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A música como agente formador

Série de recitais Jovem Músico BDMG abre as cortinas para músicos em formação

Seja em casa, na escola ou em instituições musicais, a música tem comprovadamente um importante papel de formação na sociedade. Como é o caso de Flávio Marcionilho, natural de Nova Serrana, Minas Gerais, e que foi despertado para o fazer musical aos 12 anos, por influência da mãe.

Quando jovem, a sua mãe sempre teve vontade de aprender violão. Porém, devido, principalmente, a dificuldade de transporte, não conseguiu dar continuidade às aulas. “Certo dia mexi no guarda-roupa dela e encontrei o seu violão. Demonstrei interesse, perguntei sobre o instrumento e ela me ensinou uma música bem simples, com quatro acordes e um padrão de dedilhado”, conta Flávio.

A família Marcionilho logo percebeu a aptidão do músico e o levou para fazer aulas. Seu talento e interesse pela música transbordaram os limites da sua cidade natal e, atualmente, o violonista cursa bacharelado na UFSJ. “Minha mãe sempre me escutou e continua me escutando quando estou preparando um repertório ou apenas estudando. Ela vai a todas as apresentações e, por mais engraçado que seja, ela sempre me dá dicas para as roupas que uso nos concertos”, explica.

Inclusive, no dia 1º de outubro, a senhora Vera vai dar palpites no figurino de Flávio, já que ele participará do terceiro recital da série de apresentações Jovem Músico BDMG, às 19h30, na Sala Juvenal Dias, do Palácio das Artes. Além de Flávio, também se apresentarão Marcelo Rodrigues (violão), Robert Willian Gomes (canto), Emília Carneiro (clarineta) e Cordélia Souza (violoncelo).

Muitas histórias se assemelham a de Flávio, que encontrou na música um direcionamento para a sua vida pessoal e profissional. “Acredito que a música tem esse papel transformador na vida de todos que a encaram mais profundamente, seja aprendendo quatro acordes para tocar com a família, ou tocando uma peça complexa. Ela te ensina sobre respeito, paciência, inteligência emocional, autocontrole, além de te levar a lugares impossíveis de se imaginar”, afirma o violonista.

Os músicos que se apresentarão no recital desta próxima terça-feira, 1º de outubro, foram selecionados por uma comissão julgadora formada por Carlos Aleixo, professor da UFMG, mestre pela Shenandoah University Conservatory e doutor pela mesma instituição; Cenira Schreiber, instrumentista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e professora de piano da Escola de Música da UEMG, mestre e doutora pela Shenandoah University; e Rubner Abreu, músico formado pela Fundação de Educação Artística (FEA), idealizador do Grupo de Improvisação Instrumental da FEA, onde também atuou como diretor artístico e, atualmente, é professor, coordenador pedagógico e diretor artístico do grupo Oficina Música Viva.

Foto:Marcelo Rodrigues

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