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Cine+10 encerra festival com concerto histórico, gratuito e em plena Praça Sete

Festival que comemorou 10 anos de reabertura do Cine Theatro Brasil Vallourec recebeu 40 mil pessoas em três dias de festival no coração da cidade

Um evento plural, inclusivo e vibrante, com a energia que sempre esteve presente neste equipamento cultural “entranhado” na Praça Sete, coração da cidade. Durante três dias, o Festival Cine+10, que celebrou os dez anos de reabertura do Cine Theatro Brasil Vallourec, dialogou com a cidade, valorizando artistas locais e abrindo espaço para diferentes linguagens e gêneros artísticos. Tudo acontecendo num ambiente de encontros, sem nenhuma ocorrência policial, com estrutura montada para o conforto de quem assistiu, e com acústica e estrutura adequadas para quem se apresentou.

Cerca de 40 mil pessoas conviveram pelos espaços internos e arredores do Cine — três palcos foram montados no quarteirão fechado da rua Carijós e na Praça Sete. Dentre as mais de 50 atrações gratuitas que fizeram a alegria de públicos das mais diferentes idades e perfis houve visitas à exposição “10 anos em 10 atos” no foyer de entrada; mostra de filmes representativos da última década, com curadoria especial feita para a ocasião; espetáculos de teatro, circo, música, dança; uma instalação artística com a praça como protagonista; além de visitas guiadas com acesso a todos os andares do Cine Brasil.

Aliás, acessibilidade foi uma das características marcantes do festival, com todos os espetáculos contando com tradução em Libras, espetáculos teatrais com audiodescrição, uma sessão de cinema especial para acolher crianças com autismo ou com distúrbios sensoriais, um ponto de encontro com monitores para auxiliar pessoas com deficiência e um espaço reservado para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

“Queríamos presentear a cidade com um evento que fosse a cara do Cine Theatro Brasil Vallourec. Que fosse democrático e que mostrasse a importância desse espaço na vida da cidade. Além da requalificação física do Cine, sempre nos preocupamos com uma ocupação que valorizasse expressões artísticas diversas”, diz a gerente de ação cultural do Cine Brasil, Sandra Campos.

Com uma tradição mundialmente conhecida e já incorporada ao patrimônio cultural das cidades, 20 artistas de rua de BH protagonizaram cenas memoráveis durante o festival. Palhaços, malabaristas, violonistas, dançarinos e performers trouxeram a alegria da arte urbana para o palco, arrancando aplausos de velhos e novos públicos.

Na rua Carijós, espetáculos que já fazem parte da história do teatro mineiro voltaram aos palcos para o entusiasmo da plateia. O ator Carlos Nunes tirou do público boas gargalhadas com a peça Como Sobreviver a festas e recepções com buffet escasso. Com humor, os reconhecidos Ilvio Amaral e Maurício Canguçu ocuparam o palco com a peça Acredite, um espírito baixou em mim, arrancando mais risos da plateia, como também fizeram Kayete e Guilherme Oliveira com Gua-ra-pa-rir. No Grande Theatro Unimed-BH, um concerto didático de Pedro e o Lobo, do Grupo Giramundo, com a Orquestra Jovem de Belo Horizonte. Quem passou pelo festival também dançou ao som da Orquestra BIOS e do Belina Orkestar, cantou em coro com a Daparte e sambou com a Adriana Araújo.

Para o curador do Cine+10, Rafael Araújo, a proposta de atrair públicos diversos para a Praça Sete mostrou que essa conexão do Cine Brasil com públicos diversos é o que faz um espaço se tornar vivo e em movimento.

“Não poderíamos ter resultado melhor. A intenção do Cine Brasil agora é fazer festivais anuais. A gente ainda não sabe ao certo como será, mas o nome já está cravado: Viva a Praça Sete”, afirmou Araújo.

Com curadoria do GUAJA, a economia criativa trouxe para o festival produtos de empreendedores locais, gerando novas oportunidades de negócios para as 30 marcas que marcaram presença no evento.

Uma praça iluminada com cores, laser e instalação artística surpreendeu os belorizontinos. À noite o pirulito ganhou néon, assim como toda a Praça Sete que se coloriu de rosa, criando uma experiência única e memorável, com “Paisagens Digitais” do arquiteto e artista digital Homem Gaiola.

Para encerrar o festival Cine+10, o compositor e multi-instrumentista, Marcus Viana, acompanhado do Sagrado Coração da Terra e Transfônica Orkestra celebrou o evento junto ao público com o “Concerto Viva a Praça Sete”. Carros deram lugar a cadeiras para o público aplaudir e reverenciar a cultura pulsante da cidade que passa por esse espaço tão icônico que é o Cine Brasil Theatro Vallourec.

Foto: Léo Lara

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