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Festival de choro e samba de Belo Horizonte
Várias são as matizes na musica popular brasileira. Mas, dentro deste contexto, dois generos musicais, com toda a certeza, tem a preferencia do publico.
São eles, o Choro e o Samba.
Dai a origem deste festival, já realizado por cinco vezes. A primeira na cidade de Paraty (RJ) 2011, a segunda em Itauna (MG) 2012; a terceira no espaço Funarte em Belo Horizonte, também em 2012; a quarta, 2015, realizado no estacionamento do Parque das Mangabeiras, em B. Hte em conjunto com o projeto Botecar, e a quinta e última, no mesmo local, ainda com o projeto Botecar, em 2016.
Teremos agora, nos dias 07, 11 e 12 de Outubro, a sexta edição, com o projeto FESTIVAL DE CHORO E SAMBA DE BELO HORIZONTE, a ser realizado na Praça Afonso Arinos, dia 07, e na Praça Duque de Caxias (Santa Tereza), nos dias 11 e 12 de Outubro.
É um projeto aprovado no edital 2014 da Lei Municipal de Incentivo a Cultura, com o patrocinio da MGS – MINAS GERAIS ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA.
Trata-se de uma realização conjunta da MINAS GESTÃO CULTURAL e do CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE. A produção está a cargo da IDEAR PRODUÇÕES CULTURAIS.
O mestre de cerimônia, uma atração a mais, será o radialista ACIR ANTÃO, a nossa maior referencia na musica popular da cidade.
Belo Horizonte, vem cada vez mais, se constituindo na capital nacional da boa musica instrumental. Prova cabal disto são os vários festivais realizados na cidade, no decorrer do ano.
E, o público Belohorizontino, ao ver de vários músicos consagrados que aqui se apresentaram, tem “...o comportamento de teatro em praça pública.” Isto bem demonstra o respeito e a preferencia da nossa população pela boa música brasileira.
Neste festival temos a junção de dois generos musicais que se constituem em verdadeira paixão nacional. O choro e o samba. Estes irmãos siameses, são considerados, não sem razão, como partes integrantes da “alma brasileira”.
A feliz união destes dois icones da musica popular brasileira tem resultado, nas edições anteriores, em um produto cultural de grande sucesso artístico e de público.
Este o grande objetivo do projeto. Proporcionar aos amantes de longa data dos gêneros, e aos futuros apaixonados, a oportunidade de desfrutar de uma bela amostra do que temos hoje no pais, nestas duas grandes vertentes musicais.
Segundo o grande maestro Heitor Villa-Lobos, “O choro é a alma musical do povo brasileiro”. Oriundo do “abrasileiramento” da música européia, nos seus quase 150 anos de existencia passou a se constiuir em uma música tipicamente brasileira, admirada e aplaudida no mundo todo.
Por sua vez, o samba, cujas origens se remontam a Africa, dispensa adjetivos. Entre nós ele ultrapassa a sua condição de genero musical para se constituir em um nosso elemento cultural fundamental.
Belo Horizonte sempre admirou e aplaudiu estas paixões nacionais. Na cidade, a quantidade de artistas dedicados ao Choro é superior a grande maioria das outras capital brasileiras, rivalizando-se, até mesmo com o seu berço, o Rio de Janeiro. Temos aqui vários locais onde, durante toda a semana, existem apresentações de Choro. O Clube do Choro de Belo Horizonte, parceiro na realização deste evento, também movimenta este cenário com várias promoções e apresentações.
E, vamos ao Festival.
Belo Horizonte vai mergulhar no melhor da nossa música. Durante tres dias, teremos seis apresentações, igualmente dividas por cada genero. A cidade, neste inicio de primavera, ficará mais alegre e colorida.
Os eventos serão em praça pública, democraticamente gratuitos, com cadeiras para o conforto do publico, segurança, feirinha de comidas tipicas, bebidas e muita música boa.
PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL DE CHORO E SAMBA DE BELO HORIZONTE
DIA 07/10/16 – SEXTA FEIRA
PALCO: PRAÇA AFONSO ARINOS
HORÁRIO: 17:00h - MESTRE SAMBA
18:30h – CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE
Na Praça do Afonso Arinos, localizada no cruzamento da av. João Pinheiro, Augusto de Lima e Alvares Cabral, a festa começa cedo! Às dezessete horas quem abre o festival é o Samba, representado pelo grupo MESTRE SAMBA. As 20:30h será a vez do Choro, com o grupo do CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE.
Será uma noite muito mineira, pois o local de realização do projeto foi escolhido para homenagear os compositores mineiros Romulo Paes, Gervásio Horta, Lagoinha e Geraldinho Alvarenga.
Mais apropriado impossível, pois na rua Bahia esquina de Guajajaras está o monumento dedicado a Rômulo Paes. E, afinal de contas, segundo dizia o Rômulo, “a vida é esta, subir Bahia e descer Floresta”.
MESTRE SAMBA
Noel Rosa, em sua sabedoria, traduzida no samba, já registrava que “...o samba, na realidade, não vem do morro, nem da cidade” (Feitio de Oração- Noel Rosa).
Este registro é muito importante porque, na medida em que se fala em samba, o pensamento viaja automaticamente para o morro e o afro.
Os integrantes do Mestre Samba, porém, são sambistas do asfalto. Urbanos, como tantos outros sambistas famosos. Profissionais liberais e de música, que se uniram em torno de uma paixão comum: o Samba.
Daí a origem do grupo. Amor ao Samba. Amor aos mestres do Samba. Explicado também está a origem do nome. Mineiros, todos radicados em Belo Horizonte, criaram este grupo em 2008 e, ao longo do tempo veêm interpretando os grandes mestres de maneira personalíssima, ao ponto de, mesmo o samba tradicional e histórico, com eles, se vestir de uma roupagem contemporânea.
Tudo teve seu início com a reunião de amigos, regada a churrasquinho “de gato” e cervejas, na feirinha de alimentação da rua Santos Barreto, em meio a uma bela chuva. O som do violão que rolava agradava a todos. Desta descoberta, o rumo foi continuar.
Formado o grupo e realizados os ensaios, o começo foi tocar em festas, bares e congressos. Em 2010 animaram a concentração do grupo carnavalesco Santo Bando, quando realizaram a primeira gravação, com uma música de autoria do integrante Cassio Jabour.
Apresentaram-se na cidade de Jequitinhonha, Mg, na Festa da Música e na terceira edição do Festival de Choro e Samba, na Funarte-MG.
Ao estilo samba de roda, integram o repertório do grupo, músicas dos grandes mestres como Donga, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Paulo César Pinheiro, João Bosco, Chico Buarque, João Nogueira, Adoniram Barbosa, Monarca, Zeca Pagodinho e muitos outros que fizeram e fazem a história do samba. Com uma interpretação personalizada, os componentes do grupo Mestre Samba contam com uma formação eclética tanto profissional quanto musical.
Na atualidade o grupo é formado por: Bruno Daconti - Cavaquinho e voz; Maurício Soares -; Violão e voz; Cássio Jabour - Percussão e voz; Marco Antônio Botelho - Chocalho e voz; Daniel Pacheco - Violão e voz; Eder Jairo -Percussão; Wellington Andrade- Percussão. Cinco vozes, dois violões, cavaquinho, chocalho, pandeiro, tan tan e surdo. Estes elementos dão o ritmo e a performance da banda e o grupo, além de mesclar o repertório dentro das inúmeras variações do samba, trabalhando a tonalidade das vozes dos quatro vocalistas e a toada dos sambas, de acordo com as nuances de cada voz. Algumas músicas que são originalmente mais leves tornam-se mais viscerais na interpretação do grupo que, de maneira cadenciada, inicia o show com sambas mais leves até desembocar em canções mais fortes. Nesse ritmo, o público se descontrai, canta e dança.
CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE
O Clube do Choro de Belo Horizonte tem as suas origens nas reuniões semanais das quintas-feiras, no Bar do Bolão, no bairro Padre Eustáquio, onde vários músicos, amadores e profissionais, se reúnem, desde 1993 até hoje, em maravilhosas rodas de choro, abertas a todos os apreciadores de boa música, bom papo, agradável convivência, regadas a cervejas geladas.
Nestas reuniões surgiu a ideia da fundação do Clube do Choro de Belo Horizonte, instituição sem fins lucrativos que, com o quadro inicial de 23 fundadores, passou a existir a partir de 31 de maio de 2006.
Desde então, ele se mantém como uma instituição totalmente voltada para o incentivo e a divulgação da música – e em especial, o gênero choro – através de atividades de instrumentistas, compositores e intérpretes, que se dedicam ao estudo e apresentações de audições musicais em casas de espetáculos, bares e espaços culturais.
O grupo de choro é integrado por sócios músicos, profissionais e amadores. Nestes 10 anos de existência a instituição conquistou seu lugar no cenário cultural e musical da cidade.
No quesito apresentações, podem ser citados, dentre outros, aqueles realizados em 2007, o projeto “BH no Choro”, com três apresentações no auditório da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte; o show comemorativo do Dia Nacional do Choro, no Teatro Marilia, o show “Choro no Calçadão”, integrante do 3º Inverno Cultural de Caxambu, Mg e “Choro no Mercado Central”, com a participação de Waldir Silva. Em 2008, apresentação no projeto “BH CHORO”, realizado na praça Santa Tereza. Comemoração do dia Nacional do Choro, em Juiz de Fora, MG. Realização e participação do projeto “BH no Choro”, em 10 shows no auditório da PBH. Em 2009, com a participação de Ademilde Fonseca, apresentação na Funarte-MG; 2010, apresentação na segunda edição do BH CHORO e no projeto Pizindin, no Conservatório de Música da UFMG. Em 2011, realização do Show “Choro das Montanhas”, com a participação de Yamandu Costa; Em 2012, apresentação na terceira edição do projeto BH CHORO. Em 2013, participação no projeto Choro e Samba, na Funarte-Mg e show comemorativo do Dia Nacional do Choro, no grande teatro do Cine Palladium, com a participação de Zé da Velha e Henrique Cazes. No ano de 2014, foi a vez do show comemorativo do Dia Nacional do Choro no Teatro do Cine Brasil, com o show “Chora Waldir”, com gravação de DVD; Em 2015, realização de 07 shows em unidades da Fiemg.
Em 2016, realizou no grande teatro do Palácio das Artes, um memorável show com o seu grupo musical e o convidado de honra, Hamilton de Holanda, reconhecido hoje como um dos mais virtuosos instrumentistas brasileiro. Neste show, o grupo base foi composto pelos músicos: Silvio Carlos (Silvio Sete Cordas) – violão de sete -, Carlos Walter – violão de seis-, Luiz Guilherme –cavaquinho-, Oszenclever Camargo –pandeiro-, Hélio Pereira –bandolim- e Marcos Flávio (Marcão) – trombone-, e ainda os solistas convidados, todos sócios: Mário de Castro, Geraldo Felipe Prates, Marcelo Ribeiro, José Carlos, Lucas Telles, Ausier Vinicius e a voz do presidente do clube, Acir Antão, na homenagem que foi prestada ao saudoso sócio MOZART SECUNDINO, falecido recentemente.
Também neste ano, realizou apresentações na Feira Tom Jobim; no Centro Cultural Padre Eustáquio; em evento fechado no Hotel Ouro Minas; no projeto “Varanda Cultural” do BDMG Cultural; nas comemorações do dia Primeiro de Maio, em Contagem-Mg; no auditório da Fundação Dom Cabral; no projeto “Choro e Samba”, no Parque das Mangabeiras; no espaço Pedacinhos do Céu; no Bar do Bolão (Padre Eustáquio); em Diamantina - MG, no projeto “Clube do Choro Visita”; no projeto “Meu Vizinho Pardini”; no espaço Meet, no projeto “Jornada Solidária do Jornal Estado de Minas”; e por último, na feijoada de confraternização dos sócios e convidados, realizada no estacionamento do Mercado Central de B. Hte.
