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Programa MINAS POCKET MÚSICA, da FCS, traz ao Palácio das Artes show intimista da cantora argentina MIMI KOZLOWSKI
Multiartista mineiro Marcelo Jiran também participa do show, mesclando ritmos tipicamente portenhos à musicalidade brasileira
Após empolgante show da uruguaia Malena Muyala, a argentina Mimi Kozlowski é a segunda cantora estrangeira convidada a se apresentar no Minas Pocket Música, Programa da Fundação Clóvis Salgado que reúne artistas nacionais e internacionais. Com o show intimista Vento da Memória, ela reúne canções da Argentina e de outros países da América do Sul, em repertório composto por tango, milonga, bolero, samba-canção, samba, tonada, zamba e valsa num encontro íntimo com o guitarrista Thomas Howard e o pianista e acordeonista Gabriel Levy. Por meio de histórias cantadas, Vento da Memória resgata a história sul-americana com canções de grandes compositores e poetas dos anos 1920 até os dias atuais, como Gardel, Piazzolla, Atahualpa Yupanqui, Simon Díaz, Chavela Vargas e uma especial da poetisa brasileira Cecília Meirelles.
Com as apresentações de Malena Muyala e Mimi Kozlowski, a Fundação Clóvis Salgado, por meio do programa Minas Pocket, promove um diálogo internacional entre músicos de Minas Gerais e artistas sul-americanos. Por meio dessa iniciativa, um intercâmbio de influências e experiências fortalece o vínculo que existe entre a música de Minas Gerais e as músicas produzidas no Brasil e nos países vizinhos.
Pela primeira vez no Palácio das Artes, mas já conhecedora de Minas Gerais, Mimi Kozlowski enxerga o povo mineiro com muito carinho. “Apresentar meu trabalho em Belo Horizonte provoca muita expectativa e prazer porque gostei muito da receptividade do público mineiro. As pessoas são atentas, sabem escutar, é como se tivessem tradição de ouvir canções”, comenta a argentina. Segundo ela, toda apresentação de Vento da Memória tem um caráter diferente que perpassa suas próprias emoções e inconsciente.
“Me sento com o violão e escuto muita música, vou investigando e buscando. Para este Vento da Memória, dentro de um grupo de canções escritas e ou compostas por mulheres, escolhi uma canção da peruana Chabuca Granda, escrita para Violeta Parra depois de seu suicídio, e uma belíssima letra de Cecilia Meireles que será a única música em português da apresentação. Há também tangos que representam a geografia emocional da minha cidade, Buenos Aires, além de músicas de outras paisagens como os pampas e o litoral argentino”, revela Mimi.
A apresentação contará, também, com participação do compositor, orquestrador, arranjador, produtor fonográfico, pianista, multi-instrumentista e regente mineiro Marcelo Jiran. Em seu solo, o artista buscará conexões entre o tango, o chorinho e a valsa, além de dividir uma música com Mimi. Trabalhando com a estrutura do choro, Jiran aborda cores e polifonias contemporâneas bem equilibradas à força e alegria singela da música popular.
Mimi Kozlowski – Argentina, Kozlowski dedicou-se à música desde muito jovem, começando os estudos com piano e violão. Sua carreira como cantora se iniciou no Brasil, com um repertório latino-americano que fez sucesso nos bares do Rio de Janeiro e Búzios. Depois de uma temporada em Paris, a cantora regressa a Buenos Aires e lança, em 1997, seu primeiro disco, Nueve Tangos y Um Candombe, que recebeu o Prêmio da Tribuna de Música Argentina. Desde então, apresentou-se junto de grandes nomes da música sul-americana em diversos países.
Marcelo Jiran – Mineiro, Jiran é compositor, orquestrador, arranjador, produtor fonográfico, pianista, multi-instrumentista e regente. Em seus trabalhos desenvolve a estrutura do Choro e afins, como Valsa, Tango, Maxixe, Bolero, Polca, usando elementos arraigados no erudito, somando cores e polifonia contemporâneas bem equilibradas à força e alegria singela da música popular.
Foto: Divulgação
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