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Felício Rocho realiza procedimento de quimioterapia inédito em Minas
O trabalho inédito foi realizado sob a condução do médico Fábio Lopes, doutor em cirurgia geral e mestre em genética do câncer colorretal
A medicina avança a passos largos, e o Hospital Felício Rocho acompanha de perto essa evolução. O capítulo mais recente dessa trajetória, que contribui para colocar Minas Gerais em lugar de destaque quando se trata das inovações científicas, foi um procedimento quimioterápico realizado em setembro pela equipe de Coloproctologia do Hospital. O trabalho foi realizado sob a condução do médico Fábio Lopes, doutor em cirurgia geral e mestre em genética do câncer colorretal.
O uso da técnica, até então inédita no Estado, é chamada de Quimioterapia Aerossolizada Intraperitoneal Pressurizada, que em inglês recebe a sigla de PIPAC. O tratamento é utilizado em casos de metástase peritoneal, quando as células cancerígenas se implantam no peritônio, a membrana que envolve os órgãos abdominais. Na maior parte dos casos, essa invasão tem origem ginecológica ou gastrointestinal.
“A PIPAC tornou-se uma alternativa de tratamento paliativo viável porque oferece resultados bastante consistentes para o paciente com quadro de metástase peritoneal. Além de reduzir a concentração de células cancerígenas no abdômen, é possível fazer a intervenção quimioterápica por meio da laparoscopia, que dispensa a necessidade de grandes incisões no local”, explica Fábio Lopes. Por isso, segundo ele, o procedimento é considerado pouco invasivo e com pouca agressividade.
Mas o que de fato é o diferencial da PIPAC é o uso da pressurização com a formação de aerossóis para aplicar o medicamento no peritônio, o que possibilita uma distribuição mais homogênea do quimioterápico na superfície peritoneal bem como uma maior penetração da medicação nos tecidos. Graças ao método, a introdução é feita diretamente no local. Outro benefício é que, durante o procedimento, a equipe pode retirar fragmentos para biópsia a cada aplicação, que ocorre em média com intervalos de 6 semanas.
“A PIPAC ainda é um método recente e é de se orgulhar que ele tenha sido realizado no Felício Rocho. Isso faz ampliar as fronteiras da medicina no Estado em relação aos tratamentos oncológicos. O Hospital sai na frente, utilizando um método inovador, e que proporciona aos pacientes alto grau de segurança e maior eficácia no controle local da doença, e com o mínimo de invasão”, salienta o coloproctologista do Hospital Felício Rocho.
Foto: Divulgação
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