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Galpão Cine Horto estreia “Bagunça”, espetáculo musical de rua, que tem no elenco 23 atrizes e atores, mais a direção da multiartista Marina Viana
Trabalho inédito marca retorno do Oficinão, projeto mais antigo do centro cultural do Grupo Galpão, dando continuidade às comemorações de 25 anos do espaço
Marcando a comemoração de seus 25 anos de atividades ininterruptas, o Galpão Cine Horto retoma um dos mais importantes projetos de sua história: o Oficinão. Tendo movimentado a cena teatral mineira nos anos 1990, 2000 e 2010, o Oficinão se consolidou ao reunir, a cada edição, elencos formados por artistas com experiências diversas (de estreantes a veteranos), com produção do Cine Horto e sob a direção de nomes convidados pela casa.
Em sua retomada, depois de mais de meia década suspenso, o Oficinão ganha a direção de Marina Viana, uma das artistas mais atuantes do teatro feito hoje em Belo Horizonte, com passagem por diversos coletivos e, ela mesmo, já tendo participado de uma das edições anteriores do projeto como atriz (“Quando o Peixe Salta”, dirigido em 2006 por Fernando Mencarelli e Rodrigo Campos). BAGUNÇA, peça que resulta do Oficinão 2023, estreia na sexta-feira, dia 6 de outubro, às 20h. O espetáculo de rua, com acesso gratuito, tem como ponto de partida o Galpão Cine Horto.
Comandando um elenco de 23 atrizes e atores, Marina Viana reforça, com BAGUNÇA, o elo do Galpão Cine Horto com o Teatro 171 (espaço que tem Viana como uma das gestoras) e com a região Leste de BH. Além de mergulhar na temática da música popular, recorrente em sua obra, Viana aprofunda, em sua BAGUNÇA, pesquisas que vem desenvolvendo há mais de uma década a partir das linguagens do Cabaré político mexicano, do Teatro Fanzine (termo cunhado pela própria diretora, que une a tradição brasileira do Teatro de Revista ao aspecto marginal e aficcionado das Fanzines) e da Plagicombinação (procedimento criado pelo compositor Tom Zé, relacionado a processos de colagem, pastiche e intertextualidade).
Nada poderia ser mais simbólico, neste momento de celebração da história do Galpão Cine Horto, do que o percurso traçado por este cortejo cênico musical, que parte da sede do Cine Horto, na Rua Pitangui, em direção ao Teatro171, a poucas quadras de distância, na rua Capitão Bragança. Nesta curta caminhada estão anos e anos de história do teatro mineiro, carregada de um vínculo fortíssimo existente entre este centro cultural de 25 anos com diferentes gerações de artistas da cena teatral belorizontina que pelo Galpão Cine Horto passaram e, no Cine Horto, por meio de seus variados projetos e ações socioculturais, se formaram.
O Teatro 171, integrante deste corredor cultural da Região Leste, não deixa de ser um dos filhos do Cine Horto, os artistas gestores do espaço, como a própria Marina, atravessaram os mais diversos projetos da casa, e na grande equipe do Oficinão, no grande elenco desta BAGUNÇA, se encontram e reencontram jovens e veteranos, filhos pródigos de volta ao lar, de volta às ruas deste Horto conhecido por suas escancaradas vulnerabilidades sociais, ou a meninada que pela primeira vez caminha por aí, deixando rastros de alegrias juvenis e esperanças musicais. O Cine Horto celebra seus primeiros 25 anos consciente de uma história já construída, de um legado já consolidado, de um presente de vitalidade criativa e da certeza dos frutos futuros.
SINOPSE: Era pra falar de música brasileira. Mas virou BAGUNÇA. Um arqueólogo/ fotógrafo freelancer de uma revista estrangeira recebe a ajuda de um gari brasileiro na busca por um artefato do passado: a Juca Caixa, uma Jukebox ancestral que, através da música, pode nos revelar algo sobre nossa identidade. Que tipo de música toca hoje nos bares da Região Leste de Belo Horizonte? Que tipo de música toca, hoje, a alma do povo brasileiro? Existe um povo brasileiro? BAGUNÇA, através da música, canta, conta e reconta nossa história.
