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Com tema “Tempos de Incerteza”, fHist leva Gregório Duvivier e Trans Preta a Diamantina

Entre 21 e 23 de outubro, 6ª edição do Festival de História celebra dez anos com programação híbrida, online e presencial, que traz mesas de debate, seminário e atrações culturais, com a presença de convidados de renome nacional

O que os livros de história dirão sobre o período conturbado em que vivemos, marcado por dúvidas, angústias e controvérsias? É fato que, num futuro próximo, não será tarefa fácil para os historiadores traçar explicações lineares do que foram estes anos distópicos de pandemia, fake news, negacionismo e crescente onda conservadora. É inquestionável, também, a importância da história no sentido de estabelecer uma narrativa clara e factível desta época – para, inclusive, ajudar a romper ciclos de repetição nas próximas décadas. Pensando nesses desafios, o Festival de História (fHist) acolhe a temática “Tempos de Incerteza” como fio-condutor de sua 6ª edição, que acontece entre 21 e 23 de outubro, em Diamantina, com uma programação híbrida, presencial e virtual, em função dos protocolos vigentes de combate à pandemia da Covid-19. Pioneiro no Brasil, o fHist completa uma década de existência neste ano, trazendo à tona um profundo debate sobre as consequências históricas da pandemia, que contará com a contribuição valiosa de historiadores e formadores de opinião de vários cantos do país, como o historiador Paulo César Gomes, o jornalista Gregório Duvivier e a historiadora e influenciadora digital Giovanna Heliodoro, a TransPreta. A programação completa está no site www.festivaldehistoria.com.br.

Em Diamantina, o Teatro Municipal Santa Izabel vai sediar as mesas de debate, que acontecerão em formato de talk show, com convidados de renome nacional como o ator e escritor Gregório Duvivier, o historiador Paulo César Gomes (editor-chefe do site “História da Ditadura”) e Giovanna Heliodoro, historiadora, apresentadora e influenciadora digital do perfil Trans Preta. O trio comanda a discussão “História, Verdades e Mentiras”, sobre o negacionismo científico e a propagação de fake news nos tempos atuais. Outros dois convidados de peso, os historiadores Leandro Karnal e Valdei Araújo, ficarão incumbidos da mesa “Futuro do Presente”, que provocará o público a partir de uma questão quase metafísica sobre a espécie humana: afinal, diante a tantas aparentes repetições desastrosas de condutas políticas, sociais, econômicas e ambientais, a humanidade tem mesmo futuro? É possível garantir isso?

Jornalista, idealizador e coordenador do fHist, Américo Antunes acredita que a história pode atuar como um guia de ensinamento para a humanidade, mas não como uma fórmula para evitar catástrofes e abusos. “Olhando pelo retrovisor, constatamos que a humanidade já enfrentou tempos de incerteza como os atuais, o que não significa dizer que pelo conhecimento da história poderíamos evitá-los. O que a história nos oferece são lições e aprendizados que, visto em toda sua complexidade, podem ajudar na travessia dos tempos de incerteza. Daí a escolha deste eixo temático para a sexta edição do fHist, em 2021”, explica. “O diálogo com o passado nos oferece, portanto, pistas e caminhos, mas a ruptura dos elos com o passado passa por outras vertentes. Se os militares tivessem sido punidos no Brasil, como foram na Argentina, por exemplo, não teríamos tantas viúvas da ditadura no poder como temos hoje”, pontua.

Além das mesas temáticas, o Festival receberá um “aulão” de história com a provocação sobre “Quem colocou a Terra em movimento?”, conduzida por Eduardo Sarquis Soares, doutor em Educação e professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Em todas as exposições, após as falas dos convidados, serão abertas inscrições para perguntas via redes sociais e de participantes presentes.

Durante os três dias de fHist, haverá espetáculos musicais na Escola de Música Francisco Nunes, na Praça Doutor Prado, respeitando todas as exigências sanitárias e de segurança, incluindo o uso obrigatório de máscara de proteção, cobrindo nariz e boca de forma correta, além da manutenção do distanciamento social entre os presentes. Uma das apresentações será do cantor e compositor Flávio Renegado, que também participa de um bate-papo na mesa “Música e Poesia entre Pandemias”. Todos os eventos culturais serão transmitidos ao vivo pelo YouTube do fHist. A presença do público nos espetáculos será limitada à capacidade dos espaços e mediante retirada de senha com uma hora de antecedência. Somente quem se inscreveu para participar das mesas presenciais poderá retirar a senha para assistir presencialmente as atividades culturais.

Os interessados em participar presencialmente das atividades do 6ª fHist devem se inscrever nos respectivos eventos de interesse por meio de um formulário, disponível também no site www.festivaldehistoria.com.br. As vagas são limitadas, respeitando o limite de 50% de ocupação do espaço, em virtude da pandemia, e o valor da inscrição é de R$ 20 por atividade. Tanto no Teatro Santa Izabel quanto na Escola de Música será exigida a apresentação de cartão de vacinação contra a Covid-19.

Apresentado pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, por meio do Fundo Estadual de Cultura, com recursos da Lei Federal nº 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc), da Secretaria de Cultura do Ministério do Turismo do Governo Federal, o 6º Festival de História  é uma realização da Stratégia Cultura e Comunicação e da Prefeitura Municipal de Diamantina, contando ainda com a parceria da Faculdade de Humanidades/História da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha Mucuri (UFVJM).  

Sobre o fHist

Nascido em Diamantina (MG), em 2011, o Festival de História (fHist) inovou a cena de eventos culturais e literários brasileiros na última década, ao apostar na força da literatura de temas históricos para democratizar o acesso do grande público a conhecimentos antes restritos aos meios acadêmicos e intelectuais. Sem temas proibidos e sempre em uma perspectiva transversal e multidisciplinar, o fHist consagrou-se também por oferecer programações artísticas e culturais que desvelam a força da história na música, no cinema e nas artes plásticas; e tudo isso ambientado no imperdível cenário paisagístico, histórico e cultural da bela Diamantina. Já participaram do Festival artistas como Maria Bethânia, Paulo Betti e Arnaldo Antunes, além dos principais historiadores do Brasil, incluindo nomes como Boris Fausto, Lilia Schwarcz, Heloísa Starling, Eduardo Bueno e Laurentino Gomes.

6º fHist – Festival de História | “Tempos de Incerteza”
Quando: De 21 a 23 de outubro
Onde: Em Diamantina (Teatro Santa Izabel e Escola de Música Francisco Nunes) e nas redes sociais do fHist
Quanto: Inscrições presenciais custam R$ 20 por atividade (neste link); transmissões online gratuitas

Foto: João Arrantes

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