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Carnaval De Bh 2024 Já Está Vivo Com Oficinas Gratuitas De Percussão Do Bloco Havayanas Usadas

Projeto “Folia Viva” começa no próximo sábado (14) com aulas de diversos instrumentos rítmicos para o público em geral, objetivo é ampliar a formação musical e promover conversas sobre o carnaval

Há quatro meses da programação oficial do Carnaval, Belo Horizonte já se prepara para receber, mais uma vez, uma das maiores folias de todo o Brasil, com milhões de participantes nas ruas da capital. Os blocos de rua de BH estão se organizando para qualificar a festa e refletir sobre os desafios do ano que vem. Um deles é o Havayanas Usadas, que está lançando o projeto “Folia Viva” no próximo dia 14 de outubro (sábado), com o início de um ciclo de oficinas gratuitas de percussão para o público interessado em geral.

Serão quatro encontros em que será possível aprender e se desenvolver nas noções básicas de instrumentos como a caixa, o surdo, o repique e o xequerê, levando em conta a particularidade das performances em conjunto, os arranjos e as convenções musicais do Carnaval de Belo Horizonte. O projeto também inclui rodas de conversa sobre a folia na cidade, sua história recente e seus desafios. Segundo um dos regentes do Havayanas Usadas, Rodrigo Boi Magalhães, o objetivo é democratizar e ampliar a participação da população no carnaval de Belo Horizonte, que hoje mobiliza toda a cidade e também atrai imenso volume de turistas do Brasil e até do exterior.

“Essa é uma oportunidade para quem sempre teve vontade de tocar no carnaval, mas não sabia como aprender o básico ou como se comportar dentro da dinâmica de um bloco. Em BH, o carnaval de rua cresceu na última década com um conhecimento muito próprio, uma tecnologia de saberes que foi sendo desenvolvida e partilhada nas ruas. Por isso é tão importante aprender a tocar, a como estar em um bloco, mas também compreender essa história que foi construída e ser parte dela”, afirma.

Rodrigo Boi Magalhães é uma das pessoas que vai ministrar as oficinas do projeto “Folia Viva”. As demais são Peu Cardoso, Bela Leite, Débora Mendes, Laiza Lamara e Rafael Matos. Além de formar um novo grupo de ritmistas, o projeto espera conscientizar acerca da importância do carnaval local na perspectiva da diversidade, construindo uma folia cada vez mais igualitária. As rodas de conversas abordarão assuntos como o combate ao racismo no carnaval, a inclusão social, a história do carnaval, os direitos e protagonismos das mulheres e da população LGBTQIA+ durante a festa na capital mineira.

O projeto “Folia Viva” também prevê a gravação de vídeo-aulas interativas para as pessoas que queiram estudar em casa alguns dos ritmos, levadas e dinâmicas do carnaval de rua. São estruturas musicais utilizadas não somente nos desfiles do Havayanas Usadas, mas em diversos blocos da capital. Após o ciclo de oficinas, o projeto também inclui um show especial com a banda do bloco Havayanas Usadas e convidados, lançando o tema do seu desfile no carnaval de 2024.

O projeto “Folia Viva” é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. O projeto tem patrocínio da Sympla. Todas as oficinas acontecem no CRESAN Mercado da Lagoinha (Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional), avenida Antônio Carlos, 821, Lagoinha. As vagas para participar das oficinas são limitadas. As inscrições são realizadas online, no endereço bit.ly/foliaviva

PROGRAMAÇÃO

Sábado 14/10
13h às 15h – Oficina de Caixa com Rodrigo Boi Magalhães e Rafael Matos
15h às 17h – Oficina de Surdo com Bela Leite e Laiza Lamara

Sábado 28/10
13h às 15h – Oficina de Repique com Peu Cardoso e Rodrigo Boi Magalhães
15h às 17h – Oficina de Xequerê com Debora Mendes e Peu Cardoso

Sábado 04/11
10h às 12h – Oficina de Repique com Peu Cardoso e Rodrigo Boi Magalhães
12h às 14h – Oficina de Caixa com Rodrigo Boi Magalhães e Rafael Matos
14h às 16h – Oficina de Surdo com Bela Leite e Laiza Lamara

Sábado 11/11
10h às 12h – Oficina de Repique com Peu Cardoso e Rodrigo Boi Magalhães
12h às 14h – Oficina de Xequerê com Debora Mendes e Peu Cardoso
14h às 16h – Oficina de Caixa com Rafael Matos e Laiza Lamara

SOBRE O BLOCO HAVAYANAS USADAS

Criado em 2016 por experientes atores do carnaval de Belo Horizonte, o bloco Havayanas Usadas desfilou pela primeira vez em 2017 já levando 50 mil pessoas às ruas. Com repertório baseado no axé music dos anos 80 e 90 e influência dos blocos afro-baianos sai às ruas com uma banda base de 8 integrantes e 1 regente em cima do trio acompanhados pela Bateria Chinelada que vai no chão.

Essa bateria é formada por 200 ritmistas que participam de um processo de 6 meses de oficinas e ensaios para aprendizado e desenvolvimento de ritmos e arranjos para as 4 horas de música do desfile. o bloco Havayanas Usadas também realiza atividades ao longo do ano com apresentações no formato de banda em diversos espaços.