DIA 11/10/16 – TERÇA FEIRA
PALCO: PRAÇA DUQUE DE CAXIAS (SANTA TEREZA)
HORÁRIO: 19:00h – GRUPO BH CHORO (PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS: SILVÉRIO PONTES – LANÇAMENTO DO CD "REENCONTROS" & RONALDO DO BANDOLIM)
20:30h – FABINHO DO TERREIRO
Na véspera do feriado nacional, o festival muda o seu endereço para a praça mais boêmia e charmosa da cidade: a praça Santa Tereza.
Serão dois dias de muito choro e muito samba, da mais alta qualidade. A produção do festival, ao realizar os convites dos artistas, teve a intenção de mesclar o novo e o tradicional, valorizando os nossos artistas locais.
O Grupo BH Choro, primeiro a se apresentar nesta data, é oriundo do projeto do mesmo nome, realizado a primeira vez, na mesma praça Santa Tereza, em 2008. O grupo é a feliz junção de músicos brilhantes, pertencentes a outros grupos musicais, mas que sob o manto do BH CHORO, se apresentam em formações diferentes, mas sempre com brilhantismo.
Nessa apresentação, contarão com a participação especial de Silvério Pontes, lançando seu primeiro disco solo. O título escolhido, não poderia ser diferente: “Reencontro”. O Álbum é um reencontro com toda a sua carreira, pois este álbum nos leva para todos os estilos que o músico deve contato, formando uma colcha de retalhos musical que levará os ouvintes a um passeio pelos melhores estilos da música brasileira e mundial.
Neste espetáculo, Silvério vai tocar com os músicos mineiros – Grupo BH Choro – juntando a experiência do choro carioca, com a mineirice musical, já tradicional. Contará também com a participação especial de Ronaldo do Bandolim, grande bandolinista, integrante do Conjunto Época de Ouro e Trio Madeira Brasil.
O show, além de contar com todas as músicas que estão no CD, trará algumas surpresas, pois outras composições já foram compostas e não puderam estar nesse álbum de singular beleza. Natural da cidade de Laje do Muriaé (RJ), Silvério Pontes, não poderia deixar de fazer esse lançamento no Estado do país que faz limite com a sua cidade natal. Além disto, pode dividir essa emoção com a enorme quantidade de fãs e amigos que foram e sempre serão importantes em sua carreira e que, de alguma forma, contribuíram para o nascimento deste Álbum.
Em seguida, teremos o samba de Fabinho do Terreiro. Sambista de inegável sucesso onde se apresenta é, talvez, a grande expressão do gênero em BH.
Suas apresentações são contagiantes e isto poderá ser verificado por quem comparecer ao evento.
GRUPO BH CHORO
A formação do grupo para este festival será a mescla de músicos locais e convidados, que já se apresentaram juntos muitas vezes. A virtuose individual, reunida, resultará em um show inédito.
Silvério Pontes, trompetista consagrado, parceiro de Zé na Velha no lendário grupo musical, e Ronaldo do Bandolim virão diretamente do Rio de Janeiro, para se juntar aos mineiros Silvio Carlos (violão sete), Marcos Flávio (trombone), Dudu Braga (cavaquinho) e Ramon Braga (pandeiro).
Silvério Pontes - Trompete
Integrou a banda Vitória Régia, gravou e fez shows com Tim Maia durante 10 anos. Também trabalhou com Luiz Melodia, Cidade Negra. Além da Banda Original, faz a dupla mais famosa do choro brasileiro – Zé da Velha & Silvério Pontes. Gravaram mais de 05 CD’s, além da participação no filme Brasileirinho. Conhecido e querido do público mineiro, desta feita fará o lançamento de seu CD autoral.
Ronaldo do Bandolim: Instrumentista brasileiro, considerado um dos maiores bandolinistas do país.
