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Representatividade da pessoa com deficiência ganha destaque no Acessa BH
Festival chega em seu segundo mês com programação infantil, estreia de espetáculo e eventos presenciais, dando protagonismo a pessoa com deficiência. As atrações vão até 31 de outubro, gratuitamente
A segunda edição do Festival Acessa BH está em cartaz, seja nos palcos ou nas telas. O evento tem levantado pautas importantes sobre a representatividade da pessoa com deficiência por meio de debates e oficinas, além de trazer ao público espetáculos completamente acessíveis, com libras e audiodescrição. O Acessa BH iniciou sua programação em setembro e abre o mês de outubro com diversas apresentações, sensoriais e lúdicas.
O espetáculo AVE é um dos destaques, com estreia estreia dia 23 de outubro, domingo, às 19h, no teatro Raul Belém. A montagem da Cia Ananda de Dança Contemporânea e do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados é resultado do encontro de suas respectivas diretoras, Anamaria Fernandes e Juliana Barreto, na edição passada do Acessa BH. Trata-se de um espetáculo híbrido entre a dança e o teatro. Livremente inspirado em questões provocadas pela comédia “As Aves”, de Aristófanes, a montagem investiga jornadas individuais e coletivas na fundação de novas lógicas sociais, novas relações e uma nova realidade. Mergulhando no universo de cores, sons e movimentos dos pássaros, o trabalho explora linguagens diversas como o cabaré, a dança contemporânea e a comédia popular.
Atrações infantis também marcam o mês de outubro. Apresentações literárias e espetáculos com toque de humor dão visibilidade à temáticas acessíveis e inclusivas. DoroTEA - A Peixinha Autista, aborda o enfrentando dos medos. A protagonista conhece novos amigos, que bagunçam a sua rotina, mas mostram novas oportunidades e vivências fora do seu cotidiano. Por meio dessas novas experiências, a peixinha descobre um “novo mundo” a ser explorado. A peça é dirigida por Bruno Grossi e será exibida virtualmente, no canal do Acessa BH no Youtube, no dia 08 de outubro, sábado, às 16h.
No Dia das Crianças, 12 de outubro, quarta, às 16h, a Companhia Fluctissonante, do Paraná, apresenta o Pequeno Príncipe, pelo canal do Acessa BH no Youtube. O coletivo curitibano é formado por artistas surdos e ouvintes que se dedicam à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e português), a companhia é precursora nacional na criação de arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro de cena.
Como os Cegos Leem
O seminário do Festival Acessa BH vem evidenciando pautas plurais e dinâmicas, protagonizando a pessoa com deficiência. Os debates do mês de outubro não são diferentes. Dando ênfase à comunidade cega, o terceiro debate terá como tema: “Como Os Cegos Leem”, no dia 05 de outubro, quarta, às 19h. O público poderá acompanhar como a tecnologia tornou a literatura mais acessível e interessante para pessoas com deficiência visual. A transmissão é pelo canal do Acessa BH no Youtube
O quarto debate será marcado por uma live de artistas, com relatos e experiências sobre o cotidiano acerca das vivências da pessoa com deficiência. A última roda de conversa será exibida no dia 17 de outubro, segunda-feria, às 19h, e contará com mediação de Brisa Marques, artista, escritora, letrista e jornalista, e as convidadas Brenda Artigas, artista surda e negra (integrante do grupo Signatoris) e Renata Mara, docente, pesquisadora e psicóloga com pouca visão. O acesso é pelo pelo canal do Acessa BH no Youtube.
Caixa Preta e Lágrimas da Floresta terão apresentações presenciais em Belo Horizonte
O Teatro Raul Belém Machado será casa das apresentações presenciais do Acessa BH em seu último mês de apresentações. Além de abrir as portas para a estreia do espetáculo AVE, o local também será palco de montagens realizadas pelas Companhias Sapos e Afogados e Cia Ananda de Dança Contemporânea.
O espetáculo Caixa Preta da Companhia Sapos e Afogados vai ser apresentado no dia 21 de outubro, sexta-feira, às 20h. A montagem é uma abertura para a compreensão e transformação da realidade. A apresentação do Sapos e Afogados se perpetua como um objeto, uma situação a se atravessar, um som, uma metáfora delirante sobre o que é fazer teatro e o que acontece nesse espaço em que se atravessa. O grupo foi formado em 2002 por meio do trabalho da atriz Juliana Barreto nas oficinas de teatro, em Centros de Convivência da Rede Pública de Saúde Mental de Belo Horizonte. Desde então, os atores, usuários deste serviço, desenvolvem pesquisa na área teatral e audiovisual. Segundo Juliana, este trabalho não só instaura outro espaço de expressão para os cidadãos em sofrimento mental, como também faz operar outra lógica de criação e experimentação no campo das artes cênicas, pelo então sujeito denominado louco.