SOBRE AS PESSOAS INSTRUTORAS DO FOLIA VIVA

Peu Cardoso: Peu Cardoso é multi-instrumentista, regente de baterias de carnaval e produtor cultural. Atua no carnaval de Belo Horizonte desde 2011, e como regente e músico nas bandas dos blocos desde 2013. É cofundador dos blocos Havayanas Usadas, Baianas Ozadas, É o Amô e Como te Lhama. Além de compor a equipe dos blocos Então Brilha e Juventude Bronzeada. Um entusiasta da musialização rítmica e com muitos anos de experimentações carnavalescas, Peu desenvolveu muitas práticas hoje difundidas pelas baterias de carnaval em BH. Atualmente é diretor e comanda a bateria do bloco Havayanas Usadas, é diretor do Sassarica Roda de Carvanal, do Blodo É o Amô e do Clube do Ritmo.

Bela Leite: Bela Leite é percussionista, dançarina, arte-educadora, regente, produtora e gestora cultural. Desde 2009 se dedica aos estudos da percussão e da dança afro-brasileira e africana e do improviso musical. É percussionista das banda da Raquel Coutinho, Pata de Leão, Domilindró, Orquesta Atípica de Lhamas, Havayanas Usadas e Minas Mineiras. Atua também como regente e coordenadora geral na banda de improviso musical Yônika e é artista e palhaça no Grupo Trampulim. É diretora musical e gestora dos blocos da Alcova Libertina, Unidos do Barro Preto, Cómo Te Lhama e I Wanna Love You, onde também é arte-educadora, regente e organizadora da bateria. Bela é produtora e gestora da plataforma de criação Divinas Tetas e co-fundadora da MALTA - Mulheres da América Latina reunidas pelo Tambor.

Débora Mendes: Débora Mendes é mãe, ecóloga, yogini, circense, batuqueira e percussionista. Iniciou sua vida percussiva em 2012 em grupos de maracatu e blocos de carnaval de BH como Baque de Mina, Macaia, Baianas Ozadas e Havayanas Usadas, dos quais atuou em diferentes frentes como batuqueira, percussionista, produtora e gestora de projetos. Durante o carnaval também ja esteve como monitora nas baterias dos blocos Então, Brilha! e Me beija que sou pagodeiro. Ministrou oficinas de criação de instrumento e de percussão no festival de inverno da UFSJ e festival de verão UFMG. Uma das fundadoras do bloco Havayanas Usadas, atualmente atua como professora de xequerê da bateria, compõe equipe de professores do bloco Cómo te Lhama? e é fundadora e regente do Bloquinho infantil Pés no Chão.

Laiza Lamara: Laiza Lamara se dedica profissionalmente à percussão há mais de 10 anos. Ao longo da sua trajetória, realizou workshops e dividiu o palco com alguns mestres da música, como Claudio Queiroz, Tunico Villani, Gal Duvalle, Serginho Silva e Santiago Reyther. Atualmente é regente dos blocos Bloko kizomba e Tapa de Mina, bloco feminino do qual também é fundadora. Integra as bandas Abalocaxi, Havayanas Usadas, sagrada profana e é professora de percussão no bloko Kizomba, do Quilombo Manzo Ngunzo Kaingo.

Rafael Matos: Rafael Matos atuou como músico convidado na Orquestra Filarmônica de Minas Gerais durante o período de 2008 até 2013 e desde 2014 é percussionista titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) onde dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira como Milton Nascimento, João Bosco, Rosa Passos, Gal Costa, Lenine, Nana Caymme, Ivan Lins, Wagner Tiso, Túlio Mourão, Luiz Melodia, Elba Ramalho, Chico César, Zé Miguel Wisnik. Tem experiência profissional nas áreas de performance musical, música contemporânea, música eletroacústica, música popular, improvisação e ensino de percussão. Atuou como Professor titular de percussão no projeto de banda e orquestra na cidade de Sarzedo de 2012 a 2016. Atualmente ocupa a cadeira de professor de percussão no Centro de Formação Artística - CEFAR, da Fundação Clóvis Salgado.

Rodrigo Boi Magalhães: Rodrigo Boi Magalhães é baixista, violonista, compositor e diretor musical, integrante de projetos musicais de variadas vertentes, desde a música instrumental até a canção popular. É etnomusicólogo, mestre em Música e Cultura pela UFMG. Integra as bandas de música instrumental Assanhado Quarteto e Semreceita, com os quais já se apresentou nos principais festivais do gênero de Belo Horizonte, além de turnês em Portugal, França, Argentina e Austrália. Rodrigo é um dos principais contrabaixistas que atua no universo do choro, fazendo parte de uma roda semanal na cidade, o Choro do Jura, e já ministrou oficinas sobre contrabaixo no choro no Festival Internacional de Choro de Paris, além de ter ministrado masterclasses na Melbourne University e Monash University, ambas na Austrália. Rodrigo Boi é figura atuante no carnaval de BH, sendo fundador de importantes blocos da cidade como Juventude Bronzeada (regente e baixista), Havayanas Usadas (baixista, regente, ministra oficinas semanais de percussão e já foi diretor musical) e Como te Lhama? (baixista e diretor musical). Além disso, já atuou no bloco Então, Brilha, como baixista e ministrou oficinas de percussão.

SERVIÇO: FOLIA VIVA
Oficinas gratuitas de percussão do bloco Havayanas Usadas
Aos sábados, a partir do dia 14/10
Local: CRESAN Mercado da Lagoinha (Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional), avenida Antônio Carlos, 821, Lagoinha.
Vagas limitadas
Inscrições: bit.ly/foliaviva

Foto: divulgação 

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