SOBRE O OFICINÃO
O Oficinão é um dos projetos mais importantes nestes 25 anos de história do Galpão Cine Horto. Sua primeira edição aconteceu justamente no ano em que o centro cultural abriu suas portas, em 1998. É um projeto de reciclagem e aprimoramento para atores com diferentes experiências profissionais.
O Oficinão também investe na profissionalização dos atores, orientando-os a gerirem seus projetos artísticos e envolverem-se com a criação e a execução de cenário, figurinos, maquiagem e iluminação. O projeto é gratuito e seleciona atores todos os anos, mediante edital, análise de currículo e atividades práticas.
Tradicionalmente, durante os meses de realização do projeto, um artista convidado pelo CIne Horto para assumir a direção e os profissionais convidados compartilham suas experiências com os atores selecionados por meio de um edital, unindo pesquisa e treinamento à criação artística. Partindo da pesquisa em um tema ou linguagem específica, o projeto resulta na montagem de um espetáculo.
As seis primeiras edições do projeto foram dirigidas por atores do Grupo Galpão. Posteriormente, diretores parceiros de trabalho do grupo foram convidados a conduzir o processo. Em 2017 o projeto realizou sua última edição até agora, tendo sido suspenso, principalmente, pelas dificuldades financeiras que impuseram obstáculos para sua realização. A retomada do Oficinão é a cereja do bolo nas comemoração dos 25 anos do Galpão Cine Horto. Traz a esta festa um sabor de resistência, de resgate de nossa história e de caminhada pra frente.
SOBRE MARINA VIANA
Marina Viana é atriz, dramaturga e diretora teatral graduada no curso de Artes Cênicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com habilitações em Licenciatura e Bacharelado em Interpretação Teatral desde 2005. É integrante dos Grupos: Mayombe Grupo de Teatro, Teatro 171, Cia Primeira Campainha, e é colaboradora de vários outros coletivos da cidade de Belo Horizonte (MG). Tem uma banda, já publicou Zines, realiza prêmios e faz cabarés. Posou como modelo vivo na Escola de Belas Artes para ajudar no orçamento da casa. Escreve manifestos e plagicombina canções alheias.
SOBRE ANDRÉA RODRIGUES
Graduada em Teatro (2016) pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA UFMG). Integra o coletivo segundaPRETA e a Cia.Bando que trabalha a linguagem da contação de histórias enquanto investiga o teatro para as infâncias. Atua nas áreas de teatro, roteiro, direção e arte educação, além de participar de diversas frentes culturais e artísticas em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Como atriz, trabalha tanto em teatro quanto em audiovisual. Seus interesses de pesquisa giram em torno do comportamento humano e das relações sociais, com foco nas áreas de história, arte e cultura.
SOBRE YASMINE RODRIGUES
Yasmine Rodrigues é paulistana, criada no interior de MG. É atriz, produtora, iluminadora e trabalha com mídias sociais. Formou-se na Escola de Teatro PUC Minas (2018), no Curso Técnico de Artes Circenses do CICALT/Plug Minas (2021) e em Iluminação Cênica no CEFART (2022). Atualmente, é amarra-cachorro da Cia Circunstância, produtora do Grupo Atrás do Pano e além de ocupar o Espaço Comum Luiz Estrela, também trabalha em diversos grupos de teatro e circo na cidade de Belo Horizonte-MG, e em alguns festivais de artes cênicas em Minas Gerais.
SOBRE TATÁ SANTANA
Tatá Santana é diretor musical, compositor, ator, preparador vocal e arte-educador. Bacharel em Interpretação Teatral pela UFMG. É integrante do Grupo Oriundo de Teatro desde 2010 e arte-educador na área da saúde mental em Belo Horizonte desde 2021. Dentre os diversos trabalhos, destacam-se mais recentemente a direção geral do espetáculo “Matias e a estrada infinita do tempo” da Cia Bando, a direção musical e a composição das músicas originais de “Elefanteatro”, do Pigmalião Escultura que mexe, a preparação vocal de “Xirê, a saga do menino rei” do Grupo Morro Encena, a orientação vocal do espetáculo "Senta que o leão é manso" com direção de Kelly Crifer e Getúlio Ramalho, a curadoria do Primeiro Festival Online de Teatro Negro da UFMG junto de Aline Vila Real e Rikelle Ribeiro, a criação da trilha sonora do espetáculo “Errantes” do Grupo Teatro Público, a direção musical e trilha sonora do espetáculo infanto-juvenil "Eu esperei o ano inteiro pelo meu aniversário" do Grupo Oriundo de Teatro com direção de Antonio Hildebrando, a direção musical do espetáculo de formatura do Teatro Universitário da UFMG em 2019 e a preparação vocal e criação da trilha sonora do espetáculo “Ainda Vivas” do Grupo Nóis de Teatro, de Fortaleza/CE.
