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Projeto FLEC - Formação Literária em Escritas Colaborativas promove formação cultural na Periferia de BH e encerra atividades com lançamento de roda de conversa no YouTube
No vídeo, os artistas Will D. King (do Coletivo Amargem), Dudu Luiz (do Coletivoz ) e Lorena Anastácio (do Grupo Movência) compartilham suas experiências, apresentando como se dá a construção de um coletivo cultural, suas potências e também desafios
O Projeto FLEC - Formação Literária em Escritas Colaborativas, uma iniciativa conjunta do Coletivo Amargem, ColetiVoz Sarau de Periferia e Grupo Movência está encerrando sua primeira edição. Com ações realizadas nos meses de julho e agosto, o projeto promoveu oportunidades de aprendizado e trocas culturais na periferia de Belo Horizonte, proporcionando um ambiente criativo e educacional para artistas e amantes da literatura.
O projeto propôs a realização de oficinas presenciais, oferecidas de forma gratuita por cada um dos três coletivos participantes, com objetivo de troca de saberes e capacitação nas comunidades com as quais cada grupo se relaciona e realiza suas atividades. A primeira oficina, "Poesia e Autopublicação", ministrada pelo Coletivo Amargem, permitiu que artistas poetas se tornassem "poetas-editores" e tivessem seus próprios livros físicos em mãos; a segunda oficina, “Escrita da Voz[cor]Po-ética: Edição de Áudio-poema[som]s”, oferecida pelo ColetiVoz Sarau de Periferia, explorou a oralidade como linguagem literária, utilizando a voz, sons, trilhas sonoras e instrumentos para a criação de áudio-poemas; e fechando o ciclo de oficinas presenciais, a oficina "A Arte de Narrar", promovida pelo Grupo Movência, apresentou a contação de histórias como uma linguagem artística ancestral, com referências nas narrativas tradicionais de diversas culturas.
Além das oficinas presenciais, o Projeto FLEC ofereceu ao longo de três semanas a oficina online "Compreendendo Projetos Culturais", ministrada por Laís Penna e Fabricio Sortica, com 30 vagas destinadas aos representantes dos coletivos envolvidos e outros artistas da periferia, além do público geral interessado. Com carga horária de 20h divididas em 8 encontros, esta formação gratuita abordou desde o planejamento até a elaboração de projetos culturais, contribuindo para o desenvolvimento e profissionalização dos participantes.
Todas as atividades do projeto contaram com acessibilidade em Libras, ação que foi proposta desde a concepção do projeto, tendo a intérprete de Libras Daniela de Jesus na equipe como profissional inserida na criação do FLEC, e, posteriormente, Marina Santos. O FLEC sempre se preocupou em ser um projeto inclusivo, bem mais do que acessível, por isso ter na sua equipe profissionais em acessibilidade foi um processo fundamental para pensar metodologias para as oficinas que pensassem efetivamente a inclusão das pessoas surdas, num processo prático de trocas entre os ministrantes e a equipe de acessibilidade.
A programação completa do projeto foi divulgada no Instagram @flec.projeto e compartilhada através das redes sociais dos três coletivos. As oficinas presenciais tiveram foco de público principalmente nas regiões periféricas de Belo Horizonte e municípios vizinhos, enquanto que a oficina online teve uma procura mais ampla, atingindo interessados de todas as regiões do país.
Como ação de contrapartida, marcando o encerramento dessa primeira edição do evento, o FLEC registrou em vídeo uma roda de conversa realizada com os coletivos artísticos idealizadores. Nessa conversa, Will D. King (Coletivo Amargem), Dudu Luiz (Coletivoz Sarau de Periferia) e Lorena Anastácio (Grupo Movência) compartilham um pouco das experiências de cada coletivo, apresentando como se dá a construção de um coletivo cultural, os desafios e dificuldades que podem surgir, quais as formas de crescer, se profissionalizar e que desdobramentos podem surgir do encontro entre diferentes artistas com um mesmo sonho, em especial através da manifestação artística nas periferias. Participaram também a produtora Laís Penna, que atuou como mediadora da roda de conversa, o produtor Fabricio Sortica e as intérpretes de Libras Daniela de Jesus e Marina Santos, responsáveis pela acessibilidade de todas as ações do projeto.
O vídeo foi lançado no dia 29 de setembro e está disponível nos canais do Youtube do Coletivo Amargem e do Grupo Movência. Mais informações e os links de acesso estão disponíveis no Instagram @flec.projeto.
O Projeto FLEC é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte – Edital Descentra, e tem como objetivo ampliar as possibilidades de atuação dos coletivos envolvidos, promovendo a literatura na periferia e proporcionando oportunidades para artistas locais.
SOBRE O FLEC - Formação Literária em Escritas Colaborativas
O projeto "Formação Literária em Escritas Colaborativas" surgiu do encontro entre o Coletivo Amargem, o ColetiVoz Sarau de Periferia e o Grupo Movência. Esses coletivos e grupo possuem, cada um na sua linguagem, uma forte atuação na área da literatura, da oralidade, da poesia marginal, do rap e outras manifestações artísticas que envolvem a leitura, o livro, a escrita, as narrativas orais e a performance.