Destacando o mês das crianças, a Companhia Ananda de Dança Contemporânea apresenta o espetáculo sensorial Lágrimas da Floresta. A apresentação infantil é inspirada em contos indígenas, no qual o público é convidado a vivenciar, de olhos vendados, uma missão: salvar uma floresta devastada. No dia 22 de outubro, sábado, a apresentação ocorrerá em 2 sessões, uma as 10h e outra as 16h, destinada a faixa etária dos 7 aos 14 anos. As sessões têm capacidade para 40 crianças.
A Companhia Ananda de Dança Contemporânea foi fundada em 2017 pela dançarina e coreógrafa Anamaria Fernandes e possui múltiplas atividades, tais como: espetáculos de dança contemporânea, oficinas temáticas, formações, palestras e criações de filmes.
Para Daniel Vitral, um dos idealizadores do Festival Acessa BH, é relevante destacar a acessibilidade no cenário artístico, tanto ao público infantil como de outras faixas etárias. “Apresentações literárias e teatrais evidenciam ainda mais uma temática que deveria ser pauta há muito tempo, seja ela direcionada às crianças como aos adultos. Esse crescimento tem sido considerável, o que evidencia ainda mais as atrações para o qual o Festival Acessa BH é voltado”, destaca.
Dos palcos do Theatro Municipal de São Paulo para as telas do Acessa BH
No dia 27 de outubro, quinta-feira, às 20h, é a vez de Mona Rikumbi abrilhantar a programação do Festival. A atriz, poeta, performer e modelo é ativista nas questões raciais, de gênero, de manutenção das tradições africanas e no protagonismo dos artistas com deficiência e na moda acessível. Além disso, é a primeira mulher negra e cadeirante a atuar no Theatro Municipal de São Paulo.
A artista apresentará o monólogo, Salve a Força Dos Ventos, acompanhada pelo percussionista Adetayo Ariel. De natureza étnica Bantu e textos autorais, a performance traz a perspectiva da cura, onde de forma lúdica "Matamba", Divindade Afro Bantu, leva para longe, com seus Ventos, todo mal do mundo. O acesso é pelo pelo canal do Acessa BH no Youtube.
Programação - Espetáculos online – disponíveis em www.youtube.com/AcessaBH
01/10 – 20h – Ah, se eu fosse Marylin! – Edu O. (BA)
04/10 – 20h – Motus – Congresso Internacional do Medo – Cia Ananda (MG)
06/10 – 19h - Live com artistas
João Paulo Lima, Anamaria Fernandes e Juliana Saúde
Apresentação Brisa Marques
07/10 – 20h - A Corda em Si (SC)
08/10 – 16h - DoroTEA - A Peixinha Autista – Bruno Grossi (MG)
11/10 – 20h – N’Otro Corpo – João Paulo Lima (CE)
12/10 – 16h – O Pequeno Príncipe - Cia Fluctissonante (PR)
13/10 – 20h – Frida - Vanessa Cornélio (SP)
17/10 – 19h - Live com artistas
Giovanni Venturini, Vanessa Cornélio e Mona Rikumbi
Apresentação Brisa Marques
24/10 – 20h – Ave – Cia Ananda e Sapos e Afogados
25/10 – 20h - A Não Ser - Giovanni Venturini (SP)
26/10 – 20h – Cartas para Irene - Oscar Capucho (MG)
27/10 – 20h - Kiuá Matamba – Salve a Força dos Ventos - Mona Rikumbi (SP)
29/10 – 16h - A Chuva é importante - Lucas Ramon (MG)
31/10 – 20h – Húmus – Coletivo. Direção Renata Mara (MG)
Programação – Espetáculos presenciais
21/10, sexta-feira, às 20h: Caixa Preta (Sapos e Afogados) no Teatro Raul Belém Machado
22/10, sábado, às 10h e 16h: Lágrimas da Floresta (Cia Ananda) no Teatro Raul Belém Machado - Espetáculo sensorial. Capacidade reduzida, 40 crianças por sessão (07 a 14 anos)
23/10, domingo, às 19h: Ave (Cia Ananda e Sapos e Afogados) no Teatro Raul Belém Machado - Sessão seguida de roda de conversa com artistas
Programação – Atividades formativas online
Debates no canal do www.youtube.com/AcessaBH
Debate 3 - Como os cegos leem
Quando: Dia 05/10, quarta-feira, às 19h
Muito além do braille: como a tecnologia tornou a literatura mais acessível e interessante às pessoas com deficiência visual. Tecnologia assistiva: sistemas operacionais, aplicativos e leitores de tela.
