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NOITE URUGUAIA une Orquestra Sinfônica a músicas e danças tradicionais uruguaias

Maestro convidado Ariel Britos, cantora Maia Castro, músicos uruguaios e bailarinos apresentam tango, milongas e candombe para celebrar aniversário da independência do Uruguai

Em edição especial da série Sinfônica em Concerto, no dia 28 de setembro, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta o programa Noite Uruguaia. Com regência do maestro convidado Ariel Britos, a apresentação comemora o 194º aniversário da independência do Uruguai, trazendo músicas do repertório popular do país arranjadas especialmente para a OSMG. Além da musicalidade uruguaia, o concerto contará com a participação de convidados muito especiais: a cantora Maia Castro, o bandoneonista Leonel Gasso, a percussionista Fernanda Bértola e o pianista Horacio di Yorio, além dos bailarinos de tango Guillermo Puentes e Victoria Cocchiararo. Esse evento tem correalização da Appa – Arte e Cultura.

Com a proposta de mesclar no repertório tanto a música popular uruguaia, que conta com o tango, candombe e milongas, quanto composições autorais dos artistas que integram o concerto, a apresentação contou uma espécie de direção artística do maestro convidado Ariel Britos para organizar um programa tão rico. “Conseguimos trazer obras originais para orquestra, como Toccata, de Héctor Tosar, além de canções tradicionais uruguaias adaptadas para a OSMG”, conta o maestro. “No palco estarão presentes grandes artistas e vamos apresentar, também, versões especiais de músicas de alguns deles, pensadas especialmente para a Orquestra”, explica.

Trabalhando pela primeira vez com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o maestro concilia artistas e obras de estéticas diferentes no processo criativo. “Essa está sendo uma experiência muito interessante, porque a OSMG é muito disciplinada e versátil, capturando rapidamente a magia da música uruguaia”, exalta o maestro. “Utilizar os instrumentos orquestrais sem desvirtuar a essência e o ritmo dos instrumentos tradicionais é sempre um desafio, já que muitas das músicas não trazem instruções de como tocar”, avalia.

A voz que acompanha a OSMG é de Maia Castro, cantora uruguaia que possui cinco discos solos com composições próprias de estilos tradicionais e ritmos folclóricos rio-platenses. Junto à sonoridade do bandoneón – instrumento musical de palhetas livres semelhante a um acordeão – tocado pelo músico convidado Leonel Gasso, a cantora interpreta canções autorais, além de composições do próprio Leonel e do pianista Horacio Di Yorio. Já a percussionista Fernanda Bértola se integra, no concerto, ao naipe de percussão da OSMG com instrumentos tradicionais para unir os ritmos uruguaios à música erudita.

Ponte sul-americana – A noite terá início com o hino nacional brasileiro, seguido pelo hino nacional do Uruguai. A escolha foi minuciosa, já que para o maestro Ariel a aproximação entre as duas culturas é fundamental. “Tanto o Brasil quanto o Uruguai são sul-americanos e possuem raízes africanas, que compõem o tronco das músicas tradicionais”, associa. “No repertório estão canções que não precisam de explicação, porque assimilamos seu significado apenas ao ouvi-las”.

No geral, os artistas uruguaios que integram o concerto são jovens, o que, para Ariel, contribui para a aproximação do público não só da cultura tradicional, mas também da música erudita. “Não estamos formando apenas o público do futuro, mas, esteticamente, estamos formando também pessoas que vão conhecer a versatilidade da música orquestral e passarão a se interessar pela música e pela dança uruguaias”, evidencia.

Sinfonia para bailar – O Tango, com surgimento datado no século XIX nos subúrbios de Buenos Aires, será interpretado não só na música, mas na dança dos bailarinos uruguaios Guillermo Puentes e Victoria Cocchiararo, alunos de graduação do Curso de Tango da Escola de Formação Artística do SODRE, em Montevidéu. Com coreografia de María Inés Camou, o casal também dança os ritmos do Camdombe, originado a partir da chegada dos escravos da África ao continente Sul-americano; do Milonga, gênero musical cantado ao som do violão; e do Murga, manifestação presente no carnaval de diversas cidades espanholas, uruguaias, chilenas e argentinas.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Ariel Britos - Regente Convidado

O Maestro Ariel Britos é diretor e Fundador da Orquestra Juvenil do Serviço Oficial de Radiodifusão, Televisão e Entretenimento do Uruguai – SODRE e do Sistema de Orquestras e Corais Juvenis e Infantis do Uruguai. Foi nomeado pela UNESCO como Artista da Paz, reconhecido como Cidadão de Ouro pelo Centro Latino Americano de Desenvolvimento - CELADE e agraciado com o Prêmio San Felipe y Santiago da Junta Departamental de Montevidéu, por sua trajetória como músico e líder do movimento de inclusão social e desenvolvimento cultural através da música. Desde 2017 preside o programa Ibero de Orquestras Juvenis na Secretaria Geral Ibero-Americana. Lidera projetos na América e na Europa através dos quais desenvolve uma profícua tarefa tanto artística quanto pedagógica.

