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FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO apresenta O HOLANDÊS ERRANTE ÓPERA DE RICHARD WAGNER
Montagem inédita em Minas Gerais mergulha no existencialismo dos protagonistas para contar história de amor inalcançável
Primeira grande ópera composta por Richard Wagner, O Holandês Errante é a nova produção da Fundação Clóvis Salgado. Inédita em Minas Gerais, a montagem, baseada no libreto do próprio compositor, narra a busca pelo amor inalcançável entre uma jovem que vive em uma vila portuária banhada pelo mar da Noruega, e um marinheiro amaldiçoado. O palco do Grande Teatro do Palácio das Artes vai se transformar em um ambiente em que o mundo da fantasia, representado pelo capitão do Holandês e sua tripulação fantasmagórica, encontra o mundo real. Nesse cruzamento de destinos, o próprio cenário é um elemento à parte na narrativa, com elementos suspensos e alusivos, ora pendendo para o peso e a realidade da vila, ora flutuando entre a existência e as errâncias do Holandês.
Ambientada em meados do século XIX, o drama revela a profundidade de uma sociedade conservadora, observada pelo estrangeiro condenado a errar pelos mares eternamente, até encontrar o amor de uma mulher que vai libertá-lo da maldição. Com direção musical e regência de Silvio Viegas e concepção e direção cênica de Pablo Maritano, O Holandês Errante conta com a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais no elenco. Protagonizando a história estão o barítono argentino Hernan Iturralde, no papel de capitão do navio, a soprano Tati Helene, como Senta, o baixo Savio Sperandio, interpretando Daland, a mezzosoprano Denise de Freitas como Mary, o tenor Paulo Mandarino, como Erick, e Gustavo Eda, no papel de Timoneiro.
Inspirada no poema homônimo de Heinrich Heine, que por sua vez foi inspirado em um conto nórdico, O Holandês Errante conta a história da trágica existência de um homem condenado a navegar pelos mares por toda eternidade em seu navio. O capitão da embarcação jurou dobrar o Cabo da Boa Esperança, mesmo que precisasse fazer isso para sempre. Ouvindo o juramento, o diabo condenou-o a velejar até o dia do Juízo Final sem esperança de redenção, a menos que encontrasse uma mulher capaz de amá-lo fielmente até a morte.
De sete em sete anos, ele é autorizado a desembarcar em busca daquela que o livrará da maldição. Em uma de suas muitas viagens, o capitão (Hernan Iturralde) ancora seu navio ao lado do navio de Daland (Savio Sperandio), ao qual oferece tesouros em troca de abrigo. Ao chegarem na vila, o Holandês conhece Senta (Tati Helene), filha de Daland e que sempre fora fascinada pela figura misteriosa por trás da lenda do viajante errante, representada em um quadro. Prometida ao caçador Erick (Paulo Mandarino), a jovem enfrenta um duelo entre os sentimentos que já alimenta pelo marinheiro, o compromisso com Erick e o trágico destino que se aproxima.
Narrativas sonoras – O maestro Silvio Viegas destaca a música de O Holandês Errante como o grande destaque dessa produção inédita no repertório da FCS. Além da grande dramaticidade em cada naipe, as partituras trazem um recurso que se tornaria marca registrada na obra do compositor saxão: osleitmotivs, ou motivos condutores, pequenos temas musicais que, ao longo de toda a história, estão associados a personagem, objeto ou emoção.
“A música de Wagner é muito poderosa, muito bem escrita para a orquestra. As sonoridades são brilhantes e representam, sempre, um desafio para cada instrumento. Ele trata a orquestra de uma forma muito rica, muito variada, ele escreve muito bem para cada naipe. É difícil de tocar, mas a recompensa final é vista e ouvida de forma muito clara para todos os músicos. A escolha de O Holandês tem muito a ver com a escrita orquestral. Com os leitmotivs que vão sendo executados ao longo de toda a obra, existe a sensação de imersão nesse drama”, destaca Silvio Viegas.
Antes de o Holandês Errante, Wagner compôs outras três óperas: As Fadas (1833-1834), Amor Proibido (1835-1836) e Rienzi (1838-1840). Mas o sucesso do compositor com esse estilo se consolidou após uma viagem a Estônia, quando enfrentou uma tempestade em alto mar. O poder da natureza inspirou o compositor a criar sua própria sinfonia baseada no poema de Heinrich Heine, estabelecendo, com essa história, um novo padrão operístico, já que as óperas do compositor eram, ainda, muito influenciadas pela escola italiana.
