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DOTART GALERIA INAUGURA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA OP. VT, DO ARTISTA VICENTE DE MELLO

MOSTRA SERÁ INAUGURADA DIA 26 DE OUTUBRO E CONTA COM SETE OBRAS. INAUGURAÇÃO CONTARÁ COM VISITA GUIADA PELO ARTISTA

A fotografia vai além da arte de registrar um momento. Traz o olhar do artista, um recorte da realidade e técnicas específicas. A partir do dia 26 de outubro, o público da capital mineira terá a oportunidade de conferir uma exposição fotográfica de Vicente de Mello, na dotART galeria. Intitulada Op. VT, a mostra traz registros com efeitos de revelação que distorcem a realidade.

Op. VT é a junção de duas séries do artista: Vermelhos Telúrios e Opere, em um total de sete obras. Ambas trazem um registro documental que foi transformado, por meio de técnicas laboratoriais, de modo a alterar a interpretação.

Em determinadas obras foi feita uma solarização, em outras inversão e ação monocromática. Na ocasião da inauguração, haverá visita guiada com o artista e também o lançamento do livro-caixa Cinematógrafo.

Série Vermelhos Telúrios

Será possível conferir três obras da série Vermelho Telúrios, as paisagens “Floresta Temperada - Ilha de Chiloé”, “Mata Atântica I – Paraty” e “Galheta II – Florianópolis”, essas últimas duas também estão expostas na sala Desvio para o Vermelho, instalação de Cildo Meireles, no Inhotim, e são as cópias número 2 de uma série de cinco fotos.

Vicente de Mello explica que a inspiração para as fotografias foram os memoráveis slides dos anos de 1960, com lugares e monumentos pitorescos adquiridos em viagens turísticas. Com o passar do tempo, esses slides sofreram deteriorações químicas e ficavam com aspecto avermelhado. “Trouxe essa ideia para a série. São paisagens que registrei na década de 1990, com uma Rolleiflex, utilizando filme preto e branco, e impressas na cor magenta, quase sanguínea. O resultado foi obtido em um jogo de laboratório de filtragem, onde tirei todos os filtros, mantendo apenas o vermelho”, acrescenta o artista.

Até mesmo as molduras dessas obras trazem as referências às cartelas de slides. São molduras escultóricas, brancas, que transformam as fotografias em gigantes slides de 120X120cm. Os registros trazem uma visão “de fora para dentro” da paisagem e têm sempre algum ângulo subvertido, no intuito de gerar ruídos na imagem.

Foto:Divulgação

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