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BH RECEBE O PRIMEIRO ENCONTRO INTERNACIONAL DE SAÚDE INTEGRATIVA
Especialistas nacionais e internacionais, entre eles a médica Mimi Guarneri – uma referência na área – irão apresentar experiências e evidências científicas e abordar as perspectivas sobre a saúde integrativa no mundo. Evento acontecerá no dia 10 de outub
Belo Horizonte receberá, na próxima terça-feira, dia 10 de outubro, o Primeiro Encontro Internacional de Saúde Integrativa. Quatro profissionais da área, nacionais e internacionais, vão estar no Cine Theatro Brasil Vallourec para discutir a importância do uso de abordagens complementares e integrativas na saúde. Hoje, estima-se que aproximadamente 6% da população mundial procura tratar-se com abordagens integrativas. Parece pouco, mas esse número tem crescido a cada ano.
“Muitos estudos demonstram o valor de abordagens integrativas como recursos adjuvantes no tratamento de doenças e na melhoria da qualiade de vida. O campo da medicina e da saúde integrativa reafirma a importância de uma compreensão global da pessoa, do fortalecimento dos processos intrísecos de auto-cura do organismo, das dimensões do ser humano implicadas no adoecimento e da relação entre o terapeuta e o paciente, baseada em evidências para o uso de todos os recursos apropriados, no intuito de alcançar melhores condições de saúde”, explica a médica Iracema Benevides.
O encontro acontecerá em torno de quatro perguntas: Porque tem crescido o aumento da procura pelas abordagens integrativas e complementares? Porque os países têm ampliado progressivamente a incorporação dessa prática nos sistemas de saúde? Porque cada vez mais profissionais de saúde têm complementado sua formação convencional com abordagens integrativas? As respostas serão os pilares para as dicussões que serão conduzidas pelos especialistas em saúde integrativa Iracema Benevides, Mimi Guarneri, Rauni Prittinen King e Rubens Tavares.
O evento abordará, ainda, o tema da espiritualidade na saúde, com o professor da UFMG Rubens Lene Carvalho Tavares, coordenador do NASCE – Núcleo Avançado de Saúde, Ciência e Espiritualidade. O professor irá apresentar como as Universidades e pesquisadores em todo o mundo estão considerando o tema da espiritualidade e a sua compreensão na dinâmica da vida dos pacientes.
O Primeiro Encontro Internacional de Saúde Integrativa é uma realização da Associação Antroposófica Estrada Real, em parceria com o grupo Germinar de Belo Horizonte, e tem a chancela da FELUMA – Fundação Educacional Lucas Machado, mantenendora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. O evento acontecerá no Cine Theatro Brasil Vallourec, das 18h às 22h. Informações sobre como participar no site saudeintegrativabh.com.br/.
Saúde integrativa
Nos anos 1960 e 70, as abordagens integrativas eram conhecidas como “alternativas”. Com o passar do tempo, os recursos foram reconhecidos como positivos ao tratamento de doenças, e o termo utilizado passou a ser “complementar”. Recentemente, nos últimos anos, a nomenclatura inclui a expressão “integrativa”, pois, cada vez mais usuários e profissionais passaram a incluir os diversos recursos da saúde integrativa nos tratamentos convencionais.
O uso de abordagens complementares e integrativas para a saúde e o bem estar cresceu mundialmente nos últimos anos. Estudos demonstram como movimentos corporais, massagem, meditação, plantas medicinais, entre outras abordagens contribuem para a saúde, de maneira integrada e harmoniosa com a abordagem convencional, colaborando também para a melhoria da qualidade de vida. O campo da medicina integrativa ressalta a importância do vínculo terapêutico entre o profissional e o paciente, a partir de uma compreensão ampliada do ser humano e da natureza.
“As abordagens integrativas em saúde possuem uma visão mais ampla do processo de saúde e permitem que as pessoas sejam compreendidas em sua totalidade. Os pacientes procuram essas abordagens porque querem ser mais bem acolhidos e compreendidos. Muitos relatam que, no modelo convencional, suas queixas não são ouvidas, seus problemas não são considerados e sua saúde é fragmentada entre os diversos profissionais que prestam cuidados”, comenta a médica Iracema Benevides.
Percebendo a importância da saúde integrativa, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma área técnica específica dedicada à Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa. No início dos anos 2000, a OMS publicou o primeiro documento técnico sobre o tema (Traditional Medicine Strategy 2002-2005) no qual são estabelecidas as bases para a elaboração e desenvolvimento de políticas públicas na área. O documento já foi atualizado,
estabelecendo diretrizes para o período 2014 até 2023, e ampliando as orientações para regulamentação das práticas, dos praticantes e dos produtos. “A OMS apoia e incentiva que os países adotem as abordagens complementares desde o início dos anos 1980, por compreender que são seguras, efetivas e que ampliam o acesso ao cuidado com a saúde”, explica Iracema Benevides.
Para a OMS, a MTCI é uma parte importante da atenção à saúde e deve ser praticada em quase todos os países do mundo. A MTCI de qualidade, segura e eficaz contribui para assegurar o acesso de todas as pessoas à atenção à saúde. Muitos países reconhecem a necessidade de elaborar um enfoque coerente e integral, que facilite aos governos, aos profissionais da saúde e, de maneira especial, aos usuários dos serviços de saúde o acesso à MTC de maneira segura, respeitosa, acessível e efetiva.
Seguindo esse impulso, no Brasil, o Ministério da Saúde publicou, em maio de 2006, a portaria GM 971 que estabelece as bases para a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) definindo as bases para a implantação no SUS da Medicina Chinesa e Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Medicina Antroposófica, Crenoterapia e Termalismo Social. Em março de 2017, o Ministério ampliou o conjunto por meio da portaria GM 849 que incluiu mais 14 abordagens: Aiurveda, Yoga, biodança, musicoterapia, terapia Comunitária integrativa, arterapia, reiki, dança circular, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, shantala e naturopatia.
No Brasil, a expressão Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) passou a ser utilizada para referir-se tanto aos sistemas médicos complexos como a Medicina Chinesa (que inclui diversas abordagens específicas como acupuntura, Lian Gong, Tai Chi Chuan, entre outras), a Aiurveda, a Homeopatia e a Medicina Antroposófica, quanto aos recursos terapêuticos que podem estar associados a mais de um sistema de conhecimento, como é o caso das diferentes terapias manuais, massagens, Reiki, uso de plantas medicinais e fitoterapia.
Além disso, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde são relevantes como abordagens complementares para questões atuais, como na prevenção e Controle de Doenças Crônicas: Diabetes, Hipertensão, Síndrome Metabólica; no controle e melhora do estresse e dos sintomas psíquicos; no controle e melhora da dor; e na melhoria da qualidade de vida em doenças oncológicas e nos cuidados paliativos.
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