SOBRE ELI NUNES
Eli Nunes nasceu, vive e atua em Belo Horizonte, Minas Gerais. Trabalha desde 2008 no campo das artes, transitando e se aventurando por diferentes linguagens como as artes cênicas, visuais e a poesia. Se graduou em Dança - Licenciatura na UFMG em 2019 e hoje integra coletivos como a Academia Transliterária e o elenco do Cabaré das Divinas Tetas com sua figura Drag, Lili Bertas. Artista negre e trans, que tensiona questões sociais, políticas e identitárias que são atravessadas por gênero, raça e saber popular, aspectos que direcionam seu fazer artístico.
FICHA TÉCNICA - ESPETÁCULO BAGUNÇA/OFICINÃO 2023
Direção: Marina Viana
Assistência de direção: Yasmine Rodrigues
Colaboração cênica: Guilherme Morais e Henrique Limadre
Dramaturgia: Elenco Oficinão 2023, Andréa Rodrigues, Marina Viana
Assistentes de Dramaturgia: Ariana Santos, Arthur Barbosa, Cora Rufino, Erika Rohlfs, Efigênia Maria, Jefferson Alda, Matheus Gepeto, Rafaela Cappai
Direção musical: Tatá Santana
Direção corporal: Eli Nunes
Atuação: Ana Cecília, Ariana Santos,Arthur Barbosa, Cora Rufino, Débora Rocha, Denise Leal, Efigênia Maria, Erika Rohlfs, Gabi Dominguez, Gustavo Faraco, Janaína Starling, Jefferson Alda, Letícia Angelo, Matheus Gepeto, Nádia Fonseca, Patrícia Diniz, Rafael Souza, Rafaela Cappai, Sol Markes, Suzana Cruz, Tchelly Souzza, Vaninha Black
Figurino: CRAVA Ateliê
Coordenação de Figurino: Clarice Rena
Assistente de Figurino: Davy Gea, Fátima Regis, Gi Moraes e Izadora (Participantes do Núcleo de Pesquisa em Figurino Galpão Cine Horto), Efigênia Maria, Gabi Dominguez, Padi, Eli Nunes
Coordenação Núcleo de Pesquisa em Figurino: Camila Morena
Cenografia: Sophia Alberti, Lidia Silva, Daniele Serqueira e Caroline Gomes (Participantes do Núcleo de pesquisa em Cenografia do Galpão Cine Horto)
Assistentes de cenografia: Sophia Alberti, Lidia Silva, Daniele Serqueira, Caroline Gomes, Cora Rufino
Orientação Cenográfica: Luiz Dias
Bonecos: Cora Rufino
Coordenação de produção: Ana Cecília
Produção executiva: Ju Abreu e Nathan Coutinho
Assistente de produção: Vaninha Black, Bruna Aranha e Kami Soares
Mídias sociais: Cora Rufino, Janaína Starling, Rafaela Cappai, Sol Markes e Vaninha Black
Iluminação e sonorização: Rodrigo Marçal e Wellington Santos
Assistentes de iluminação e sonorização: William de Paulo Cardoso e Jailton dos Santos Cruz
Equipamento de som e luz: Prisma Soluções Cênicas
Operacional: G F Segurança
Alimentação: Restaurante Cantinho da Sorela
Agradecimentos: Às 44 participantes da oficina teste. Ademar, Alan Rodrigues, Bar da Rita, Barbearia Jamaica, Bernardo Gondim, Bruna Aranha, Camilo Lélis, Carolina Gommes, Chico Pelúcio, Cia Circunstância, Edifício Lume, Espaço Aberto Pierrot Lunar, Espaço Comum Luiz Estrela, Estação Bar, Galpão Cine Horto, Grazi, Grupo Galpão, Gruta!, Hugo Araújo, Lydia Del Picchia, Maria, Marcelo Veronez, Marcos Coletta, Maria, Carolina Gommes, Marina Arthuzzi, Megera, Rita, Roque, Rosilda Figueiredo, Sabará, Sacolão ABC, Selvática Produções, Simião Saimon, TEATRO 171, Teatro Mobs/PBH, Vinícius, Zezinho, vizinhança e moradores do entorno do Teatro 171.
