperação de monumentos históricos no país, reunidas agora em uma trilogia.

Com distribuição nacional, os Volumes I e II - Restaurações Singulares no Brasil e Outras Experiências Acerca do Patrimônio Nacional já foram distribuídos para bibliotecas e já estão disponíveis para o público. O Volume I tem as apresentações do promotor de Justiça e escritor Marcos Paulo de Souza Miranda e do atual desembargador e escritor Bruno Terra Dias, ambos, membros, como o autor, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. O Volume II traz as apresentações do jornalista e acadêmico Manoel Hygino e do desembargador, também acadêmico, Doorgal Andrada. Todos são unânimes em destacar a importância das obras de Eugênio Ferraz para o resgate e a preservação da história e da cultura das Minas Gerais e do Brasil.

O primeiro volume da trilogia “Restaurações Singulares no Brasil e Outras Experiências Acerca do Patrimônio Nacional”, mostra as restaurações de importantes monumentos brasileiros, exemplos de manutenções – ou o resultado de suas ausências – e outros artigos abordando o patrimônio histórico, meio ambiente, história e preservação hidromineral. O volume I contou com o apoio da CEMIG, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

Nele há ainda um breve resumo de algumas restaurações citadas no projeto e, em especial destaque, a restauração do Convento dos Mercedários de Belém do Pará, monumento histórico fazendário da maior importância no processo civilizatório do Norte do Brasil. Esse processo demonstra sua trajetória ocupacional a evolução histórica da região e, em especial, da própria Belém, demonstrando também os espasmos contraditórios referentes a recuperações e descasos com os nossos bens culturais nos dias atuais.

O autor supervisionou e acompanhou toda a restauração do Convento a partir de 1985, época em que o Ministério da Fazenda, do qual era então servidor, retomou o prédio e iniciou sua completa restauração para que fosse ocupado por órgãos fazendários no Estado. Essa restauração foi considerada, à época, uma das maiores recuperações arquitetônicas no país e transcorreu durante os dois anos seguintes.

O livro traz ainda informações sobre o Convento que, ocupado, a seguir, por diferentes órgãos fazendários após sua reinauguração em 1987, recebeu, poucos anos depois, tímidas iniciativas para sua necessária manutenção física. Entretanto, equívocos e inoperâncias administrativas levaram à crescente degradação do conjunto, a começar pela própria Igreja que se deteriorou rapidamente, por flagrante abandono de sua parte física, em velocidade superior a do restante do Convento, ocupado pelas repartições desatentas com relação ao seu também progressivo desgaste.

Ações extremamente simples, tendentes a impedir ou, no mínimo, desacelerar processos destrutivos, não foram tomadas; ao contrário, algumas foram estimuladas na aceleração de danos e contaminações por gestões que, em determinados momentos, ignoraram orientações técnicas especializadas demonstradoras da progressiva ruína que se avizinhava.

Processo distinto do que ocorria à época na Casa dos Contos de Ouro Preto, cuja permanente atenção com os cuidados de manutenção permitia sua presença intacta no cenário contemporâneo de cuidados. Demonstrações opostas de mesmas origens e técnicas que, posteriormente às suas recuperações, foram seguidas por distintas gestões.

O Volume I apresenta resultados que, por imagens, por si só falam. Além disso, pelos anos seguintes ao de 2003, por força da assunção da Superintendência do Ministério da Fazenda em Minas Gerais na sua administração direta, a Casa dos Contos de Ouro Preto passou a ser referência na gestão museal ouro-pretano e cultural de Minas Gerais, mantendo a história e trajetória das origens fazendárias no país.

A obra atesta que na Casa dos Contos recuperada foram montados diversos eventos e exposições que atraíram milhares de visitantes mensalmente, exposições que depois foram levadas também ao Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e à Câmara dos Deputados, em Brasília, para visitação, foi o caso das exposições “Aleijadinho Pop” e “Cem Monalisas com Monalisa”.

A Casa dos Contos passou a funcionar em todos os 365 dias do ano, em horário ininterrupto da manhã até a noite. Os acervos históricos-documentais em microfilmes do seu Centro de Estudos do Ciclo do Ouro foram digitalizados e foi editada por anos a Revista da Casa dos Contos. Foi aberto o acesso, através da edificação, ao Horto Ouro-Pretano, que por anos esteve fechado, permitindo a passagem de média diária de 700 pessoas. O acesso às informações sobre a Casa dos Contos passou a ser disponibilizado em três línguas.

Ações como essas, assim como repinturas higiênicas e a instalação de hidrantes que protegem o monumento e seu entorno, fizeram do equipamento o museu mais seguro e o mais visitado de Ouro Preto no período.

Foto:Divulgação

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.