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a Academia Mineira de Letras realiza a palestra "Marcas da vocalidade nos contos de João Antônio", com Ricardo Aleixo

DIA 19 DE OUTUBRO, ÀS 19H30, PELO PROGRAMA UNIVERSIDADE LIVRE

No dia 19 de outubro, às 19h30, a Academia Mineira de Letras promove a palestra “Marcas da vocalidade nos contos de João Antônio”, com o poeta e artista visual Ricardo Aleixo. O evento faz parte do programa Universidade Livre – Plano Anual de Manutenção AML, realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 4,5 mil médicos cooperados e colaboradores e copatrocínio CBMM. A AML integra o Circuito Liberdade.

Em homenagem aos 80 anos do escritor João Antônio, Ricardo Aleixo convida a uma leitura da obra do escritor paulistano, “Malagueta, Perus e Bacanaço”, que põe em destaque um de seus principais recursos estilísticos: a vocalidade. Por meio da leitura em voz alta de trechos de contos da obra e comentários, o palestrante mostrará o quanto o trabalho deste escritor brasileiro pouco conhecido é fruto de refinada elaboração.

João Antônio Ferreira Filho nasceu na capital paulista, em 1937, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1996. Foi jornalista, escritor e criador do “conto-reportagem”. Tornou-se conhecido por retratar os proletários e marginais que habitam as periferias das grandes cidades.

Seu primeiro livro de contos “Malagueta, Perus e Bacanaço”, lançado em 1963, foi sucesso imediato de público e crítica. A obra é dividida em seis partes que recebem o nome dos locais por onde passam os três personagens: Lapa, Água Branca, Barra Funda, Cidade, Pinheiros e de novo, Lapa.

Considerado o escritor da marginalidade e de linguagem elaborada e malandra, João Antônio ganhou dois Prêmios Jabuti, Prêmio Fábio Prado e Prêmio Prefeitura Municipal de São Paulo.

Sobre o conferencista:

Ricardo Aleixo é poeta, artista visual e sonoro, cantor, compositor, performador, ensaísta e editor. Publicou, entre outros, os livros “Antiboi” (2017), “Impossível como nunca ter tido um rosto”(2015), “Modelos vivos” (2010 – um dos 10 finalistas dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti 2011) e “Trívio” (2001). Como solista ou integrante da Cia SeráQuê e do Combo de Artes Afins Bananeira-ciência, já performou na Alemanha, na Argentina, em Portugal, na França e nos EUA. Integra antologias, coletâneas e edições especiais de revistas e jornais dedicados à difusão da poesia brasileira nos EUA, na Argentina, em Portugal, na França, no País de Gales, em Angola e no México.

Tem participado de importantes exposições coletivas, como “Poiesis: Poema entre pixel e programa”(RJ, 2007), “Radiovisual – Em torno de 4’33”” (Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2009) e “Poética Expositiva” (RJ, 2011). É curador dos eventos Feira de Inutensílios e Poesia&. Edita a revista “Roda – Arte e Cultura do Atlântico Negro” e a “Coleção Elixir”, de plaquetes tipográficas. É colunista da Rádio Inconfidência FM e da revista eletrônica “Pessoa”. Concentra seus projetos de criação e pesquisa no Laboratório Interartes Ricardo Aleixo, no bairro Campo Alegre, em Belo Horizonte, cidade onde nasceu em 1960.

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