Carla Mauch – Pedagoga, pesquisadora de educação inclusiva e coordenadora-geral da organização Mais Diferenças — Educação e Cultura Inclusivas
Marcos Lima - Jornalista, palestrante, youtuber
Mediação: Cleide Fernandes – Bibliotecária na Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e audiodescritora
Debate 4 - Encontro com Artistas
Quando: Dia 19/10, quarta-feira, às 19h
Artistas com deficiência compartilham suas experiências
Brenda Martins – Atriz surda e negra. Integrante do Grupo Signatores, grupo composto por atores surdos
Renata Mara – Artista de dança, docente, pesquisadora e psicóloga com baixa visão.
Mediação: Brisa Marques – Artista, escritora, letrista e jornalista
Oficinas
Oficina #ForadaCaixa - Acessibilidade Criativa para Projetos Culturais
Ementa: A oficina tem como objetivo inspirar e desenvolver estratégias criativas de acessibilidade para projetos culturais alinhados aos fundamentos técnicos da área. Inicialmente, serão apresentados os fundamentos da acessibilidade comunicacional, do Desenho Universal e dos princípios da acessibilidade criativa e artística. Em seguida, será construída uma demonstração de proposta acessível para um projeto cultural imaginário. As aulas serão conduzidas mesclando a teoria com o relato de experiências.
Ministrante: Andreza Nóbrega
Doutoranda em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC com pesquisa envolvendo a pedagogia do teatro, a inclusão e a formação de espectadores sob a orientação do Dr Flávio Desgranges. É mestra em educação com enfoque na Educação Inclusiva (UFPE), especialista em audiodescrição (UFJF), graduada em Licenciatura em Educação Artística, com habilitação em Artes Cênicas (UFPE). É atriz, audiodescritora, professora da rede pública de ensino e produtora cultural. Coordenadora da VouSer Acessibilidade, é idealizadora de ações formativas e inclusivas nos projetos: Festival Conectação, Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco, Experiri Lab de Artista, Cine Às Escuras: Mostra Erótica de Cinema Acessível, do Cineclube VouVer Filmes, Conectação Teatro e LABAcessibilidade Artística e Criativa.
Número de vagas: 30 vagas por turma
Público alvo: Artistas, produtores, gestores culturais, arte-educadores, profissionais da acessibilidade e interessados em geral.
Pré-requisito: É necessário que os alunos possuam computador ou celular com acesso à internet, áudio e vídeo. No caso de acesso pelo celular, é necessário ter instalado o aplicativo Zoom.
Cronograma Turma 3
Período de inscrição: 12 de setembro a 12 de outubro
Divulgação dos alunos selecionados: 14 de outubro
Datas das aulas: 18 e 20 de outubro
Horário das aulas: das 19h às 22h
Serviço: Apresentações presenciais: Ingressos gratuitos, disponíveis nas bilheterias dos teatros, 1 hora antes de cada espetáculo.
Endereços:
Teatro Wanda Fernandes – Galpão Cine Horto
Rua Pitangui, 3613 – Horto – Belo Horizonte/MG
Espaço Cênico Yoshifumi Yagi - Teatro Raul Belém Machado
Rua Leonil Prata, s/n - Alípio de Melo – Belo Horizonte/MG
Programação online: gratuita no Youtube www.youtube.com/AcessaBH
Inscrições gratuitas para os debates, oficinas e mostra de processo: https://acessabh.com.br/inscricoes/
Acessibilidade:
Espetáculos presenciais: Acessibilidade física, Audiodescrição e Libras
Espetáculos online: Audiodescrição, Libras e Legendas
Debates, lives e oficinas online: Libras e Audiodescrição. *Na live da Escola de Gente, realizada em 19/09, haverá Libras, legenda e audiodescrição em canal fechado.
Mais informações sobre o evento: https://acessabh.com.br
O “Festival Acessa BH” é realizado por Lais Vitral e Vitral Bureau Cultural, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com o patrocínio da MGS, e patrocínio da Vallourec e do Instituto Unimed-BH através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O “Seminário Acessa BH” é realizado por Lais Vitral e Vitral Bureau Cultural, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Foto: NeiLIma
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