EQUIPE GALPÃO CINE HORTO
Direção Geral | Chico Pelúcio
Conselho Executivo | Beto Franco, Chico Pelúcio, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia e Simone Ordones
Coordenação Geral e Gerência Executiva | Laura Bastos e Samira Ávila
Coordenação de Produção e Planejamento | Bernardo Gondim
Assistente de Planejamento e Projetos | Tânia Araújo
Coordenação Técnica | Orlan Torres (Sabará)
Técnico | Akner Gustavson
Coordenação de Comunicação | Bramma Bremmer
Assistente de Arte e Design | Frederico Rocha
Assistente de Audiovisual | Alice Del Picchia, Ítallo Vieira e Pedro Lanna
Assistente de Conteúdo e Redes Sociais | Henrique Perez e João Santos
Assessoria de Imprensa | Bramma Bremmer, Henrique Perez e João Santos
Coordenação Administrativo-Financeiro | Maria José dos Santos
Assistente Administrativo-Financeiro | Nádia Fonseca
Coordenação Operacional e Programação | Marina Arthuzzi
Assistente Operacional | Alan John Rodrigues
Auxiliar Administrativo | Leandro Dias
Serviços Gerais | Juarez Pereira e Luciene Benedita Santos Pedro
Assessoria Contábil | Wellington Dartagnan dos Reis • WDR – Contabilidade & Assessoria Ltda.
Assessoria Financeira | Artmanagers
CURSOS LIVRES
Coordenação Pedagógica | Lydia Del Picchia
Coordenação Pedagógica dos Cursos, Oficinas e Projetos Especiais | Fábio Furtado
Equipe Pedagógica dos Cursos, Oficinas e Projetos Especiais | Camila Morena, Fábio Furtado, Gláucia Vandeveld, Juliana Martins, Kelly Crifer e Letícia Castillo
Coordenação Pedagógica dos Núcleos de Pesquisa | Camila Morena da Luz
Equipe Pedagógica dos Núcleos de Pesquisa | Anderson Feliciano, Camila Morena da Luz, Gláucia Vandeveld, Luiz Dias, Rodrigo Marçal, João Dumans e Vinícius Souza
Equipe Pedagógica Núcleos Juventudes| Marilda Cordeiro, Clebin Quirino e Evandro MC
Produção Local Núcleos Juventudes | Henrique Pheniato
Secretaria de Cursos | Elis Marques
PROJETO SOCIOCULTURAL CONEXÃO GALPÃO
Coordenação | Clara Bastos
Atores-monitores | Margareth Cardoso Serra, Júlio Cesar A de Souza, Pablo Vinícius B Siqueira, Larissa Ribeiro e Clara Bastos (stand by)
CENTRO DE PESQUISA E MEMÓRIA DO TEATRO (CPMT)
Coordenação | Marcos Coletta
Bibliotecário | Tiago Carneiro
Estagiária | Evelyn Bragança
Instituto Unimed-BH
O Instituto Unimed-BH completa 20 anos em 2023. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentar a economia criativa, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou mais de R$ 170 milhões por meio das leis de incentivo municipal e federal, fundos do idoso e da criança e do adolescente, com o apoio de mais de 5,3 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. No último ano, mais de 9,3 mil postos de trabalho foram gerados e 1,6 milhão de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
SERVIÇO
6, 7 e 8 [sexta a domingo] e 12, 13, 14 e 15 [quinta a domingo] de outubro às 20h
Espetáculo de rua - Acesso gratuito
Local: Ponto de encontro no Galpão Cine Horto. Rua Pitangui, 3613
Foto: Pedro Lanna
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