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Novo restaurante de BH, Babel exalta pluralidade de sabores da cozinha mundial
Casa acaba de ser inaugurada em um dos pontos mais centrais da cidade, na Praça Raul Soares, no local onde funcionava o lendário Scaramouche; à frente do negócio está o empresário Alfredo Lanna.
Narrada no livro de Gênesis, no Antigo Testamento, a história da Torre de Babel tem seu ápice quando os homens se organizaram e começaram a construir uma enorme edificação na tentativa de alcançar o céu. A façanha, porém, foi condenada por Deus, que, ao descobri-la, não só destruiu o monumento, como também puniu os castigados determinando que todos passassem a falar diferentes línguas. Desse modo, jamais voltariam a se entender.
Se na bíblia o mito em questão é usado para explicar a separação dos povos e a criação dos múltiplos idiomas, em Belo Horizonte ele é o ponto de partida para dar nome a um novo empreendimento gastronômico que chega para unir e exaltar a pluralidade, além de se firmar como o boteco de todas línguas. Inaugurada recentemente, Babel está localizada em uma das áreas mais famosas, diversas e emblemáticas do centro da capital mineira, na Praça Raul Soares. A casa, que ocupa um grande espaço, com salão de eventos, terraço, salão fechado no segundo andar e bar de entrada, em uma área de 650m² - no mesmo ponto onde funcionava o lendário Scaramouche nos anos 70/80 – é a nova aposta do arquiteto e empresário Alfredo Lanna (juntamente com outros sócios), responsável por levar sua expertise empreendedora para outros espaços antes degradados da cidade, como a Rua Sapucaí, onde ele também comanda a Panorama Pizzaria e o Butequim Sapucaí. Lanna é sócio, ao lado de outros investidores, da casa de shows A Autêntica, no Santa Efigênia, e da Cervejaria Vinil, em Nova Lima, região metropolitana.
Segundo o empresário, a ideia de investir no hipercentro de Belo Horizonte corrobora com os próprios planos da prefeitura municipal, que há pouco tempo anunciou um projeto suntuoso de revitalização de importantes espaços na região, entre eles a Praça da Estação e avenida Afonso Pena. “Temos presenciado também uma efervescência da cena gastronômica com a abertura de bares e drinquerias, em antigos prédios nas proximidades, o que vem trazendo uma cara nova ao Centro. Isso sem falar que estamos há poucos metros do Mercado Central, nosso símbolo gastronômico e turístico mais importante. Esse é um lugar que, definitivamente, tem se tornado celeiro de boa comida e bons encontros”, enfatiza.
Outro motivo que, de acordo com Alfredo, também chamou sua atenção para investir no novo negócio foi a possibilidade de transformar um imóvel até então abandonado, em um ponto extremamente estratégico, mas evidenciando suas características mais potentes e, ao mesmo tempo, mesclando-as com elementos contemporâneos. E assim como a faraônica torre, na qual seu nome foi inspirado, Babel já nasce grande e imponente: além dos quatro ambientes - incluindo uma sacada de onde é possível contemplar o conjunto arquitetônico da praça que homenageia o ex-governador de Minas Gerais, Raul Soares (1877-1924) – com capacidade para até 300 pessoas, a equipe que fará a roda do negócio girar promete ser robusta. A expectativa é que o número de colaboradores passe dos atuais 20 para 45 até o fim do ano, principalmente por causa dos eventos de confraternização. O investimento do projeto, conforme revela Lanna, é de R$ 2 milhões.
Cardápio.
Já que a Torre de Babel ficou marcada por emergir os vários idiomas que existem hoje no Planeta, nada mais justo que um cardápio onde os diferentes sabores do mundo sejam exaltados, todos preparados de forma bastante autoral. O artista por trás das criações é o chef Daniel Pantuzzo, com quase 20 anos de mercado. A escolha dele para comandar a cozinha, por sinal, não poderia ter sido mais apropriada. Belo-horizontino de nascença, tem descendência italiana, síria e portuguesa, ou seja, é quase um ‘cidadão do mundo’. É justamente a capacidade de incorporar diferentes culturas e técnicas culinárias internacionais, que Daniel trouxe para o menu.