Ao contrário das outras obras, O Holandês Errante já apresenta uma unidade sonora e dramática na composição que serão características futuras do compositor. “A escolha de ‘O Holandês Errante’ tem muito a ver com a escrita musical do próprio Wagner. Após as três óperas que ele havia composto, essa é a primeira que reúne as características mais impressionantes. O seccionamento já não é tão claro, com as árias, duetos e ensembles tão marcados. A estrutura da obra e a própria duração da ópera são elementos muito fortes no universo wagneriano. Ele compõe para todos os instrumentos. No Holandês, por exemplo, há solos para a quarta trompa, o segundo fagote. Isso é algo muito marcante e, também, muito prazeroso para os músicos”, destaca Silvio Viegas.
Por se tratar da primeira montagem de Wagner em Minas Gerais, a composição demanda grande atuação dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado, que vem de uma sequência de produções inéditas, com as óperas Romeu e Julieta (2016), de Charles Gounod, Norma (2017), de Bellini e Porgy and Bess (2017), de Gershwin. Além disso, Silvio Viegas aponta a maturidade dos grupos para encarar esse grande desafio. “Wagner não é dos compositores mais fáceis. São harmonias complexas, melodias envolventes com todos os ingredientes que uma grande ópera exige. A qualidade da nossa orquestra e do nosso coro nos permite oferecer ao público mais uma produção inédita e de excelência”, comemora Viegas.
Fantasia e existencialismo – Com direção cênica de Pablo Maritano, O Holandês Errante foi ambientada em uma vila portuária da Noruega, na segunda metade da década de 1800. Em meio a uma sociedade fechada e conservadora, surge a figura do outcast – o observador ou estrangeiro, que atraca no local, na esperança de encontrar sua redenção. Segundo Pablo Maritano, essa presença não altera a dinâmica do ambiente. “O Holandês representa essa figura isolada, que ao mesmo tempo em que está conectado com a realidade daquele local, tem esse quê fantasioso, místico, por conta da lenda”, comenta o diretor.
Para Maritano, além da fantasia wagneriana, um elemento importante na montagem é o mar. Na concepção cênica do diretor, esse elemento, que não é visível ao público, existe como um símbolo da complexidade do universo que envolve o Holandês em sua nova errância. “O mar representa um aspecto que a humanidade quer esconder e que se revela claramente quando os protagonistas se encontram. As angústias de cada um os unem e os separam do universo humano. Em suas perguntas sobre o sentido da vida e do amor, há o reconhecimento do abismo que existe dentro de cada ser e o desejo de morte”, destaca.
Um paradoxo que existe na obra é a balada de Senta, ária que o diretor destaca como fundamental para conectar dois mundos opostos, já que é nesse momento que a história do Holandês é contada pela protagonista. “É a narrativa dentro da própria narrativa que está no centro da obra. Outro paradoxo poderoso é a sua coerência interna, já que Wagner pensou em uma ópera sem intervalos, em que os três atos se complementam e criam uma unidade com o drama de uma mulher que não se encaixa em seu mundo e decide abandoná-lo”, conclui Maritano.
Vozes estreantes – A primeira montagem de O Holandês Errante em Minas Gerais também marca a estreia dos protagonistas da história, a paulista Tati Helene e o argentino Hernan Iturralde nos palcos mineiros. Tati, que já interpretou Senta em 2013 no Festival de Ópera do Theatro da Paz, em Belém, destaca sua personagem como uma mulher à frente do seu tempo. Ao contrário do capitão do Holandês, que apenas observa a dinâmica da sociedade, Senta é a responsável por quebrar a rotina cotidiana ao se apaixonar pela figura enigmática.
“Senta é uma personagem extremamente complexa, pois é, ainda, uma jovem que vive de acordo com os padrões da sociedade, mas que conhece uma lenda que a tira daquele lugar. O tempo inteiro as árias dela são carregadas de emoção, o que é comum nas óperas de Wagner. Interpretar Senta exige muita explosão vocal, muito vigor, pois a escrita wagneriana é sempre imperativa para solistas”, destaca a soprano.
Além de estrear nos palcos mineiros, o argentino Hernan Iturralde faz sua estreia também em uma ópera de Wagner. Para ele, o grande destaque na história de amor vivida entre os personagens é o paradoxo que eles representam ao longo de todo o drama. “Ele chega à vila e desperta a paixão da jovem, o desejo de não fazer mais parte daquele mundo. Assim como as árias de Senta, todas as canções do Holandês vêm carregadas de emoção, há uma alternância, mas a vivacidade é o que mais se destaca nesse repertório”, comenta Hernan.
Cenário, figurino e luz – O cenário de O Holandês Errante é uma criação do cenógrafo Renato Theobaldo e apresenta um aspecto sóbrio e abstrato. Seguindo a mesma linha do encontro entre um mundo fantástico em um ambiente realista, os adereços cênicos estarão dispostos no palco de forma a criar sensações no público. Theobaldo propõe uma retórica decorativa, partindo de um ponto ou ambiente mais realista. Escadas, cadeiras, mesas e outros objetos estarão suspensos em alguns momentos do espetáculo, como se flutuassem.