É o bandolinista do “Conjunto Época de Ouro” e do “Trio Madeira Brasil”. Já participou de gravações com grandes nomes da música brasileira, como Silvio Caldas, Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Elizeth Cardoso, Marisa Monte, Paulinho da Viola, Chico Buarque e instrumentistas como Altamiro Carrilho, Abel Ferreira, Waldir Azevedo, Rafael Rabello, Arthur Moreira Lima e outros grandes músicos atuais.
Sílvio Carlos: Violão de 7 cordas
Natural de Itabira-MG, e se dedica ao estudo do violão de 7 cordas, e realizando uma extensa pesquisa sobre a música instrumental brasileira com destaque para o choro, e acumulando ao longo de sua carreira uma ecletíssima experiência. Além de fundador do Grupo Flor de Abacate, é sócio fundador do Clube do Choro de Belo Horizonte. Tem participado de vários programas e eventos culturais no Brasil e no exterior, como instrumentista, e para palestras, oficinas, workshop, etc.
Marcos Flávio - Trombone
Mestre em Música/Performance pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Música Brasileira pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e Bacharel em Trombone pela UFMG. Natural de Mateus Leme-MG, é membro fundador do Quarteto Trombominas e membro fundador do "Clube do Choro de Betim” MG. Tem participado da orquestra Sinfônica de Minas Gerais, das Orquestras Sinfônicas da UFMG e UNI/BH, Bandas Sinfônicas do Palácio das Artes e UFMG, Gerais Big Band e Minas Jazz Orquestra, grupos Copo Lagoinha e Choro de Minas. Atualmente é professor de Trombone da Escola de Música da UFMG, onde desenvolve intensa atividade didática como Coordenador do Coral de Trombones da UFMG e lecionando além do Trombone a disciplina Práticas Interpretativas no Choro. Produziu e gravou o seu primeiro CD de choro "Chorobone".
Dudu Braga – Cavaquinho
Natural de Betim-MG, iniciou seus estudos de cavaquinho com seu irmão Ramon Braga, e violão clássico com o professor Alexandre Piló, com quem aprofundou seus conhecimentos técnicos e teóricos.
É membro fundador do "Clube do Choro de Betim-MG", do qual também faz parte como solista de cavaquinho.
Passou a integrar o Grupo Flor de Abacate a partir de Janeiro/2002, e vem participando de várias apresentações musicais com o grupo em vários teatros em Minas Gerais, em outros estados. Participou do projeto “Festa da Música”, “Festival de Choro e Samba” e “BH CHORO”, por mais de uma vez.
Ramon Braga
Ramon Braga é natural de Belo Horizonte. Multi-instrumentista autodidata já participou de vários eventos acompanhando artistas como Paulo Sérgio Santos, Cristina Buarque, dentre outros. Foi artista convidado no VII Ipatinga Live Jazz, 9° Encontro da Associação Brasileira de Trombonistas (Volta Redonda – RJ) e XIII ABT/ITA South America em Brasília, DF.
É membro fundador do Clube do Choro de Betim. Integrante do dos grupos de Choro Flor de Abacate e Choro de Minas.
FABINHO DO TERREIRO
Fabio Lúcio Maciel tem a sua origem e mora até hoje na zona leste da cidade de Belo Horizonte. O seu hábito, deste criança, de cantar nos terreiros das casas de suas tias, originou o seu apelido, adotado com nome artístico: FABINHO DO TERREIRO.
Ainda menino, na convivência da velha guarda, aprendeu a tocar cavaquinho, o que faz até hoje, com maestria. O instrumento foi um presente da mãe, e o no seu aperfeiçoamento recorreu a Serginho BH, Gilmar Rosa Show, Toninho do Cavaco e Valéria do Cavaco. “Amolava-os todo dia. Se não achava um, ia à casa do outro”, lembra. O pai, Roberto, tocava violão nas horas vagas
Com o tempo o seu instrumento passou a ser a voz. No ambiente musical dos terreiros das tias se alimentou de música e criou o grupo Terreiro Samba Show com o irmão Ricardo Barrão e primos. E, foi cantando que se impôs no cenário de samba de B Hte. Em seguida ao reconhecimento em Minas Gerais, ultrapassou fronteiras e suas músicas tornaram-se sucesso em todo o país.
