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Exposição “Do líquido ao concreto”, na Casa do Baile, apresenta diálogo entre a arte e a arquitetura

Mostra reúne peças produzidas a partir de técnica de afresco desenvolvida pelo arquiteto Carlos Borsa e que trazem referências às artes asiáticas

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura recebe, na Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design (avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha), a partir da quinta-feira, dia 24, a exposição “Do líquido ao concreto”. A proposta da exposição é promover a integração entre a arte e a arquitetura a partir de uma técnica de afresco desenvolvida pelo artista Carlos Borsa. A mostra traz composições variadas de peças quadrangulares constituídas de cimento. Nelas, imagens abstratas na cor azul, impressas a partir da nova técnica, trazem as referências das artes asiáticas da porcelana e da pintura sumi-ê, presentes nas artes chinesas e japonesas. A visitação pode ser feita até abril de 2020, de terça a domingo, das 9h às 18h, e a entrada é gratuita.

A exposição apresenta o trabalho de pesquisa desenvolvido por Carlos Borsa durante a conclusão do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. O objetivo do arquiteto foi mostrar um produto artístico que apresente, por suas características singulares, uma flexibilidade no uso em outras áreas, como espaços artísticos, arquitetônicos e urbanos.

“A Casa do Baile possui uma linguagem onde a inserção dos azulejos azuis em seu exterior obedece a uma ordem. Na arquitetura modernista há a inserção da arte dentro de um local específico do projeto arquitetônico, e a partir disto, há um contraste com a obra “Do Líquido ao Concreto”, visto que na inserção das peças de cimento no interior da Casa há uma linguagem baseada na desordem, dessas relações topológicas que o espaço e a obra criam nasce um perfeito equilíbrio harmônico entre a arquitetura modernista da casa e a obra”, destaca Borsa.

A exposição tem a proposta de trazer uma materialidade evidente na obra a partir de três momentos. Primeiramente, por meio de sua geometria (volumetria), como um suporte físico para a pintura de expressão abstrata. Em segundo lugar através do caráter efêmero da pintura que se origina dos gestos das pinceladas. Em um terceiro momento, a partir da contraposição entre a estrutura física da peça e a pintura abstrata, da qual gera uma dualidade que potencializa a materialidade.

Foto:Ricardo Laf

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