Maia Castro - Cantora

Maia Castro é uma das compositoras e intérpretes mais importantes do Uruguai, vinculada ao tango, à milonga e à música cidadã. Possui 5 discos gravados, 5 turnês europeias e diversas atuações no Uruguai, Argentina, Colômbia e Brasil, nas quais se destacam sua participação como solista convidada da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (2018), com a Orquestra Filarmônica de Montevidéu (2011-2017), a homenagem a Alfredo Zitarrosa no Estádio Centenário de Montevidéu em 2016 (onde compartilhou o palco com destacados artistas como Joan Manuel Serrat, Jorge Dexler) e suas apresentações no Auditóro Nacional do SODRE e Teatro Solís de Montevidéu.

Horacio Di Yorio - Pianista

Como pianista de música clássica, participou em várias audições, como no Conservatório Falleri Balzo, E.U.M e Aliança Francesa. Como tecladista e pianista de música popular e jazz acompanhou artistas como Gloria Gaynor, Ruben Rada, Popo Romano, Jorge Camiruaga. Tecladista e arranjador da Orquestra da Universidade Técnica do Uruguai, realizou vários arranjos para a Orquestra Juvenil do SODRE. Desde 2006 integra como pianista e arranjador o projeto de Maia Castro. Gravou mais de vinte álbuns e foi também produtor de dez deles. Álbuns como solista: "La vuelta de la victoria", e "Horacio Di Yorio: Alta definición", ganhador do prêmio Graffiti como "Melhor álbum de jazz" em 2016.

Leonel Gasso - Bandeonista

Bandeonista que transita pelo tango contemporâneo e pelo candombe. Começou a estudar música e bandoneon com seu pai, continuando sua carreira com diferentes professores do Uruguai e da Argentina, como Néstor Marconi, José Mosalini, Alberto Magñone, entre outros grandes nomes. É o primeiro uruguaio egresso da Orquestra Escola Emilio Balcare. Integrou projetos em diferentes formações de música popular; tocou como solista com a filarmônica de Montevideo (Uruguai) e com a Orquestra Sinfônica Eduardo Larbonois (Gran Canária). Tocou em duo com os violonistas Eduardo Larbanois e Julio Cobello. Participou de festivais de jazz junto a Paquito Rivera, e de tando em Punta del Este, Montevideo e Buenos Aires. Leonel tem dois discos gravados e viaja por diferentes continentes do mundo compartilhando sua arte.

Fernanda Bértola – Percussionista

Natural de Montevidéu (1976), iniciou seus estudos de percussão em Gotemburgo – Suécia, aos 18 anos. Aos 22 anos foi para Havana/Cuba, com uma bolsa de estudos do governo sueco para continuar os estudos de percussão Afro Cubana, na CNSEA Habana-Cuba. Retorna ao Uruguai, onde começa seu aperfeiçoamento no Candombe, além de percussão com professores relevantes como Eduardo Nilo, Nicolás Arnicho, Juanita Fernández, entre outros. Participou de apresentações da Orquestra Municipal de Montevidéu, bem como em vários Festivais como: Viña del Mar 2006 (Chile) com Erika Busch; Bicentenário à noite Libertária, representando o Uruguai nas celebrações de Quito Capital Cultural da América 2011 (Equador) com Erika Busch; Bienal Cultural Catalunha 2013 (Barcelona Espanha) com Latasónica.

Guillermo Puentes e Victoria Cocchiararo - Dançarinos

Guillermo Puentes e Victoria Cocchiararo são estudantes do curso de Tango das Escolas de Formação Artística do SODRE (Uruguai). No ano de 2018 foram selecionados para participar do espetáculo Identidades, junto à orquestra Sinfônica Juvenil do SODRE. Em 2019 para o espetáculo Tangazo, da Banda Sinfônica de Montevideo, em homenagem a Jaures Lamarque Pons, e no Festival Viva El Tango.

María Inés Camou - Coreógrafa

Bailarina, coreógrafa e professora. Atual coordenadora acadêmica do curso de Tango nas Escolas de Formação Artística do SODRE. Nascida em Montevideo, começou sua formação na Escola do SODRE e na Jofreey Ballet School, de Nova York. Iniciou sua carreira profissional no Ballet Nacional do SODRE, dando sequência no exterior, no Ballet internacional de Caracas, no Teatro Nacional de Munique – Alemanha, no Ballet Clasique de Paris, e no Ballet de Santiago – Chile. Foi professora assistente do maestro Julio Boca no Ballet Nacional do SODRE. Várias de suas obras têm sido premiadas em Concursos Coreográficos do CID-UNESCO (Estocolmo), MEC e AGADU (Uruguai), CAIP (Chicago). Desenvolve uma infinidade de projetos coreográficos vinculados ao Tango para Companhias de Ballet no Uruguai, Argentina, Brasil, EUA, na Orquestra Filarmônica de Montevideo, Orquestra Juvenil do SODRE, Conjunto de Música de Câmara do SODRE e do Trio Montevideo.

Foto: Alejandro Persichetti.

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