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#SempreUmPapoEmCasa recebe os artistas Tino Gomes e Saldanha Rolim

Os cantores, compositores e multiartistas Tino Gomes e Saldanha Rolim são os convidados do Sempre Um Papo para falarem sobre suas trajetórias e suas andanças pelas cidades do interior de

Minas, especialmente, Montes Claros. Essa será mais uma edição virtual do “Sempre um Papo” com transmissão ao vivo no Youtube, Instagram e Facebook do Projeto. O encontro será mediado pela jornalista Jozane Faleiro e vai acontecer no dia 1 de outubro, quinta-feira, às 18h.

O Sempre Um Papo realiza uma série de conversas com escritores e artistas de algumas cidades de Minas Gerais, no intuito de valorizar a arte da região. As atividades integram o #SempreUmPapoEmCasa, sequência de eventos patrocinados pela Cemig com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Tino Gomes nasceu em montes claros, é multiartista, com 43 anos de profissão, atuando na músico, no teatro, na televisão, na literatura. Sempre levando o nome de Minas por onde passa, tanto que seu lema é a frase "Sou mineiro e falo um tal de Minerês”. Desde criança, Tino toca violão. Dos 10 aos 16 anos, quando foi seminarista, cantava no coro e, no teatro no seminário, atuava em dramas e comédias. Após 6 anos, desistiu da carreira de seminarista e, em Montes Claros, sua terra natal, ainda adolescente, montou sua primeira banda de rock, “The Wilds”. Sua história musical profissional deu seus primeiros passos em 1972, a partir dos palcos da peça "Morte e Vida Severina", em São Paulo, quando, então, junto com mais três atores (Charles Boavista, Angela Linhares e Eliane Steves) fundou o “Grupo Raízes”, cuja proposta era fortalecer a música regional do Brasil. O primeiro disco do grupo tinha como carro chefe a música "Desentoado" ("...eu sou fruta do norte, no curral sou boi de corte; sou água de enxurrada, pau preto no pé da serra...") de autoria de Tino Gomes e Charles Boavista, sendo tocada em todo o território nacional. Essa era a época efervescente da música regional brasileira, quando então surgiram vários grupos conhecidos, tais como Quinteto Vilolado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Harmorial, Novos Baianos e outros. Em 1975, de volta a Montes Claros, Tino Gomes retornou ao Grupo Folclórico Banzé. Atuando como músico e dançarino, participou de vários festivais, nacionais e internacionais, representando a cultura e a tradição do norte de Minas. Em 1978, formou o grupo “Terno de São Benedito” e gravou seu primeiro disco solo "Saudação", que teve como produtor e diretor musical o cantor e compositor Ivan Lins. A partir daí, foram quinze discos gravados e mais de quinhentos jingles e trilhas para comerciais. Em discos e dividindo palcos, Tino Gomes já teve, como parceiros, Ivan Lins, Flávio Venturini, Nivaldo Ornelas, Elza Soares, Gorete Milagres, Beto Guedes, Milton Nascimento, Marcus Viana, Jackson Antunes e outros. Durante todos esses anos, a carreira de ator não ficou para trás. No cinema, trabalhou em vários filmes, entre eles o premiado filme de Carlos Alberto Prates “Minas Texas”, ao lado de Andréa Beltrão, José Dumont e Tony Ramos e o recém lançado “Meu Pé de Laranja Lima”, do diretor Marcus Bernstein. Também contracenou com o ator João Miguel no filme “Matraga - A hora e vez de Augusto Matraga”, do diretor Vinícius Coimbra, ainda inédito no circuito comercial. Na televisão, foi apresentador de dois programas em BH: o irreverente “Brechó do Troca-Troca” e o “Programa Clandestino”. Também participou das novelas globais “Caminho das Índias” e “Malhação” e da minissérie “A Cura”. Em 2009, esteve em cartaz no Teatro Clara Nunes/RJ, com o musical “Um lugar chamado recanto”, de Fred Mayrink. Atuando ao lado de Nivea Stelmann, Cláudio Galvan e Ronnie Marruda, Tino foi, também, o responsável pelas preparação musical de percussão dos atores.

