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Filarmônica de Minas Gerais recebe a vencedora do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, Hayoung Choi
Apresentações será nesta quinta e sexta-feira, dias 5 e 6 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais
A vencedora da edição 2022 do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, a sul-coreana Hayoung Choi, faz sua estreia com a Filarmônica de Minas Gerais nos dias 5 e 6 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, executando o Concerto para violoncelo em Dó maior de Haydn. O maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica, introduz o belo interlúdio da ópera Notre Dame de Franz Schmidt e lidera a Orquestra em versão efusiva da Primeira Sinfonia de Rachmaninov. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Maestro José Soares, regente associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores.
Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição.
Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Claudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop.
Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia.
Ao final de 2021, recebeu o prêmio da crítica na categoria ‘Jovem Talento’ da Revista Concerto. No ano de 2022, regeu as Orquestras Sinfônicas NHK de Tóquio e MÁV Symphonie Orchester em Budapeste.
Em 2023, regeu a New Japan Philharmonic, a Orquestra Sinfônica de Hiroshima e a Orquestra Filarmônica de Nagoya, no Japão, e fez sua estreia como convidado da Osesp.
Hayoung Choi, violoncelo
Nascida em Bielefeld, Alemanha, Hayoung Choi conquistou o prêmio principal do Concurso Rainha Elisabeth de Violoncelo em 2022, aos 24 anos. Possui mestrado em Música pela Universidade de Artes de Berlim e estudou também na Universidade Nacional Coreana de Artes Myung-Wha Chung e Hyongwon Chang; na Purcell School for Young Musicians, na Inglaterra, com Alexander Boyarsky; e depois na Kronberg Academy, onde foi aluna de Frans Helmerson e Wolfgang Emanuel Schmidt. Apresentou-se como solista com a Kremerata Baltica, a Camerata Salzburg e as filarmônicas de Cracóvia, Olsztyn e Suwon. Além do Rainha Elisabeth, Choi venceu também outros concursos internacionais na Polônia, Áustria, Croácia e Alemanha.
Repertório
Franz Schmidt (Pressburg, hoje Bratislava, Eslováquia, 1874 – Perchtoldsdorf, Áustria, 1939) e a obra Notre Dame, op. 2: Intermezzo (1902/1904)
A ópera Notre Dame foi finalizada em 1904 e é baseada no famoso romance de Victor Hugo. Porém, enquanto os escritos do francês focam na Paris do século XIX e na figura de Quasimodo, a ópera de Schmidt dá atenção especial ao enredo de Esmeralda e ao fascínio que ela provoca em quatro personagens masculinos da trama. Na história, as vidas desses homens são transformadas e depois destruídas por causa da paixão obstinada pela moça, que vive um conflito por não se entender nem como menina, nem como mulher. Em 1914, ano de sua estreia, Notre Dame foi apresentada 15 vezes na Ópera da Corte de Viena. Ainda que não tenha conseguido manter esse nível de sucesso nos anos posteriores, tornou-se uma das obras mais conhecidas de Schmidt e alguns trechos, especialmente o “Intermezzo”, são executados com alguma frequência no repertório orquestral. O “Intermezzo” é também um exemplo nítido da influência da descendência húngara de Franz Schmidt em sua música, e foi chamada pelo compositor Karl Goldmark de “a mais bela das músicas ciganas”.
Franz Josep Haydn (Rohrau, Áustria, 1732 – Viena, Áustria, 1809) e a obra Concerto para violoncelo em Dó maior, Hob. VIIb:1 (data de composição desconhecida)
Haydn serviu por quarenta anos como músico da poderosa família Esterházy, combinando as funções de regente e compositor. Dispunha de uma excelente orquestra, permanentemente disponível para a imediata execução de suas obras. Na corte de Esterházy, havia solistas brilhantes, como os violoncelistas Anton Kraft e Joseph Weigl, para quem o compositor escreveu vários concertos. Algumas dessas partituras, pelo caráter utilitário e imediatista de sua gênese, permaneceram apenas esboçadas; outras foram destruídas no incêndio da Casa de Ópera de Eszterháza (1779), e muitas se extraviaram. Alguns manuscritos só recentemente foram descobertos, como é o caso do Concerto para violoncelo em Dó maior, cujo tema principal do primeiro movimento fora anotado pelo próprio Haydn no catálogo de suas obras, datado de 1765. A partitura foi reconstituída a partir das partes orquestrais encontradas por um zeloso bibliotecário de Praga, em 1961. Desde então, por suas inegáveis qualidades, o Concerto se impôs imediatamente ao repertório.
Sergei Rachmaninov (Oneg, Rússia, 1873 – Beverly Hills, Estados Unidos, 1943) e a obra Sinfonia em ré menor, op. 13 (1895)
Em janeiro de 1895, Rachmaninov começou a composição de sua Primeira Sinfonia. A criação foi árdua e a partitura ficou pronta apenas no dia 2 de setembro. A estreia, em São Petersburgo, em 28 de março de 1897, sob a regência de Aleksandr Glazunov, foi um desastre completo. Segundo o compositor, Glazunov não compreendeu a linguagem da sinfonia, deu-lhe pouco tempo de ensaio e regeu a orquestra bêbado. A repercussão do infortúnio surtiu um efeito catastrófico na vida do jovem Rachmaninov, que parou de compor e só retomou os trabalhos após um longo tratamento psiquiátrico. Ele desistiu da publicação da sinfonia e deixou a partitura em Moscou, em 1917, quando deixou a Rússia. A obra nunca mais foi apresentada enquanto ele viveu. Após sua morte, as partes orquestrais, alteradas por Glazunov, foram descobertas no Arquivo Belyayev da Biblioteca do Conservatório de Leningrado (agora São Petersburgo) e a partitura pôde ser reconstruída. A segunda execução da peça se deu no Conservatório de Moscou em 17 de outubro de 1945, sob a regência de Aleksandr Gauk. Em 1977, foi publicada na União Soviética uma edição crítica que, baseando-se em uma versão para dois pianos do fim do século XIX, restaura a Sinfonia nº 1 ao seu estado original – antes das modificações de Glazunov. Esta tem sido a base para as execuções desde então.
Serviço: Filarmônica de Minas Gerais
Série Presto
5 de outubro – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Veloce
6 de outubro – 20h30
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Hayoung Choi, violoncelo
SCHMIDT Notre Dame, op. 2: Intermezzo
HAYDN Concerto para violoncelo em Dó maior, Hob. Vllb:1
RACHMANINOV Sinfonia nº 1 em ré menor, op. 13
INGRESSOS: R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
São aceitos: Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa | Pix
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.
Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.
O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.
A Orquestra possui 11 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.
Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.
A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.
A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.
A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
Os números da Filarmônica (2008 a junho/2023)
1.467.778 espectadores
1.161 concertos realizados
1.278 obras interpretadas
119 concertos em turnês estaduais
39 concertos em turnês nacionais
9 concertos em turnê internacional
606 notas de programa publicadas no site
225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
11 CDs lançados
1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)
Foto: Thomas Leonard
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