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Considerado um dos maiores

Extraído da obra de Jorge Amado, texto convida o público a mergulhar no universo dos contos de fadas e apresenta uma história emocionante para todas as idades

Uma bela história de amor ao melhor estilo dos contos de fadas, esse é o pano de fundo de “Os Gnomos contam a história do Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, texto de Jorge Amado e que se tornou um sucesso na montagem do Grupo Ponto de Partida, de Barbacena. O espetáculo chega aos palcos do Cine Theatro Brasil Vallourec, no dia 14 de outubro, sábado, às 16h, para única apresentação. A montagem integra a programação da Mostra Cine Brasil Teatro e Música. Informações e ingressos pelo site cinetheatrobrasil.com.br

A Mostra Cine Brasil Teatro e Música tem o patrocínio da Vallourec e do Instituto Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

SOBRE O ESPETÁCULO

Era uma vez, antigamente, mas muito antigamente, quando os bichos falavam, os cachorros eram amarrados com linguiça, alfaiates casavam-se com princesas e as crianças chegavam no bico das cegonhas. Aconteceu, então, uma história de amor!

Os integrantes do Grupo Ponto de Partida contam que, assim que leram o texto sabiam que queriam ouvir esta história. Assim que ouviram, sabiam que queriam contá-la. Então começaram a juntar as imagens mais delicadas para “desenhá-la”. Porque o grupo é assim: só conta histórias com gravuras.

Um dia, quando estavam começando a fazer experiências com o roteiro, apareceram, de repente, no meio do palco, dois seres muito engraçados. Eram pequenos, tinham enormes chapéus vermelhos e falavam uma língua muito estranha que, a princípio, ninguém entendia. Mas entraram em cena e, magicamente, plantaram no palco a primavera.

Era exatamente como eles queriam fazer e então souberam que eles também queriam contar esta história. O que fazer? Renderam-se e foi assim que os Gnomos entraram na história do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá. O que era lírico ficou mais poético, o que era divertido ficou mais engraçado, o que era triste ficou encantado.

“Queríamos que o texto de Jorge Amado estivesse ali, inteirinho. Com todas aquelas palavras brincando e se juntando numa doce história. Mas não queríamos reescrever o livro, queríamos fazer teatro e então pedimos música e a história passeando levemente entre imagens e palavras. Queríamos que, como toda boa história, esta fosse para toda gente, de qualquer idade. Queríamos que toda essa gente se divertisse, se emocionasse e que por alguns poucos momentos estivesse feliz, conquistada pela beleza. Queríamos invadir este mundo cada vez mais tenso e complicado com a simplicidade sedutora de uma história de amor”.

SOBRE O GRUPO PONTO DE PARTIDA

O Ponto de Partida é um grupo de teatro fundado em Barbacena em 1980 por artistas que decidiram apresentar espetáculos para além da região mineira. Com 20 profissionais, o grupo criou e sistematizou métodos e processos de produção e criação e desenvolveu uma linguagem própria e uma dramaturgia brasileira que resultou em mais de 34 espetáculos.

A equipe já se apresentou por todo o Brasil e por países da África, Europa e América do Sul. Hoje o Ponto de Partida é responsável pela formação ou trabalho de 323 pessoas que atuam em diversos projetos, como a Bituca, a Universidade de Música Popular, e o Corredor Cultural Ponto de Partida.

Uma ação complementar do trabalho educacional do Projeto Ser Criança, o coro Meninos de Araçuí exercitam em um processo de formação junto com o Ponto de Partida. O grupo tem aulas de música, percussão, voz, dança e interpretação e trabalham com grandes artistas mineiros. Em parceria com o Ponto de Partida, o coro já montou cinco espetáculos que lotaram plateias internacionais, gravaram seis CDs e dois DVDs e já dividiram palcos com Gilberto Gil e Milton Nascimento.

“A minha maior emoção foi ver as imagens poéticas que criei tomarem corpo e saírem a brincar pelo palco, contando a história. E por estar assim, tão emocionado com esse espetáculo, vou dar de presente a vocês, hoje, um novo final para essa história. Eu ainda era muito jovem quando a escrevi e não sabia, naquela época, o que sei hoje: nada é impossível para o amor.”

Jorge Amado

 

PASSAPORTE ESPECIAL

Para celebrar a semana das crianças, o Cine Brasil preparou uma programação especial, com três espetáculos infanto-juvenis, a preço promocional para o público aproveitar o feriado. No dia 12, quinta, o grupo Giramundo apresenta "Carnaval dos Animais", às 16h; no sábado, 14, o grupo Ponto de Partida, de Barbacena, vem a BH com seu "Os gnomos contam a história do Gato Malhado e a Andorinha Sinhá", também às 16h; e no domingo o musical "A Bela e a Fera" encerra a programação, às 17h. Os ingressos custam R$40 (inteira) e R$20 (meia), mas ao adquirir o Passaporte Semana da Criança o espectador pode conferir os três espetáculos ao preço de R$90 (inteira) e R$45 (meia). Informações e ingressos pelo site www.cinetheatrobrasil.com.br

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Jorge Amado

Roteiro: Grupo Ponto de Partida, com ideias de Álvaro Apocalypse

Direção: Regina Bertola

Cenário: João Melo e Tânia Werneck

Figurino: Tânia Werneck

Criação de adereços e painel: Edson Brandão

Confecção de adereços: Waldir Damasceno e Tânia Werneck

Criação e confecção dos arranjos florais: Luisa Bertola

Iluminação: João Melo, Lourdes Araújo, Eloiza Mendes e Soraia Moraes

Iluminador: Rony Rodrigues

Trilha Sonora: Lido Loschi, Ana Alice de Souza, Cláudia Valle, Fátima Jorge e Rachel Matos

Sonoplastia: Pablo Bertola

Programação Visual: Edson Brandão

ELENCO

Ana Alice de Souza: Gnomo, Papagaio e Galo

Carolina Damasceno: Gnomo, Cachorro, Relógio, e Mãe da Andorinha

Érica Elke: Gnomo, Mucama e Pato

João Melo: Gnomo, Relógio, Pombo, Pai da Andorinha e Vaca Mocha

Júlia Medeiros: Gnomo, Mucama, Noite e Coruja

Lido Loschi: Gato Malhado, Vento, Vaca Mocha e Relógio

Renato Neves: Tempo

Soraia Moraes: Andorinha Sinhá e Manhã

INSTITUTO UNIMED-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH foi criado em 2003 com a missão de conduzir o Programa de Responsabilidade Social Cooperativista da Unimed-BH. Os projetos desenvolvidos têm na saúde sua área prioritária, mas mantêm interface com outros campos por meio de cinco linhas de ação: Comunidade, Meio ambiente, Voluntariado, Adoção de espaços públicos e Cultura.

Em 2016, mais de 1,4 milhão de pessoas foram beneficiadas, direta e indiretamente, pelo Programa Cultural Unimed-BH. Mais de 4,5 mil médicos cooperados e colaboradores viabilizam este Programa ao escolher destinar parte do seu Imposto de Renda para o fomento de projetos socioculturais. A cada ano, as atividades conquistam aprovação e confiança, ampliando-se as adesões.

Foto: Julia Marcier

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