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1ª Feira Literária de Betim é a dica para o final de semana

Uma adolescente apaixonada por livros. Aos 13 anos, Lavínia Maria Gualberto dos Santos estudante do 8º ano da Escola Municipal Rita Maria da Silva, em Betim (MG), desenvolveu o gosto pela leitura a partir das ações realizadas pelos educadores, que participam do programa Rota do Saber. Somente em 2018, Lavínia leu 80 livros e sua paixão vai levá-la a viver uma experiência nova neste mês de outubro de 2018. Junto com o colega Felipe Tiago, 10 anos, aluno da Escola Municipal João Batista Machado de Brito e também leitor assíduo,Lavínia irá integrar uma das mesas de trabalho da 1ª edição da FLIB – Feira Literária de Betim, ao lado do escritor e artista plástico betinense Walter Lara.

"Hoje sou tão apaixonada pela leitura que incentivo todos a minha volta a desenvolverem essa prática também", afirma Lavínia. Os colegas também fazem parte do time de oito estudantes selecionados para receber o Prêmio Aluno Leitores no dia 29 de outubro durante a Feira: "Fiquei bem eufórica com a notícia de que participarei da mesa de trabalho na Feira, que é tão importante. Eu nunca tinha chegado tão longe e estou muito feliz. Meus amigos me parabenizaram muito", diz a jovem que confessa ainda estar pesquisando para saber mais sobre o estilo de escrita do Walter Lara e o que falar com ele. A atividade que Lavínia e Felipe irão participar acontece no dia 27 de outubro às 19h. E o prêmio de leitura no dia 29.

A primeira Feira Literária de Betim, que teve início dia 24, ocorre até 30 de outubro de 2018 e faz parte da programação anual do programa Rota do Saber, trazendo em sua essência a interação entre escola e comunidade e o diálogo da literatura com diversas artes e saberes – ciência, música, teatro, artes visuais, culturas populares e tradicionais –, celebrando encontros e valorizando distintas experiências. Esta é a primeira vez que a cidade de Betim recebe um festival literário. O evento acontece no Monte Carmo Shopping (Av. Juiz Marco Túlio Isaac, 1119 - Ingá Alto, Betim/MG). A organização do evento estima que mais de 3 mil pessoas, entre estudantes e público em geral, visitem a feira.

"O evento vai integrar as atividades realizadas desde 2017 pelo Rota do Saber, extrapolando o ambiente da escola como espaço de aprendizado e levando à comunidade betinense as realizações promovidas neste período. Ao mesmo tempo, o Rota do Saber, ao promover a 1ª FLIB,faz um convite ao município para um evento agregador, que trabalha a linguagem e sua interfaces, inclusive trazendo uma programação com personalidades de diversos segmentos e regiões do Brasil para um ambiente que promove o debate, a cultura, a história e o desenvolvimento local através da linguagem e suas interfaces", conta Solange Bottaro, do Instituto Ramacrisna, uma das instituições que gere o programa ao lado da Prefeitura de Betim, por meio da Secretaria da Educação e da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

A professora Gislene Damasceno também irá compor a programação juntamente com seus 34 alunos. A professora de Português, que tem especialidade em teatro, criou uma peça que homenageará a escritora Conceição Evaristo. Para o espetáculo que trata sobre a afrodiversidade, a professora selecionou estudantes entre 11 e 15 anos, alunos do 6º ao 9º anos da Escola Municipal Vereador Rafael Barbizan , que se destacaram por bom desempenho e desenvolvimento do lado cognitivo. "Na montagem, a professora trata sobre a questão da autoestima e do respeito às diferenças sejam elas quais forem", afirma Yuri Coelho, diretor da escola em que Gislene leciona, reforçando a importância do trabalho realizado com os estudantes através das técnicas que mesclam linguagem.

Durante sete dias, Betim vivenciará a efervescência cultural com palestras, oficinas, narração de histórias, encontros com autores, lançamentos de livros, leituras dramáticas, saraus, feira de livros. De acordo com a vice-presidente do Ramacrisna Solange Bottaro, "esse é um convite à comunidade e, principalmente, aos estudantes para as novas formas de vivenciar Educação e a Cultura, ampliando seu repertório simbólico, inaugurando caminhos de fruição cultural, criando condições para uma interpretação ampliada e crítica do mundo e do tempo em que vivemos e contribuindo para a construção de um mundo mais justo e igualitário". Saraus, palestras e narração de histórias também fazem parte da programação dos sete dias de evento.

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