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O grivo faz concerto gratuito de lançamento do cd “3” Dias 5 e 6 outubro, no Teatro Marília
Em parceria com o artista plástico Roberto Freitas, os músicos Nelson Soares e Marcos Moreira realizam concerto de música experimental, que combina execução, ao vivo, de instrumentos modificados, eletrônicos e tradicionais.
O Grivo faz concerto de lançamento do novo CD “3”, resultado da parceria com o artista plástico, Roberto Freitas, nos dias 5 e 6 de outubro, sábado, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro Marília. Com repertório que reúne composições de música instrumental, os três artistas apresentam, ao vivo, estudos improvisados que dialogam instrumentos tradicionais, modificados e eletrônicos. Os CDs serão distribuídos gratuitamente na ocasião do lançamento. Um catálogo digital - com fotos, vídeos e informações sobre os instrumentos utilizados nas gravações dos CD - será disponibilizado em plataforma digital acessível, pelo público, a partir da data do primeiro concerto. O concerto de lançamento tem entrada franca. Gênero: música experimental. Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: livre. Mais informações para o público pelo Tel.: 31 3277 4697 ou pelas redes sociais do O Grivo - instagram: @ogrivo | facebook: https://www.facebook.com/ogrivo.grivo.7.
Os concertos integram projeto maior que prevê o lançamento de mais um CD (“Plano de Voo”) para novembro agora, além de oficinas sobre a produção do cenário artístico contemporâneo internacional a serem realizadas em fevereiro.
CD “3”
Fruto do registro de performances musicais realizadas em 2017, o CD 3 nasce da parceria antiga desenvolvida entre os músicos do duo O Grivo e o artista plástico Roberto Freitas. Essa conversa entre os artistas começa em 2009 com a instalação sonora chamada Máquina Orquestra, “uma experimentação em que os instrumentos eram gerenciados por máquinas sonoras e objetos capazes de gerar som”, explica Nelson Soares.
Em 2016, os músicos foram premiados pelo Projeto Prêmio Itaú Rumos e realizam, no ano seguinte, uma instalação sonora que ocupava um dos Galpões da Funarte. “Tinham várias engenhocas, sanfonas, estudos de órgão. Foles e hélices que produziam vento em alguns objetos espalhados pelo espaço, gerando som. O material ficava exposto durante o dia e de noite fazíamos uma performance com manipulação dos instrumentos, ao vivo”, lembra Marcos Moreira (Canário).
Segundo Roberto Freitas, as performances tornavam as instalações grandes instrumentos musicais que dialogavam com instrumentos tradicionais, modificados, eletrônicos e objetos sonoros. Durante o concerto, “diversas estratégias musicais eram experimentadas sem ordem predeterminada criando uma narrativa que alternava momentos de tensão e distensão, velocidade e vagar, fragmentação e unidade, transparência e opacidade, etc.”, explica.
A complexidade das improvisações colocou os artistas em um processo radical de estudos e experimentação até que a performance ganhasse maturidade. Neste aspecto, Marcos Moreira do O Grivo ressalta que “a improvisação demanda um preparo imenso até que os músicos sejam capazes de articular respostas musicalmente interessantes em situações inesperadas”. Os poucos registros das performances agradaram aos autores e nasceu o desejo de realizar a gravação profissional e o lançamento do CD”.
CATÁLOGO ONLINE
Para Marcos Moreira, “Parece instigante ainda a possibilidade de que o registro em áudio do CD possa a ser experimentado pelo ouvinte, acompanhado ou não, simultaneamente ou não, de um catálogo online”, explica Marcos Moreira.
O catálogo reúne material audiovisual (fotos e pequenos vídeo) das máquinas e objetos de onde nascem os sons. Esse documento será disponibilizado ao público a partir do dia 5 de outubro, data do primeiro concerto, numa plataforma digital a ser divulgada na ocasião do evento.
ROBERTO FREITAS
Artista que desde 2002 produz trabalhos que flertam livremente entre problemáticas típicas do cinema, dança, música, escultura, performance, desenho e pintura. Fez exposições individuais na Funarte BH, SESC Pompéia, galeria Dot.arte, galeria Virgílio, Museu Victor Meirelles, Mis de Florianópolis, Mis de Campinas e no Memorial Mayer Filho ainda participou de exposições coletivas pelo Brasil, América do Sul, do Norte e Europa. Tem bacharelado em artes plásticas e mestrado em teoria da arte, ambos realizados na UDESC. Lecionou desenho numa universidade pública e em uma pós-graduação de Teoria da arte. Geriu a ARCO (2003 até 2008) na cidade de Florianópolis, um espaço dedicado à investigação e exposições de arte contemporânea.
O GRIVO
Em fins de 1990 O Grivo, formado pelos músicos Nelson Soares e Marcos Moreira (Canário) realizou seu primeiro concerto em Belo Horizonte, iniciando suas pesquisas no campo da “Música Nova”. Interessado na expansão do seu universo sonoro e na descoberta de maneiras diferentes de organizar suas improvisações, o grupo vem desenvolvendo sua linguagem musical. Em função da busca por “novos” sons e por possibilidades diferentes de orquestração e montagem, O Grivo trabalha com a pesquisa de fontes sonoras acústicas e eletrônicas, com a construção de “máquinas e mecanismos sonoros”, e com a utilização, não convencional, de instrumentos musicais tradicionais.
Em consequência desta pesquisa, que leva ao contato com os objetos e materiais mais diversos, cresce a importância das informações visuais e da sua organização nas montagens do grupo. A isto se soma um diálogo, também ininterrupto, com o cinema, vídeo, teatro e a dança. Nas instalações / concertos o espaço de fronteira e interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar onde se constrói nossa experiência com conceitos como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição, fragmentação, etc. A proposição de um estado de curiosidade e disposição contemplativa para a escuta e a discussão das relações dos sons com o espaço são as ideias principais sobre as quais se apoiam os trabalhos do grupo.
Foto: paula huven
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