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Ocupação Transarte coloca cena artística LGBT+ em pauta
Ocupação Transarte, realizada na Funarte MG, chega à sua terceira semana de programação. Entre os destaques para os próximos dias está a estreia do espetáculo “Ser - Experimento para Tempos Sombrios", do Coletivo Toda Deseo, a exibição do filme “Luana Mun
Dando sequência a temporada de espetáculos, o palco da Funarte/MGreceberá a estreia da peça Ser - Experimento para Tempos Sombrios (BH). Produzida pela Companhia TODA DESEO, coletivo que prima por um trabalho poético voltado para temáticas ligadas a questões de gênero e sexualidade, à apresentação explora a narrativa como espaço de resistência, insurgência e crítica. Estruturada como um monólogo e protagonizada por Rafael Lucas Bacelar, o personagem em cena celebra os corpos que fogem das normas de corporalidade do senso comum. A peça traça um paralelo entre a história desses corpos na historiografia do teatro, a formação do universo e o reconhecimento do ser humano, em uma experiência performática sobre as possibilidades do corpo. Com dramaturgia de David Maurity e direção de Alexandre de Sena, o espetáculo conjuga as inquietações de conteúdo que o coletivo enuncia a uma estética apurada e rebuscada, utilizando da linguagem corporal do protagonista como a sua principal forma artística. O espetáculo Ser – Experimento para Tempos Sombrios poderá ser visto nos dias 19, 20, 21 e 22/10, de quinta a domingo.
A terceira semana da Ocupação também abriga a exibição inédita em Belo Horizonte, do longa metragem convidado “Luana Muniz – Filha da Lua” (RJ), que documenta os bastidores da vida de Luana Muniz, uma das mais importantes e influentes personagens da cena LGBT+ do Rio de Janeiro. Famosa pelo bordão “Travesti não é bagunça”, que figurou em diversos programas jornalísticos e humorísticos no início dos anos 2000, a travesti, que ficou conhecida por ser a “Rainha da Lapa”, faleceu em maio deste ano.O filme, dirigido por Rian Córdova e Leonardo Menezes, conquistou o prêmio de Melhor Longa Metragem no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio de Janeiro. A obra eterniza o legado deixado de Luana Muniz, que lutou pelo direito de ser respeitada enquanto prostituta, transexual, artista, e principalmente, humana. A exibição está marcada para às 18h desta quinta-feira (19/10).
Criada e dirigida por Bruno Lelis, Bremmer Guimarães e Igor Leal, a performance artística Minha História que Eu Nunca Vi (BH) dá sequência à programação de Cenas Curtas e Performances ao apresentar quatro artistas que, mergulhados em uma cena íntima, tecem uma narrativa contestatória e politizada que protagoniza a arte dos corpos trans. Desta forma, os artistas apresentam uma dramaturgia marcada pela presença física no palco como forma de manifestar um posicionamento frente às histórias marginalizadas e silenciadas na sociedade contemporânea. A performanceserá apresentada nesta sexta-feira (20/10) às 19h e no sábado (21/10) às 17h.
Completando a programação da terceira semana da Transarte, o Simpósio Transarte, que tem promovido o diálogo e a reflexão do cenário LGBT+ no Brasil por meio do encontro de artistas, pesquisadores, ativistas e cidadãos comuns do mundo queer, abrirá agora espaço para o pensamento teórico e crítico acerca da inserção do público Trans nas diferentes esferas sociais como saúde, educação, direito e arte. O debate Acessibilidade Trans será realizado no sábado(21/10), às 17h30 e será mediado por Alessandra Makeda(RJ), fundadora e Coordenadora Nacional do Fórum Nacional de Pessoas Trans Negras e integrante da equipe do deputado Jean Wyllys.Fechando o simpósio no domingo (22/10), às 17h, o Encontro dos Realizadores reunirá diversas instituições e projetos que impactam positivamente o cenário de manifestação artística, cultural e social da causa LGBT.
Durante a terceira semana de atividades, , o público ainda terá a oportunidade de conferir o Espaço Transolhar que abriga uma exposição, convidando o público a imergir no universo Transarte por meio das artes visuais. A exposição conta com trabalhos da Instalação Transitar, que inclui obras de artista como Jefferson Rib, a Video Instalação XYZ do grupoSOMOS e a exibição dos quadrinhos desenhados pela artista trans Alice Pereira.
