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Exposição inédita de Davi de Jesus do nascimento aborda poéticas e mistérios das águas do Rio São Francisco
“madeira doce água áspera” fica aberta à visitação do público a partir de 17 de outubro, na Galeria Genesco Murta. Artista tem, pela primeira vez, trabalho exposto no Palácio das Artes
Velho Chico, Mar do Sertão, Rio da Integração Nacional. Não faltam nomeações para o “opará”, nome original do Rio São Francisco, um dos maiores e mais importantes cursos d’água do Brasil. O rio que nasce em Minas, mais precisamente na Serra da Canastra, e passa por mais três estados até chegar em Sergipe, é fonte de inspiração para incontáveis obras de arte, seja na música, no artesanato ou na poesia.
E é também às margens do São Francisco, no trecho do rio que corta o Norte de Minas, onde nascem as raízes do trabalho do artista plástico davi de jesus do nascimento, natural de Pirapora, filho de uma família de pescadores, lavadeiras e mestres “carranqueiros”.
O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam “madeira doce água áspera”. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm como mantenedores Cemig e Instituto Cultural Vale, Patrocínio Master da ArcelorMittal, Patrocínio da Usiminas e da Copasa e Correalização da APPA – Arte e Cultura.
A partir do dia 17 de outubro, até 28 de janeiro de 2024, a Galeria Genesco Murta, no Palácio das Artes, recebe a exposição “madeira doce água áspera”, primeira individual de davi de jesus do nascimento no complexo. Serão expostas 19 obras do artista, entre desenhos, fotografias, aquarelas e uma carranca, uma das manifestações culturais que simbolizam Pirapora e o Norte mineiro. A abertura da exposição será no dia 17 de outubro, terça-feira, às 19 horas.
O artista
davi de jesus do nascimento (Pirapora, 1997) vive e trabalha em Pirapora. É artista barranqueiro criado às margens do Rio São Francisco - curso d’água de sua vida. Nascido em família de pescadores, lavadeiras e mestres carranqueiros, trabalha coletando afetos da ancestralidade ribeirinha e percebendo “quase-rios’’, no árido.
Guiado por forte escuta familiar, assim como por acontecimentos que remetem à sua comunidade barranqueira de origem, Davi toma como pontos de partida de seu trabalho o falecimento da própria mãe e o adoecimento do rio São Francisco.
A partir de criações que abrangem ações ritualísticas, vídeos, fotografias, textos poéticos e pinturas terrosas, aborda o ser humano e suas memórias como matéria essencialmente orgânica, entendendo a arte como campo propício à coletivização de dores que permeiam a passagem do tempo. Dedica-se ainda à produção de autorretratos e retratos de si em contextos rurais e urbanos, além de composições a partir de fotografias, alimentos, fósseis de animais e outros objetos, gerando efeitos que remetem a processos de luto, perecimento e integração que sucedem a morte da matéria.
Obs: a grafia do nome e do título da exposição em letras minúsculas é uma escolha do artista.
Crédito das fotos: davi de jesus do nascimento
FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.
Madeira doce água áspera
Data: 17 de outubro à 28 de janeiro
Horário: de 09:30h às 21:00h (terça à sábado), e domingo de 17h às 21h
Local: Galeria Genesco Murta do Palácio das Artes
Entrada gratuita]
Classificação indicativa: Livre
Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br
Foto: Divulgação
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