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Manifestação Internacional de Performance traz à tona cenas sobre questões de gênero, pandemia, política e religiosidade

Programação, que terá início nesta terça-feira (26), conta com artistas dos EUA, Holanda, Indonésia e Finlândia; atividades serão realizadas online até o dia 7 de novembro

A quarta edição da Manifestação Internacional de Performance (MIP), a partir desta terça-feira (26), dará início às apresentações, mesas redondas e debates. A programação, totalmente gratuita e online, conta com a presença de Marco Paulo Rolla, idealizador da MIP; Noemi Assumpção, integrante do Grupo Indigestão; Efe Godoy, artista transvestigenere; Fernando Ribeiro, curador da Bienal Internacional de Curitiba; Tiago Sant’Ana, premiado com a Bolsa de Fotografia Zum do Instituto Moreira Salles; Eliana Brasil, que integra a mostra “Ero Ere: Negras Conexões”, entre outros grandes nomes do cenário performático brasileiro. As atividades serão realizadas até o dia 7 de novembro. Programação completa no www.ceiaart.com.br/br.

Realizada pelo Centro de Experimentação e Informação de Arte (CEIA), com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (1022/2020 FPC), a MIP 4, nesta edição, contará ainda com a presença de artistas internacionais, como Alison Crocetta (EUA), Mette Sterre (Holanda), Reza Afisina (Indonésia) e Tero Nauha (Finlândia). Assinada por Marco Paulo Rolla e Fernando Ribeiro, artista que participou do Espaço Aberto na primeira edição da MIP, em 2003, a quarta edição do evento tem como fio condutor o encontro de cenas, realidades, pessoas, culturas e artistas, destacando que a arte da performance abarca grande diversidade de linguagens e formas.

As performances que ocuparão as plataformas digitais do CEIA, como Instagram, Zoom e YouTube, além do próprio site do projeto, trazem à tona religiosidade, debates políticos, pandemia e isolamento social, discussão de gênero e racismo. Wellington Júnior, o Tutunho, que ficou responsável em abrir a programação oficial da MIP 4, ao lado de João Vilnei e Felipe Mota Ferreira, por exemplo, levará para a rede social Instagram a performance “Aureoleds 3.0”, em que propõe uma ação ritualística, “profetizando o apocalipse iminente e o armagedom que nunca veio-vem-virá”. Na ação, Tutunho convida o público, ou melhor, “discípulos” para a jornada de cura. Na sequência, às 20h, Noemi Assumpção levará para a plataforma Zoom a performance “Angústia à Brasileira”, que será transmitida ao vivo da Galeria BDMG Cultural, em Belo Horizonte. Na cena, a artista debate o atual cenário, em que é preciso engolir o choro, roer até o osso, rir para não chorar.

A pandemia do novo coronavírus permeia as performances “Aprendendo a Cantar”, de Alison Crocetta; “Terceira Pele”, de Eliana Brasil; e “Vácuo”, de Marco Paulo Rolla. Já a questão de gênero é debatida na cena “Drama Queer”, de Ana Gabi. Por fim, racismo e injúria racial são temas das apresentações “Transimagem”, de Jonata Vieira Barbosa; e “Ex-Tinto”, de Rodrigo Antero; e “Mapa”, de Tiago Sant’Ana.

A MIP 4, que teve início em setembro, com a oferta dos cursos de Introdução e Aperfeiçoamento à Performance, é uma realização do CEIA, que tem como proposta incentivar espaços de produção e pensamento acerca da cena artística contemporânea. Desde 2001, o coletivo realiza em Belo Horizonte diversos eventos nacionais e internacionais de artes plásticas, que contribuem para impulsionar a carreira de artistas. Nesta edição, a MIP conta com a coordenação geral de Marco Paulo Rolla, a coordenação de produção de Patrícia Matos, e a curadoria de Rolla e de Fernando Ribeiro. Confira abaixo a descrição de todas as performances.  

Serviço MIP 4
Quando? De 26/10 a 7/11
Onde? Plataformas digitais
Quanto? Gratuito
Detalhes: www.ceiaart.com.br/br/

 

Foto: Dea Vieira

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