Seu primeiro contato com as crianças foi ainda em São Paulo, em 1972, quando trabalhou como ator em peças infantis, como “O Palhaço Imaginador” de Ronaldo Ciambroni, no teatro Treze de Maio. De volta a Montes Claros, Tino Gomes lecionou no Conservatório Lorenzo Fernandes, ministrando aulas de violão, musicalização e prática de conjunto para crianças. Já morando em Belo Horizonte, a convite da Editora Lê, Tino escreveu “Festança”, seu primeiro livro infantil, ilustrado por Denise Rochael. “Festança” é uma colcha de retalhos de estórias infantis vividas no Norte de Minas. Para divulgação do livro, musicou algumas estórias e, juntamente com a equipe da Editôra Lê, se apresentou em escolas da capital e do interior de Minas, contando e cantando essas estórias para as crianças. Com o sucesso do livro, Tino escreveu “A Magia do Signo”, também com desenhos de Denise Rochael. Um livro cheio de humor, onde brinca com as datas e os signos do zodíaco. Dois anos mais tarde escreveu o livro, “O Menino e o Tempo”, desta vez, para a Editora do Brasil, com ilustrações de Marilda Castanho. O livro conta a história de um menino que passa a vida procurando saber o que há atrás de uma montanha onde nasce o sol. De tão preocupado com este fato, não percebe que sua vida passou rápido e já está velho. Tino Gomes, então, escreveu “Camundongo’s Rap”, com ilustrações de Denise Rochael. Livro alegre, conta a estória de um ratinho cantador de hip hop que, junto com sua turma de amigos, vive provocando um gato. Este livro teve várias edições e, em 2011, o texto foi adotado pela FTD, integrando seus livros didáticos. “O universo lúdico da criança me fascina. Sempre tive muita facilidade em lidar com crianças e, escrever para elas, é um presente para mim. Uma verdadeira válvula de escape no meio da seriedade do dia-a-dia”, diz Tino. “O meu próximo trabalho, que já está em andamento, será o DVD de desenho animado “Turma do Toy”, com 10 músicas infantis inéditas. Está sendo um trabalho muito gostoso de fazer. Ver a música tomar vida através dos personagens e dos desenhos é uma experiência nova para mim”. Além do DVD infantil, já em andamento, seu próximo projeto é a gravação de um DVD Docmentário, registrando toda sua trajetória artística pelas estradas de Minas e do Brasil. Um talento que despontou ainda criança e que continua a se recriar constantemente, a buscar novos caminhos e, principalmente, a aprender com os jovens. “Essa moçada está por aí fazendo coisas bacanas e eu tenho muito a ensinar e a aprender com eles.”

Atualmente, Tino Gomes viaja com o seu espetáculo de humor “Cantoria e uns Cauzim de Safadeza”, que é sucesso de público e crítica onde se apresenta. Na peça, uma mistura inteligente de ‘causos’ populares e músicas engraçadas, Tino Gomes interpreta vários personagens caricatos. É um espetáculo que explora todo o seu potencial artístico e que proporciona um passeio irreverente pelo lado divertido da cultura mineira.

Saldanha Rolim é cantor e compositor, cearense de Parambu, criado em São Luiz do Maranhão, mas nos anos 80, se encantou pela terra e pelo povo mineiro quando conheceu Minas Gerais. Nos anos 90 veio morar em Diamantina, no portal de entrada do Vale do Jequitinhonha. Saldanha Rolim sempre vivenciou as manifestações culturais de seu povo, expressas através da diversidade de ritmos que fazem parte do repertório de seus eletrizantes shows, influência de dois mestres do cancioneiro nordestino – Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Depois de se apresentar em várias cidades nordestinas, em 1980 Saldanha Rolim seguiu para São Paulo, levando na bagagem esta mistura de sons. Começou a se destacar com seus shows vibrantes, fazendo circuitos universitários e se apresentando em programas de TV. Em pouco tempo, ele criou um estilo próprio ao dar um sotaque novo à rítmica nordestina. Na capital paulista teve contato com o compositor Geraldo Vandré, que em 1984 o convidou para participar do histórico show das terras de Benvirá realizado na cidade de Puerto Stroessner, no Paraguai. Neste show ele foi apresentado ao cantador mineiro Saulo Laranjeira e iniciou ali uma grande amizade que desaguou em fecundas parcerias e no contato direto com Minas Gerais. Levando a sua música por mais 120 cidades mineiras, Saldanha Rolim promoveu uma intensa relação com o público mineiro que também o adotou e ele passou a ser presença obrigatória na maioria dos eventos realizados pelo estado afora. Dando asas as suas performances, o músico apresenta os mais variados ritmos brasileiros no espetáculo Brasilidade passando pelo Carimbó, Baião, Xote, Bumba-boi, Côco embolado e muito mais.

Ter nascido no sertão e se criado a beira mar em contato direto com as festas populares, fez de Saldanha um artista performático, brincante dos ritmos brasileiros. No show Tambores de Cantaria, o cantador dá asas as suas performances, com mais 3 percussionistas tocando grandes tambores construídos especialmente para esse espetáculo. Para 2021, Saldanha prepara encontros intimistas com seu público. Encontro Marcado com Saldanha Rolim. Esse projeto realizado sempre nas quintas-feiras santas agora pega a estrada no intuito de resgatar os encontros que estamos tão saudosos.

Foto: TGDIV

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