O cenógrafo pretende criar a ilusão, ao mesmo tempo em que evoca aspectos psicológicos dos personagens da história. “A cenografia é mais transcendente nessa montagem. O peso da existência dos personagens é um contraponto com a história fantasiosa de amor e fantasmas. Então, o cenário quase que como um todo, está sob um aspecto mais indicativo. Nenhum elemento em cena indica exatamente o que está presente em cena, mas sim o que é possível imaginar a partir disso”, destaca.
Já o figurino de O Holandês Errante é assinado por Sayonara Lopes, que já trabalhou nas óperas Romeu e Julieta (2016), Norma (2017) e Porgy and Bess (2017), da FCS. Para essa nova produção, as vestimentas do elenco refletem o universo fechado da vila onde a história é ambientada. Predominam, na paleta de cores, tons mais escuros, como o preto e o marrom, além das cores sóbrias, como o cinza e o bege.
Apenas a protagonista da história é vestida com cores mais vibrantes, como o vermelho e o azul. “Como todos ali estão inseridos nessa sociedade mais pesada, mais complexa, o figurino é um pouco o reflexo dessas pessoas. A Senta já é o ponto fora da curva, então ela sempre se destaca pelas cores mais quentes e o tom de jovialidade em todo o conjunto”, destaca Sayonara.
A iluminação é assinada por Marina Arthuzi, Rodrigo Marçal e Jésus Lataliza. No desenho de iluminação, a proposta é fazer um contraste com equipamentos mais contemporâneos, como os iluminadores de led, ao mesmo tempo em que se preserva a frieza do ambiente, com tons mais pálidos. “Vamos criar um clima mais sombrio, de um lugar banhado pelo mar. A iluminação também precisa ser equilibrada, para dar uma certa leveza em alguns momentos importantes da ópera, como a chegada do Holandês ou o encontro entre os dois protagonistas”, pontua Marina.
Do Navio Fantasma ao Holandês Errante – Comumente chamada de O Navio Fantasma ou O Holandês Voador, essa composição tem tido sua tradução alterada ao longo do tempo. Para a primeira montagem em Minas Gerais, optou-se pelo título O Holandês Errante. A maioria dos idiomas prefere traduzir Der Fliegende Holländer como O Holandês Voador. No entanto, tradutores espanhóis optaram pelo título O Holandês Errante. No francês, a ópera foi nomeada como O Navio Fantasma.
Seguindo uma tendência de época, as traduções para o português se basearam na tradução francesa e consolidaram o título O Navio Fantasma nos países de língua portuguesa. Para manter a coerência entre as primeiras traduções e a concepção original de Wagner, optou-se por um título que indicasse todo o grande drama existente na narrativa. “Essa é uma história em que destino, amor, poder, dinheiro, fidelidade, vida e morte condensam-se em tempestuosas nuvens e ondas que conduzem a vida humana também nos períodos de calmaria, temperando e salgando a própria existência. Desafiar, tentar, vagar, errar, são verbos conjugados e musicados nessa ópera pela genial pena de Wagner”, destaca Augusto Nunes-Filho, presidente da Fundação Clóvis Salgado.
CURRÍCULOS
Silvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de 2008 a 2015, e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salomé, La Bohème e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras. Em 2001, obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional “Jovens Regentes”, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas estudou regência na Itália e é mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sérgio Magnani e Roberto Duarte.
Pablo Maritano – Nasceu em Buenos Aires (Argentina), em 1976. Estudou na Escuella Superior de Bellas Artes Ernesto de La Córcova e no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón, formando-se também em piano e teatro. Tem grande reconhecimento por suas montagens de clássicos dos séculos XVII e XVIII e pelo repertório contemporâneo. É diretor de Produção Artística do Teatro Argentino de La Plata e professor no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón (Argentina). Em 2008, ganhou o Concurso da Ópera de Câmara do Teatro Colón pelo trabalho em Le Devin Du Village (J. Rousseau). Recebeu o Prêmio Internacional de Crítica, no Chile, por Otello (Verdi), com remontagens nos Teatros Argentino e Sodre, de Montevidéu (Uruguai) e, ainda, pela montagem contemporânea de Platée (Rameau). Em 2016, recebeu a Menção Especial no prestigioso festival New Music Theatre de Berlim, pela estreia americana de Cachafaz (Stranov/Copi). Em Buenos Aires, dirigiu várias produções como: L’Italiana in Algeri (Rossini), La Traviata (Verdi), Serse (Häendel), Così Fan Tutte (Mozart), que receberam destaque da Associação de Cronistas de Espetáculos; em 2010, dirigiu Rigoletto (Verdi), para o Teatro Argentino de La Plata e, nessa mesma sala, em 2011, fez uma nova versão de La Ciudad Ausente (Gandini). Entre 2011 e 2017 dirigiu: Il Mondo Della Luna (Haydn) no Teatro Avenida; a estreia sul-americana de Hippolyte et Aricie (Rameau); uma nova produção de Die Entführung aus dem Serail (Mozart) no Teatro Avenida, montagem que inclui a revisão da dramaturgia original; Cachafaz (Copi/Stranov) no Teatro San Martin; no Teatro Municipal de Santiago do Chile, O Trovador (Verdi) e Os Dois Foscari (Verdi); na Fundação Clóvis Salgado, Minas Gerais, Romeu e Julieta (Gounod) e Norma (Bellini); Die Soldaten (Zimmermann) no Teatro Colón, reconhecida pela crítica como um marco na produção do coliseu portenho; Carmen (Bizet), Einer (Porten/Hagen/Mayer-Spohn), uma revisão de La Malade Imaginaire (Molière/Charpentier/Lully), trabalhando com Demaria e Trunsky. Entre seus últimos trabalhos estão Giulio Cesare (Häendel), Turandot (Puccini), L’Italiana in Algeri, e Einer, em Buenos Aires, Tenerife (Ilhas Canárias), Bologna (Itália), Montevidéu e Basel (Suíça).
