Notícias
Exposição “Cor e forma: a poesia do equilíbrio” segue em cartaz no CCBB BH
A exposição pode ser visitada de quarta a segunda, das 10h às 22h, e a entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo site
O Centro Cultural Banco do Brasil recebe, até o dia 14 de novembro, a exposição “Cor e forma: a poesia do equilíbrio”, do artista plástico italiano, Umberto Nigi. A montagem reúne mais de 100 obras inéditas na capital mineira – entre telas e escultura - que datam dos anos 80 aos dias de hoje, passando por diferentes fases de seu percurso, do figurativo ao abstrato, a criação com materiais reciclados como areia, juta, papel, rede metálica, gesso e outros.
A exposição pode ser visitada de quarta a segunda, das 10h às 22h, e a entrada é gratuita. Os ingressos podem ser retirados pelo site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB BH (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários). Mais informações sobre a exposição e o show: bb.com.br/cultura I (31) 3431-9400 I Redes sociais CCBB: (Instagram) @ccbbbh @ItalyinBH/ (twitter) @ccbb_bh / (Facebook) ccbb.bh. Este projeto tem apoio do Centro Cultural Banco do Brasil e patrocínio do Consulado da Itália em Belo Horizonte.
“Para mim é importante equilibrar o quadro. O jornalista e escritor americano Robert Bridge dizia que: ‘a nossa estabilidade é somente equilíbrio e a nossa sabedoria está no controle do imprevisto’. É o que tento praticar em minha obra”, explica o artista italiano Umberto Nigi que define o próprio trabalho como uma arte feita de materiais simples, mas rica em cores. “Quando se fala no inesperado, isso parte da matéria que se usa. No meu caso, as tintas, a juta, o gesso, cola, papel, a areia etc. A matéria é o artista que comanda, mas é preciso saber comandá-la, pois pode nascer algo diferente daquilo que você deseja colocar na tela”, conclui.
São ao todo 17 quadros figurativos históricos, 20 esculturas sobre madeira, e ainda, 29 telas sobre papel fabriano. “Obras únicas, feitas neste papel especial encontrado somente na Itália, que mesclam pintura e reciclados diversos. Já as esculturas sobre madeira têm uma particularidade. Algumas delas não são pintadas totalmente. Deixo a madeira em sua origem: parte que gosto muito, prefiro não cobrir com as minhas cores”, contextualiza Umberto Nigi.
Os visitantes contemplam também 36 obras do artista dedicadas à pintura abstrata em diálogo com a juta. “O abstrato é a não representação da realidade. Cada um que olha o meu quadro, vê alguma coisa diferente, porque eu não tenho um tema. Não existe uma hierarquia entre várias partes da tela. As formas e cores não procuram existir no espaço, mas serem elas mesmas o espaço, até por isso não dou nome aos quadros”, explica.
Na exposição “Cor e forma: a poesia do equilíbrio” o público aprecia, segundo o curador José Theobaldo Júnior, trabalhos notáveis de Umberto Nigi. “Fizemos um recorte antológico de obras de Umberto Nigi. Artista de vanguarda, sempre à frente de seu tempo, mostra a genialidade de sua obra percorrendo um longo caminho entre sua pintura naif até a arte abstrata, com síntese, requinte e sofisticação da poesia expressa através da multiplicidade de cores, relendo múltiplos ambientes, matizados entre céu e terra, por onde viveu, como cidadão do mundo”, explica.
O amor de Nigi pela juta nasce na década de 1990, quando o pintor passa a trabalhar com reciclados. “É minha política de recuperação lenta e gradual de materiais. Quando colocados na tela, terão o mesmo valor que a própria tela”, diz. Em Roma, lembra-se de ver chegar, na famosa cafeteria da Praça de Sant’ Eustachio (em que era assíduo frequentador), grandes sacos feitos de juta onde estava escrito “Café do Brasil”. Naquele ano (1995), começa a desenvolver um estilo próprio, que mescla a explosão de cores da pintura abstrata com matéria reciclada como juta e também gesso, rede elétrica, areia, entre outras. “Quando me deparei com aquela cena, me senti afeiçoado pela juta e toda a história que ela carrega. Sacos que deviam ter atravessado o mundo, e que, depois de úteis para o transporte do café pelo homem, são abandonados”, recorda. O curador da exposição José Theobaldo Júnior acrescenta que Nigi, além de ter criado um estilo único, “ao aproveitar esses materiais para a composição de suas pinturas e esculturas, de maneira consciente, se preocupa com a defesa do meio ambiente”.
Consulado da Itália (Belo Horizonte)
O Consulado da Itália em Belo Horizonte vem reforçando nos últimos anos uma série de ações voltadas a promoção da cultura italiana em Minas Gerais, aproximando assim italianos e brasileiros. Após a exposição “Minas – Itália: construção da Modernidade” que convidou o público em 2020 para conhecer as obras de arquitetura italiana presentes na capital, o Consulado volta ao CCBB com uma exposição que acende os holofotes sobre a vivacidade da arte contemporânea italiana, homenageando a mescla de cores vivas das belas paisagens italianas com as brasileiras.
SERVIÇO: Umberto Nigi estreia exposição “Cor e forma: a poesia do equilíbrio” no CCBB BH
Até 14 de novembro – quarta a segunda, das 10h às 22h
CCBB BH (Praça da Liberdade, 450 - Funcionários)
Classificação indicativa: livre | entrada gratuita
Retirada de ingresso pelo site www.bb.com.br/cultura ou na bilheteria do espaço
Mais informações para o público: tel.: 31 3431 9400
Redes sociais CCBB: (Instagram) @ccbbbh @ItalyinBH / (Twitter) @ccbb_bh / (Facebook) ccbb.bh
SAC 0800 729 0722 – Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficientes Auditivos ou de Fala 0800 729 0088
Foto: KGvox_Fotos
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