Espaço Transolhar de Exposição – trabalhando a liberdade de expressão corporal e a possibilidade de se assumir enquanto ser, a exposição convida o público a imergir no universo Transarte por meio do olhar intimista das artes visuais. O espaço receberá a Instalação Transitar, do artista Jefferson Rib, uma vídeoinstalação do grupo SOMOS, intitulada XYZ, e a exibição dos desenhos criados pela quadrinista e artista, Alice Pereira. Na instalação Transitar, o artista Jefferson Rib convida o público para uma experiência imersiva e reflexiva de sensações novas e ressignificações de sentido, em um corredor que trabalhará com jogo de cores e luzes para transformar a experiência de cada participante. Com concepção artística de Tulio Cássio, Rafo Barbosa, Zadô Luz e Elisa Righetto, a vídeo instalação XYZ confronta as instituições sexo-normativas ao propor a abertura de uma possibilidade para a construção de organismos não-binários e mutáveis. A mostra dos desenhos e quadrinhos criados pela artista Alice Pereira concluem as exposições do Espaço Transolhar de Exposição apresentando os trabalhos da artista, que consegue abordar de maneira tocante e sensível questões do universo trans.
Simpósio Transarte – procura promover o diálogo e a reflexão do cenário LGBT+ no Brasil, por meio do encontro de artistas, pesquisadores, ativistas e cidadãos comuns do mundo queer, em 2 mesas de debate. Possibilitando o pensamento teórico e crítico a respeito da inserção do público Trans nas diferentes esferas sociais, o debate Acessibilidade Trans terá mediação de Alessandra Makeda (RJ), fundadora e Coordenadora Nacional do Fórum Nacional de Pessoas Trans Negras, que também integra a equipe do deputado Jean Wyllys. A quinta e última mesa do simpósio, Encontro dos Realizadores, reunirá diversas instituições e projetos que impactam positivamente o cenário de manifestação artística, cultural e social da causa LGBT.
Sobre os Espetáculos - Ao longo da terceira semana de evento, os palcos da Funarte/MG receberão o espetáculo Ser - Experimento para Tempos Sombrios (BH). Produzido pela Companhia TODA DESEO, a apresentação explora a narrativa como espaço de resistência, insurgência e crítica, para que o único personagem em cena celebre os corpos que fogem das normas de corporalidade do senso comum.
Mostra de cinema – Por se tratar de um evento que celebra a diversidade, a Ocupação Transarte também valoriza a pluralidade de manifestações artísticas. Sendo assim, será realizada uma mostra de cinema que contará com um longa metragem convidados, intitulado “Luana Muniz – Filha da Lua” (RJ). A produção documenta os bastidores da vida de Luana Muniz, uma das mais importantes e influentes personagens da cena LGBT+ do Rio de Janeiro. Famosa pelo bordão “Travesti não é bagunça”, que figurou em diversos programas jornalísticos e humorísticos no início dos anos 2000. A travesti faleceu em maio deste ano e será lembrada com a exibição do filme. Em sua exibição inédita em Belo Horizonte, já foi exibido no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio de Janeiro no qual conquistou o prêmio de Melhor Longa Metragem do festival.
Além do filme convidado, a mostra de cinema do Transarte abrirá inscrições, em suas 3 primeiras semanas de Ocupação, para curtas metragens produzidos em Minas Gerais que trabalhem temáticas referentes às questões de gênero e sexualidade. 10 curtas serão selecionados para serem exibidos, entre os dias 26 e 29 de outubro. Para se inscrever os interessados devem seguir as orientações na página oficial do evento no Facebook (facebook.com/projetotransarte), entrar em contato através do e-mail (ocupacaotransarte@gmail.com) ou pelo site oficial do projeto (www.pedevento.art.br/transartebh).
Performances e cenas curtas – a terceira semana da Ocupação da Funarte/MG contará com a performance e cena curta Minha História que Eu Nunca Vi, criada e dirigida por Bruno Lelis, Bremmer Guimarães e Igor Leal, que apresenta quatro artistas mergulhados em uma cena íntima, desenvolvendo uma narrativa que protagoniza a arte dos corpos trans.
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