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Por que as mulheres ainda enfrentam antigos desafios em pleno 2023?
A violência contra as mulheres pode ocorrer em diversos contextos e assume diversas formas desde a física até a psicológica, é um problema grave com consequências danosas para saúde física e mental
Nós últimos anos, a mulher conseguiu grandes feitos, independência financeira, direito de trabalhar, votar e outros, mesmo assim o machismo e preconceito ainda persistem. “Enfrentamos casos de feminicídio, discriminação, desigualdade salarial. Precisamos de incentivo, políticas públicas para conseguirmos prosseguir com os avanços e a manter às conquistas que tivemos até aqui.
A violência contra as mulheres pode ocorrer em diversos contextos e assume diversas formas desde a física até a psicológica, é um problema grave com consequências danosas para saúde física e mental. “Precisamos que as autoridades nos dê mais apoio, mais voz, só assim conseguiremos juntos combater esses problemas, com leis que funcionem”, defende.
No Brasil, segundo uma pesquisa realizada pela Pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, a depressao ocorre em 14,7%, enquanto, a porcentagem para os homens é de 7,3%. Isso pode ocorrer por fatores como a sobrecarga da mulher em seus diversos papéis exercidos na vida e sem igualdade em relação aos homens, que contribuem não só para o desenvolvimento da depressão mas também outros transtornos psicológicos.
Mas, porque isso acontece?
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) , o público feminino representa 51,1% da população brasileira. Mesmo sendo maioria, temos menos voz, pouca representatividade e somos mais vulneráveis.
Com a liberdade financeira da mulher, o direito de ir e vir, criou-se outro problema, que a mulher dá conta de tudo. Toda esta sobrecarga desencadeou à mulher exaustão emocional com aumento dos níveis de ansiedade, cansaços constantes, alteração do sono, depressão, além da sensação de que é insuficiente para a realização das demandas profissionais, pessoais e familiares, gerando conflito interno. O que acaba sendo um retrocesso, pois mostra que para ter liberdade de suas escolhas, ela precisa dar conta de tudo e não é assim. Todos precisam de ajuda, de um grupo de apoio e com nós mulheres não é diferente.
Lutar pelos direitos das mulheres é um dever de toda sociedade, pois foram anos de danos e nem todos foram reparados. É fundamental a promoção de ações e políticas públicas que atuam na garantia da igualdade de gênero nos mais diversos âmbitos sociais. A luta pelo combate às desigualdades é , diária. Feita nas ruas, redes sociais, nos espaços de poder.
Autora: Sandrelli Rios, advogada e Presidente da ACIC, Associação Comercial e Empresarial de Contagem/MG, também a primeira mulher após 39 anos de gestão masculina a assumir a presidência da entidade.
Foto: Arquivo pessoal
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