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Importantes personalidades da literatura integram a programação do FLI-BH

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, realiza nesta quinta-feira, dia 26, o segundo dia do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI-BH. Na programação, estão contação e narração de histórias, sarau, mesas, oficinas, encontro com ilustrador, encontro com autores e mostra de cinema.

Na parte da manhã, a partir das 9h, destaque para a contação de história “Memória do Mundo” com Édina Calegaro (SC), “Sarau da metamorfose especial – confraria de poetas de Belo Horizonte”, narração de histórias “O menino sabino” com a Cia Canta Contos (BH), a mesa “Tecendo fios de embaúba e pescando conhecimento: quando a imagem se torna escrita”, com Dona Liça Pataxoop e Kanatyo Pataxoop – mediada pela antropóloga italiana Cláudia Magnani.

A partir das 14h, as atividades começam com a narração de histórias “De lobo a bolo” com Samuel Medina (BH), a mesa “Além do olhar antropológico: quando a aldeia nos habita” com Aparecida Vilaça (RJ) e Ciça Fittipaldi (GO) – mediação de Tainah Leite (BH), o encontro “Autônomos, quando os bonecos tomam vida e contam histórias” com Agnaldo Pinho (MG), sarau com a Biqueira Cultural – Biblioteca Itinerante, o encontro com as autoras “Produção literária, representação popular e a convergência das mídias”, com Cidinha da Silva (BH) e Irís Amâncio (MG) – mediação Etiene Martins (BH) e o encontro com o ilustrador Edson Ikê (SP) sobre imagens e identidade.

Para fechar a programação do dia, na parte da noite, terá o encontro com o autor João José Reis (BA), que será mediado pela historiadora Heloísa Starling (BH), às 19 horas. João Reis é considerado um dos mais importantes historiadores do Brasil e referência mundial no estudo da história e da escravidão no século XIX. Já recebeu diversas distinções como o prêmio Jabuti de Melhor Obra, categoria Ensaio, em 1992, e o Prêmio Haring, da American Historical Association, em 1997. Ganhou ainda o Prêmio Casa de las Américas (Cuba) em 2012. E em 2017, o Prêmio Machado de Assis pelo Conjunto de Obras da Academia Brasileira de Letras.

O bate-papo “Território poéticos – A democratização do espaço urbano pelos movimentos literários” com Sérgio Vaz (SP) e mediação de Zi Reis (BH) e o espetáculo “Ode à esperança” do projeto Abrapalavra (BH), também estão entre as atrações.

Sobre o FLI-BH

Abordando a temática “Do Livro à Voz: Narrativas Vivas” e com curadoria da poeta Nívea Sabino e da ilustradora Marilda Castanha, o Festival Literário Internacional de Belo Horizonte apresenta ao público mineiro cinco dias de programação gratuita e diversificada. Até domingo, dia 29, serão ofertadas mais de 50 atrações, divididas entre palestras, rodas de conversa, oficinas, saraus, narrações de histórias, exposições, espaço literário, lançamentos de livros e sessões de autógrafos com escritores e escritoras independentes, mostra de cinema e literatura, biblioteca e intervenções urbanas.

Um destaque do Festival é a presença de grandes escritores, ilustradores, críticos e especialistas nacionais e internacionais. Do Brasil, estão participando, por exemplo, o escritor e historiador que é referência mundial sobre a história da escravidão no século XlX, João José Reis (BA), o poeta e artista visual Ricardo Aleixo (BH); a contadora de histórias Édina Calegaro (SC); o ilustrador Edson Ikê (SP); o poeta e agitador cultural Sérgio Vaz (SP); o escritor, roteirista e dramaturgo Marcelo Rubens Paiva (SP) e o autor de mais de cem livros infanto-juvenis, Ivan Zigg (RJ).

Do exterior a programação conta com a argentina Anabella López, ilustradora e escritora; Cláudia Magnani (Itália), antropóloga e professora de Literatura Italiana na Fundação Torino; a artista Cláudia Manzo (Chile); e com Silvia Castrillón (Colômbia), referência internacional em políticas públicas de leitura.

Nessa edição, o FLI-BH homenageia o poeta Adão Ventura (1939-2004), mineiro nascido em Santo Antônio do Itambé, e autor do clássico “A cor da pele” -  importante conjunto de poemas sobre o tema da negritude e do racismo. E faz menção honrosa a dois renomados escritores: a carioca radicada em Minas Gerais, Leda Maria Martins, e o mineiro do Vale do Rio Doce, Ailton Krenak.

As atividades principais concentram-se no Parque Municipal Américo Renné Giannetti (avenida Afonso Pena, 1377, Centro). As oficinas ocorrem no Parque e no Centro de Referência da Juventude (Praça da Estação, s/nº, Centro) e a Mostra de Cinema, no MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza).

Foto: Thaina Nogueira 

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