Gravou pela primeira vez com Gracia do Salgueiro a Música – “Era eu ela e o cachorro” de sua autoria. Mas se tornou reconhecido nacionalmente quando gravou com Agepê a música “Sentimento Verdadeiro”. Gravou “Desacerto” de parceira com Toninho Gerais e Randley Carioca, no CD “Vida da minha Vida” de Zeca Pagodinho. Sua opinião é que “Para um músico que mora em Belo Horizonte, ter gravadas 125 das 180 músicas compostas é excelente. Coisa de músico de sorte. Não tenho do que reclamar. Para mim, está ótimo. Fico feliz com o sucesso e respaldo conseguidos aqui.”
Em BH, principal área de sua atuação, participa ativamente da vida das várias escolas de samba da capital, das rodas de pagode, das apresentações de bambas.
Cantor, compositor e músico, FABINHO DO TERREIRO também já teve músicas de sua autoria gravadas para Neguinho da Beija Flor, Leci Brandão, Almir Guineto, Adriana Ribeiro, Grupo Katinguelê, Grupo Pura Harmonia e Grupo Delirô.
Também são sucessos as suas composições Tira o lateral, Leila, Lençol de Seda, Lá Menor, Conselho de Pai, entre outros. Tem gravado um CD “Fabinho do Terreiro” no do Estúdio Pro, e um DVD acústico “Fabinho do Terreiro ao Vivo”.
Sem dúvida, é a grande referência no samba da cidade.
DIA 12/10/16 – QUARTA FEIRA (FERIADO)
PALCO: PRAÇA DUQUE DE CAXIAS (SANTA TEREZA)
HORÁRIO: 17:00h – PIRULITO DA VILA
18:30h – CONJUNTO ÉPOCA DE OURO
Em pleno feriado nacional, dia 12/10, uma programação sensacional para encerrar o festival.
Na praça Santa Tereza, reduto boêmio e artístico da cidade, na véspera e no dia do feriado, teremos um programa imperdível.
Uma sensacional mostra, onde o samba será representado pelo artista “Pirulito da Vila”, ex-integrante do grupo musical Cachaça com Arnica, agora em fase solo.
É um grande sambista da nova geração, compositor e cantor, é também um grande ritmista.
No encerramento do projeto, o lendário Conjunto Época de Ouro. Fundado por Jacob do Bandolim, com mais de meio século de atividades, ele vem se renovando e se mantendo como a grande referência do choro entre nós.
A presença do conjunto no festival, além de um prazer para os amantes da música, é um verdadeiro brinde ao público que terá a oportunidade de desfrutar da música destes mitos do choro.
PIRULITO DA VILA
Gilmar Styerfeson, o conhecido Pirulito da Vila, é natural de Itabirito, Mg. Criado no bairro da Vila Alegre e, quando garoto, fã de um pirulito “sombrinha”. Isto resultou em seu nome artístico. Sempre foi um prodígio em matéria de música. Aos sete anos foi ritmista na Escola de Samba em Cima da Hora e aos quatorze ingressou no Axé Igbá, grupo rítmico com fortes raízes na cultura negra. Ali, rapidamente se tornou mestre de bateria. Aos dezenove montou ao lado de Tico e Beto Senegal, a Banda Senegal, onde teve as suas primeiras músicas gravadas. Foram elas: “Ui, Ui, Ui” e “Swing do Negão”. Acompanhando da Banda Senegal o artista morou por um tempo em Uberlândia (MG), mas seu destino era mesmoItabirito. Ao retornar à sua cidade natal, se integrou ao grupo Mistura Brasileira, e teve quatro músicas de sua autoria gravadas pelo grupo: “Diz que me ama”, “É paixão”, “Cavaco no Morro” e “Samba do Trenzinho”.