Hernan Iturralde (Holandês) – Natural de Buenos Aires, estudou no Conservatório Juan José Castro, no Conservatório Nacional e no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón. Na Alemanha, estudou na Hochschule Für Musik com renomados professores como Elizabeth Schwarzkopf, Hermann Winkler e Hartmut Höll. Em 1992, conquistou o primeiro lugar no Concurso Luciano Pavarotti, na Filadélfia (EUA), e o terceiro lugar no Concurso Internacional de Canto Giacomo Lauri Volpi. Apresentou-se em teatros de Munique (Alemanha), Zurique (Suíça), São Francisco, Filadélfia e Cincinnati (EUA), Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia) e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Interpretou importantes papéis de óperas como Leporello em Don Giovanni, Figaro em Le nozze di Figaro, Papageno em Die Zauberflöte, Marcello em La Bohème, Ping em Turandot, Don Magnifico em La Cenerentola, Mustafá en L’Italiana in Algeri, Dr. Bartolo em Il barbiere di Siviglia, Kaspar em Der Freischütz, Renato em Un ballo in maschera, Paolo em Simone Boccanegra, Kothner em Die Meistersinger von Nürnberg, Wolfram em Tannhäuser, Gunther em Götterdämmerung, e Daland em Der fliegende Holländer. Cantou repertórios mais importantes de seu registro como Elias e Paulus de Mendelssohn, Ein deutsches Requiem de Brahms, Requiem de Verdi, Stabat Mater e Requiem de Dvorak. Em 2009 recebeu o Diploma do Mérito na categoria Melhor Cantor Masculino da década de 2000/2010, concedido pela Fundação Konex, da Argentina.
Tati Helene (soprano) – Eleita pela principal revista eletrônica de música erudita do país como uma das melhores do ano de 2017, pela sua performance em A Voz Humana na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, Helene já trabalhou com importantes nomes da cena lírica europeia, destacando-se os diretores Peter Konwitschny, Bepi Morassi e Stefano Vizioli. Trabalhou com maestros do calibre de Roberto Duarte, Emiliano Patarra e Ira Levin. No Brasil já foi Salomé, na ópera homônima de Strauss; e Senta, na ópera Der fliegende Holländer de Wagner, no Theatro da Paz. Em sua estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi convidada para substituir, no próprio dia, a protagonista no difícil papel de Médée de Cherubini, com a OSB, sob regência do argentino Carlos Vieu. Destaca-se também sua atuação como a protagonista na estreia brasileira da ópera L’incoronazione di Poppea (Monteverdi) no Planetário do Rio de Janeiro, além de Lady Macbeth, dirigida por Carol Vaness (EUA), junto à Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos.
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das Orquestras mais ativas do país, a OSMG mantém permanente aprimoramento da sua performance, executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular com a série Sinfônica Pop. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos programas Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Foi criada em 1976 e, em 2013, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.
Coral Lírico de Minas Gerais – O Coral Lírico de Minas Gerais contribui para a difusão e fruição da música coral de qualidade. É um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e possui repertório diversificado, composto por motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Suas apresentações em cidades do interior de Minas e em diversas capitais brasileiras contribuem para a democratização do acesso do público ao canto coral. Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos programas Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau no Café, Lírico ao Meio-dia e Lírico em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. As apresentações têm entrada gratuita ou preços populares. Sua atual regente titular é Lara Tanaka. Já estiveram à frente do Coral Lírico de Minas Gerais os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade.
Foto: Paulo Lacerda
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