O Coletivo Amargem atua desde 2018, com ações que envolvem saraus e batalhas de MC's. Desde 2019 conta com a biblioteca comunitária no Espaço Cultural Amargem na Vila Bispo Maura, e a parceria com a Editora a.Berta, tendo promovido a publicação de diversos autores da periferia. O ColetiVoz existe desde 2008 promovendo saraus e slams, com atuações em centros culturais, bibliotecas, escolas, viadutos, bares e praças. O ColetiVoz também tem diversas ações na formação de novos artistas, através de suas oficinas de saraus periféricos, e de escrita criativa.
O Grupo Movência nasceu em 2016, do encontro entre artistas, pesquisadores e professores do projeto de extensão da UFMG "do conto ao (en)canto: educação, oralidade e performance". O Movência trabalha com narrativas de tradição oral, com a performance, a música, o design e o audiovisual, e tem em seu trabalho a especificidade de explorar o tradicional com as novas tecnologias. Unir esses 3 grupos em um projeto artístico de formação no edital do Descentra tem o diferencial de propor 3 visões da linguagem literária numa proposta de formação que promova a literatura na periferia.
Ampliando as possibilidades de atuação desse projeto e dando oportunidade para as trocas artísticas entre Amargem, ColetiVoz e Movência, ofertar 3 oficinas presenciais e gratuitas por esses grupos tem o diferencial de garantir também ações de ocupação de diferentes espaços da periferia de BH, por diferentes artistas.
SOBRE COLETIVOZ SARAU DE PERIFERIA
O ColetiVoz Sarau de Periferia realizou mais 200 saraus desde setembro de 2008 a 2022, sejam presenciais ou virtuais em: bares, praças, viadutos, escolas, universidades, bibliotecas, casas de cultura, centros culturais, etc. Construímos uma série de oficinas de criação de saraus periféricos, bem como de escrita e performance poéticas-artísticas em escolas e centros culturais das redes públicas de ensino e cultura em Belo Horizonte e cidades do interior de Minas Gerais: triângulo mineiro e Vale do aço. Participaram em eventos de parceiros que são cia’s de teatro e movimentos de ocupações urbanas: Trama, Cóccix e Guarani-Kaiowá. - Realização de atividades nas agendas/equipamentos institucionais da cultura de Belo Horizonte: Festival Literário Internacional, Virada Cultural, Circuito Literário da Praça da Liberdade, centros culturais de todas as 9 regionais periféricas da capital mineira. Realizou também os projetos "Oficina de Sarau" em 2015-2017, "10 anos do Coletivoz Sarau de Periferia" com a publicação da edição especial do livro coletânea "à luta à voz " de 2018 a 2022 com a Editora Venas Abiertas e Instituto Cultural Macunaíma.
SOBRE GRUPO MOVÊNCIA
O Grupo Movência nasceu em 2016 do encontro entre artistas e pesquisadores que participam do projeto de pesquisa e extensão “Do conto ao (en)canto: educação, oralidade e performance”; da Faculdade de Educação da UFMG. Os artistas do Grupo Movência são também professores e pesquisadores das tradições orais, das culturas afro-brasileiras e indígenas. As principais ações do grupo – contação de histórias, pesquisa e curadoria de eventos – relacionam-se a um repertório constituído por obras vocais originárias de matrizes africanas, indígenas, latino-americanas e brasileiras. Os trabalhos do Grupo Movência são focados na valorização, difusão e preservação das culturais tradicionais desses povos.
SOBRE COLETIVO AMARGEM
O coletivo Amargem desde 2018 atua na cena de sarau e batalha de mc’s e em 2019 criamos o Espaço Cultural Amargem na Vila Bispo de Maura. O espaço conta com uma biblioteca comunitária com livros de literaturas brasileira, estrangeira, infanto juvenil e, o acervo foi criado com foco na literatura marginal abrangendo assim uma ala especifica para zines e livros autopublicados ou de selo independente. O espaço proporciona eventos diversos com o intuito de promover acesso a diferentes formas de artes e de visão de mundo: Sarau Amargem, Batalha da V.B, Reggae a Vila, Bispo Blues Nite, Baile das Antigas, Batalha de Pixo CineClube Amargem, Oficinas e o Dia de Corações Abertos (em parceria com o Corações Abertos). A parceria com a Editora a.Berta produziu dez números do Jornal Amargem; o Zine “Firma o Corpo” dos e da poeta Ducs, Kun e Rosa, “Novo Dia” de LR91, “Umbral” Medusa, “Mulher Livre” de Inza e “Amargem Gang” do coletivo Amargem; além de produzir o “Poematário: Amargem Gang” que foi uma experiencia audiovisual com os poemas presentes no Jornal Amargem. A Amargem participou do programa Ácode promovido pelo Fa.vela que distribuiu cartões de alimentação para pessoas cadastradas no projeto; A Amargem participou do movimento Arte Contra a Barbárie; O curso Olhares de Dandara aprovado no Descentra teve a Amargem como espaço dos encontros. O coletivo se apresentou no Circuito Cultural da Pampulha com o Sarau Amargem.
SERVIÇO: Roda de Conversa com os Coletivos: Coletivo Amargem, Coletivoz Sarau de Periferia e Grupo Movência
O vídeo na íntegra está disponível nos canais do Youtube do Coletivo Amargem e Grupo Movência:
https://www.youtube.com/@espacoculturalamargem352]
https://www.youtube.com/@GrupoMovencia
Acesso gratuito / Com acessibilidade em Libras
Mais informações: https://www.instagram.com/flec.projeto/
Foto: Divulgação
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