Pirulito da Vila tem uma importante passagem pelo grupo Cachaça com Arnica. Com o grupo compôs vários sambas e gravou seu primeiro vídeo clipe, imortalizando a Mercearia Paraopeba, ponto turístico de Itabirito, reconhecido internacionalmente. Em novembro de 2011, o grupo lançou um disco que trouxe quatro músicas de autoria de Pirulito,uma delas em parceria com Marcio Lima, o Fuim, flautista e violinista do grupo. Foi ao lado do grupo Cachaça com Arnicatambém, que Pirulito gravou seu primeiro cd solo, aos 33 anos.
Outros projetos importantes na carreira de Pirulito foram a gravação do cd de Thelmo Lins, somente com músicas de sua autoria, que contou com a participação do cantor Vander Lee e a gravação do samba “Convite para sambar”, de sua autoria, pelo premiado sambista carioca Marquinhos Sathan, samba que deu o nome ao mais recente CD do artista carioca.
Pirulito conta com uma banda que o acompanha em todos os shows. Participou do Carnaval de Itabirito, Festival de Inverno de Congonhas, além da abertura do show da Banda CPM 22 e recentemente cantou ao lado de Arlindo Cruz, Bete Carvalho e Almir Guineto, no tradicional espaço de samba Beco do Rato, no Rio de Janeiro. Além disso, foi gravado por grandes nomes do Samba de Minas, como Marina Gomes e Ricardo Barrão.
Em 2015 lançou seu CD, batizado de “Tudo começa em Samba”, que é o resultado de muitos anos de batalha e experiências profissionais enriquecedoras. O trabalho apresenta um artista maduro e experiente, que se revela um sambista de primeira grandeza. Gravado no estúdio Meier, Rio de Janeiro, com produção executiva de Marquinho Sathan, produção de Milton Manhães e arranjos de Ivan Paulo, é um presente para os fãs mais exigentes.
Conjunto Época de Ouro - Meio Século De Choro Genuíno
O mais tradicional conjunto de choro do Brasil, fundado em 1964 por Jacob do Bandolim, comemora 50 anos de tradição e elegância.
O Conjunto Época de Ouro representa o choro genuíno dos tempos em que o rádio era o maior veículo de comunicação no Brasil e a música instrumental brasileira enchia os lares. Fundado em 1964 por Jacob do Bandolim, comemorando 50 anos de história, o Conjunto tem uma carreira sólida construída com diversos espetáculos por todo o país levando às plateias arranjos elaborados interpretados com maestria por componentes exigentes.
Inicialmente o conjunto acompanhava Jacob do Bandolim que em alguns anos já se integrou aos demais, mantendo somente a denominação atual. Jacob era muito criterioso e exigente nos ensaios, não somente no que se refere à técnica mas também quanto a disciplina e profissionalismo. Apresentando-se sempre de terno e gravata, muito polidos e elegantes, os componentes, à época da fundação tinha muito orgulho de pertencerem ao mesmo conjunto do ícone do bandolim.
César Faria, pai de Paulinho da Viola, comandava os baixos no violão de 6 cordas ao lado de Dino 7 Cordas que “brincava” com suas interpretações inacreditáveis que originou uma técnica específica de tocar o instrumento utilizada e admirada até hoje. O pandeiro era conduzido por Gilberto D´Ávila que logo deu lugar ao único remanescente da Época de Jacob até hoje que transformou em sobrenome o instrumento que lhe deu o título de maior pandeirista do Brasil: Jorginho do Pandeiro logo se juntaria ao grupo que também contava com o exímio solista Jonas da Silva ao cavaquinho.
Com a saída ou falecimento de integrantes, foram incorporados os músicos Walmar Amorim (cavaquinho de 1984 a 1988) substituído em seguida por Jorge Filho, no conjunto há mais de 25 anos que também é filho de Jorginho do Pandeiro. Os violões também se renovaram com Tony Azeredo, grande estudioso da história do choro cuja execução assemelha-se muito a Dino 7 Cordas e André Bellieny com 6 cordas incorporado ao Conjunto após o falecimento de César Farias.