Um dos destaques é o Bolinho de Galinhada (R$ 42), prato que apesar de ser muito representativo do Cerrado, mais precisamente em Minas e Goiás, atravessa o Atlântico, nas mãos de Pantuzzo, ganhando ares italianos, sendo preparado com o famoso arancini, bolinho de arroz muito comum no país europeu.
O chef também promove intercâmbios em sua Tábua de Frios (R$ 60) ao oferecer para os comensais, uma seleção de queijos especiais (chevrotin e alagoa) com itens da charcutaria italiana, como bresaola e copa lombo, encontrados também no Norte de Minas. “Sou uma pessoa antropóloga por natureza, leio bastante. Com isso, está no meu inconsciente promover essa mistura de culturas nos pratos”, afirma Daniel que se declara autodidata.
Outra criação do especialista para o menu do Babel é uma releitura abrasileirada do Fish n’ Chips (R$ 52), iguaria muito comum em Londres (Inglaterra), que na versão de Pantuzzo leva tilápias empanadas e fritas com molho de iogurte com funcho.
Fazem parte do cardápio ainda, o Vinagrete do Mar (R$ 58), conexão gastronômica entre duas potências ibéricas, Portugal e Espanha, ao reunir um vinagrete de polvo e lula; cogumelos empanados em pastela com mel cítrico de cana (R$ 39), entre outros.
As sobremesas também trazem um pouco de delícias internacionais, a começar pelo Crème Brûlée (R$ 18), símbolo da confeitaria francesa, que com o talento de Daniel Pantuzzo, ganha um ‘q’ mineiro com doce e leite como um dos ingredientes. Há ainda a famosa Torta Basca (R$ 22), tradicional no País Basco, comunidade autônoma na Espanha, que na Babel leva um acréscimo de queijo da Canastra, sendo servida sobre redução de frutas vermelhas.
A casa também oferece almoço executivo com várias opções.
Sobre o chef Daniel Pantuzzo
No mercado de gastronomia há quase 20 anos, Daniel Pantuzzo tem ampla experiência em vários restaurantes de Belo Horizonte, entre eles Ah!Bon, Padaria Boníssima, Uzina e Estúdio da Carne. Foi ainda chef executivo de três hotéis de luxo no Rio de Janeiro: Pestana e Debret, ambos em Copacabana, e Wyndham, na Barra da Tijuca. Na capital fluminense, trabalhou também no Aprazível, considerada uma das casas de alta gastronomia mais renomadas do Brasil. Como consultor, levou treinamentos para vários estados do país.
No exterior, atuou em estabelecimentos na cidade de Gênova, na Itália, de onde traz toda sua experiência sobre as peculiaridades da culinária do icônico país europeu.
Daniel considera-se um cozinheiro de comida simples e afetiva. Acredita que cozinhar não é privilégio apenas para aqueles que têm um dom, mas sim para todos que desejam preparar belos e deliciosos pratos, com dedicação e o amor necessários à profissão.
Drinques
A carta de drinques do Babel conta com mais de 20 preparos autorais do bartender Lucas Brandão (sócio de Alfredo na Panorama Pizzaria), entre eles o Scaramouche (R$ 30), que homenageia o antigo restaurante que funcionava no mesmo local onde hoje está aberta a nova casa. A bebida leva cachaça, martini rosso, campari, caju e abacaxi. Raulzona (R$ 32,90), homenagem à Praça Raul Soares, é feita com vodka, rum ou cachaça, limão capeta, xarope de cranberry, maracujá e espuma de coco. Já Hi-Fi Bitter (R$ 30) tem entre seus ingredientes, vodka, gin, suco de laranja e soda grapefruit.
A casa também trabalha com chopes artesanais da Vinil, como Pilsen e Pale Ale. Preços a partir de R$ 10.
Serviço:
Babel (avenida Bias Fortes, 1160 – Centro)
Funcionamento:
Domingo: 12h às 19h
Segunda-feira: 11h30 às 15h
Terça a quinta-feira: 11h30 às 0h
Sexta-feira e sábado: 11h30 às 1h
Almoço executivo: disponível de segunda à sexta-feira, das 11h30 às 15h
@babelbh
Foto: Divulgação
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