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Filarmônica de Minas Gerais recebe o maestro e pianista irlandês Barry Douglas

Evento acontece nos dias 26 e 27 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Um dos mais versáteis músicos da atualidade, o regente e pianista irlandês Barry Douglas retorna à Sala Minas Gerais para executar o belíssimo Concerto nº 23 de Mozart e dirigir a Filarmônica de Minas Gerais em outras obras de amplo contraste, como o lírico e íntimo Noturno do compositor irlandês John Kinsella, a releitura de um passado já distante, Três peças em estilo antigo, feita por um dos maiores compositores do século XX, Penderecki, e a sempre aprazível e dinâmica última sinfonia de Joseph Haydn. As apresentações serão nos dias 26 e 27 de outubro, às 20h30. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Barry Douglas, regente convidado e piano

A consolidação da carreira internacional de Barry Douglas tem início com a Medalha de Ouro na Competição Internacional Tchaikovsky de 1986, em Moscou. Desde então, Douglas se apresentou com orquestras em todo o mundo, com passagens recentes de destaque pela Sinfônica de Londres e pela Filarmônica de São Petersburgo. Em 1999, fundou a orquestra de câmara Camerata Ireland, da qual hoje é diretor artístico, como forma de explorar e valorizar sua herança musical irlandesa. Em 2016, concluiu as gravações da obra completa para piano solo de Brahms pelo selo independente Chandos, e atualmente se dedica às obras completas também para piano solo de Schubert e Tchaikovsky. Em 2021, Barry Douglas recebeu o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE) por seus serviços prestados à música e à comunidade britânica.

Repertório

John Kinsella (Dublin, Irlanda, 1932-2021) e a obra Noturno (1990, revisão em 2011)

O irlandês John Kinsella nasceu em Dublin, em 1932, e trabalhou por muitos anos em cargos administrativos da RTÉ, a emissora estatal de seu país. Paralelamente à carreira na empresa, desenvolveu seu trabalho como compositor, conquistando algum reconhecimento local a partir dos anos 1960. Em 1988, quando ocupava o cargo de Diretor Musical da RTÉ, Kinsella decide antecipar sua aposentadoria para se dedicar exclusivamente à composição. A mudança também solidifica uma virada muito nítida em seu estilo, que vinha tomando forma havia mais ou menos uma década: se, em seus primeiros trabalhos, Kinsella se mostrou muito influenciado pelo serialismo da música experimental europeia, agora, suas composições buscavam uma linguagem mais acessível, de maior apelo popular. Composta em 1990 para orquestra de cordas, Noturno trata-se, na verdade, de um arranjo para o movimento lento de seu Concerto para violino nº 2, escrito no ano anterior. A obra foi estreada em 1994, no Festival de Artes de Galway, pela Orquestra de Câmara Irlandesa.

Wolfgang Amadeus Mozart (Salzburgo, Áustria, 1756 – Viena, Áustria, 1791) e a obra Concerto para piano nº 23 em Lá maior, K. 488 (1786)

O Concerto para piano nº 23 foi finalizado em março de 1786 e é uma das obras escritas por Mozart enquanto trabalhava na partitura de As bodas de Fígaro. O compositor havia acabado de completar 30 anos e vivia o auge de sua popularidade em Viena, com convites constantes para apresentações públicas e privadas, além de dezenas de pedidos comissionados pelos instrumentistas e instituições mais destacadas do período. Essa intensa demanda resultou em uma também intensa produção, como era de costume em se tratando de Mozart. Os concertos para piano escritos nessa fase, do K. 449 (nº 14) ao K. 503 (nº 25), estão entre os mais admirados, estudados e executados de todo o repertório. Olhando-os em retrospectiva cronológica, pode-se dizer que eles apresentam uma evolução progressiva no modo como Mozart propõe o diálogo entre instrumento solo e orquestra, bem como no domínio técnico que exige do solista. O Concerto nº 23 é reconhecido por seu melancólico segundo movimento, um adágio lento escrito em fá sustenido menor, uma escala raramente utilizada por Mozart nesse tipo de obra.

Krzysztof Penderecki (Debica, Polônia, 1933 – Cracóvia, Polônia, 2020) e a obra Três peças em estilo antigo (1933)

A carreira do compositor polonês Krzysztof Penderecki geralmente é dividida em duas fases. Na primeira, de 1958 até 1974, sua música é marcada pela forte adesão aos movimentos de vanguarda, apresentando ritmos enérgicos, dinâmicas bruscas e texturas pouco comuns. A segunda fase, de 1975 até sua morte, em 2020, apresenta um inesperado retorno a formas e padrões consolidados em séculos passados, gerando composições menos agressivas e mais centradas na melodia. Por isso, causa certo estranhamento descobrir que suas Três peças em estilo antigo foram compostas no início da carreira, em 1963, durante seu período mais experimental. São três movimentos curtos, uma ária e dois minuetos, com forte inspiração barroca. A obra foi escrita para o filme O manuscrito de Saragoça, de Wojchiec Has, que se passa durante as Guerras Napoleônicas, e tem o intuito de representar alguns personagens e a música da época. Combinadas às composições eletroacústicas da trilha (estas sim bem mais características da primeira fase), as Três peças contribuem para criar a ambiguidade espaço-temporal de tons fantásticos do longa-metragem. Em alguma medida, operam também como um elemento de coesão na trajetória de Penderecki, um indicativo antecipado do que estava por vir.

Franz Josep Haydn (Rohrau, Áustria, 1732 – Viena, Áustria, 1809) e a obra Sinfonia nº 104 em Ré maior, Hob. I:104, "Londres" (1795)

Depois de três décadas servindo à poderosa família Esterházy, uma das mais ricas da nobreza húngara no final do século XVIII, Haydn se mudou para Londres a convite do violinista e realizador de concertos Johann Peter Salomon. Nas duas temporadas que passou em terras britânicas, escreveu suas últimas doze sinfonias, todas comissionadas por Salomon. Longe das demandas da corte e impulsionado pela grande fama que já havia conquistado, Haydn se sentiu mais à vontade para exercer sua liberdade criativa e experimentar novas ideias. As Sinfonias de Londres, como são chamadas, representam o ponto máximo de sua evolução como compositor sinfônico. São obras que crescem em complexidade e nas quais é possível perceber o esforço do artista em alcançar novos territórios. O entusiasmo de Haydn com a efervescência cultural londrina é notável em todo o conjunto, mas aparece especialmente na Sinfonia nº 104 – não é à toa que seu apelido é justamente “Londres”. A Centésima Quarta foi a última sinfonia completa escrita por Haydn e funciona como uma boa síntese dessa fase tão inspirada e feliz. A obra também ficou conhecida como “Salomon”, homenageando, assim, tanto a cidade como o benfeitor que a apresentou a Haydn.

Serviço: Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto
26 de outubro – 20h30
Sala Minas Gerais

Série Veloce
27 de outubro – 20h30
Sala Minas Gerais

Barry Douglas, regente convidado e piano
KINSELLA Noturno
MOZART Concerto para piano nº 23 em Lá maior, K. 488
PENDERECKI Três peças em estilo antigo
HAYDN Sinfonia nº 104 em Ré maior, Hob. I:104, "Londres"

INGRESSOS: R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos: Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa | Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 11 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a junho/2023)
1.467.778 espectadores
1.161 concertos realizados
1.278 obras interpretadas
119 concertos em turnês estaduais
39 concertos em turnês nacionais
9 concertos em turnê internacional
606 notas de programa publicadas no site
225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
11 CDs lançados
1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Foto: Benjamin Ealovega

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