O instrumento símbolo do Conjunto Época de Ouro parou de tocar em 13 de agosto de 1969 quando Jacob do Bandolim deixava órfão não só o Conjunto Época de Ouro mas toda uma classe de músicos, adoradores e amigos. Com seu falecimento muitos compromissos foram adiados e neste tempo o Conjunto atravessou um luto de três anos sem apresentações e aparições.
Porém, por iniciativa de Paulinho da Viola, o Conjunto retomou suas atividades em 1973, em grande estilo, no famoso espetáculo SARAU que lotou, por vários dias, o Teatro da Lagoa, dando origem, inclusive ao Clube do Choro - idealizado por Paulinho da Viola e o crítico Sérgio Cabral num movimento, em todo o país em busca de dar maior amplitude a este gênero musical.
No comando do bandolim, o renomado músico Déo Rian que no mesmo ano seria sucedido por Ronaldo do Bandolim, virtuoso consagrado (também integrante do internacionalmente aplaudido Trio Madeira Brasil) que dá o tom do Época até hoje em performances inigualáveis.
Em 2006, também passou a integrar o Conjunto o flautista Antônio Rocha, reconhecido amplamente na música instrumental por solos perfeitos mostrando que mesmo após 40 anos o Época de Ouro traria uma novidade ao choro já clássico e inebriante.
Durante as 5 décadas comemoradas em 2014, o Conjunto, juntamente com Jacob do Bandolim de cuja discografia não há como desvincular, gravou mais de 40 discos, entre eles os premiados “Vibrações” e "Época de Ouro interpreta Pixinguinha e Benedito Lacerda", considerados Melhor Disco Instrumental do Ano de 1967 e 1977 respectivamente.
Em outro grande momento, já na década de 90, após ser convidado a representar a música brasileira na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, o Conjunto foi convidado por Marisa Monte, Elba Ramalho, Ivan Lins e Paulinho da Viola para participar das gravações dos seus CDs.
Devido ao grande sucesso e repercussão das parcerias, retribuindo os convites, o Conjunto Época de Ouro lançou em 2002, o aclamado por público e crítica Café Brasil, com a participação dos referidos artistas, além de João Bosco, Martinho da Vila e Leila Pinheiro, que vendeu mais de 100 mil cópias, sendo 25 mil delas só no Japão onde o choro é um gênero muito apreciado e valorizado. Dentre os shows, dois concertos em Tóquio, com grande sucesso de público, lotando o teatro de 1.500 lugares nos dois concertos.
Algum tempo depois, surgiu a oportunidade de lançar o Café Brasil 2, com as participações de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Ney Mato Grosso, Ivan Lins, Mosca, Arlindo Cruz e Sombrinha, Elba Ramalho, Nó em Pingo D Água e Lobão, cujo sucesso rendeu além de milhares de cópias, um convite muito especial: uma turnê por várias cidades japonesas em 2003, culminando na gravação do último CD do Conjunto - porém não lançado no Brasil.
Feijão com Arroz é o nome do cd lançado em maio de 2010, no Japão. O Conjunto Época de Ouro fez dois concertos no Sumida Triphony Hall em Tokyo. Este cd foi gravado ainda com as participações dos mestres Dino 7 Cordas e Cesar Faria.
Desde 2005, o Conjunto Época de Ouro tem um programa semanal, transmitido ao vivo pela Rádio Nacional Rio e pelo portal na internet [www.ebc.com.br] com a participação fiel da plateia que comparece a Sala FUNARTE no Rio de Janeiro, voltando no tempo, à época de ouro do rádio.
Para esta apresentação em BH, a formação contará com Ronaldo do Bandolim (bandolim), Jorge Filho (cavaquinho), Tony Azeredo (violão 7 cordas), André Bellieny ( violão 6 cordas), Antonio Rocha (flauta) e Celsinho Silva (pandeiro).
Foto: Divulgação
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