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Desbasket das EXcluídas BH – segunda mostra das alunas e alunos do PIIM acontece dia 25/09 no CRJ e Viaduto Santa Tereza
O Desbasket das EXcluídas BH é uma ação performática que usa o esporte como manifestação da diversidade dos corpos, que aborda o direito à habitação na cidade, o direito ao espaço em tempos de intolerância. A ação é a segunda mostra promovida e elaborada pelas alunas e alunos do PIIM - Programa Intensivo de Investigação e Montagem, que selecionou através de um edital, jovens entre 17 e 25 anos, interessados em pesquisa e criação na área da dança, incluindo outras manifestações artísticas do corpo. O projeto, criado pelo multi-artista Guilherme Morais, além das aulas, proporciona aos alunos a experiência de propor a apresentar mostras com os mais variados temas, que tem em comum a convivência entre as diferenças.
A nova mostra conta também com parceria internacional, conforme explica Guilherme: “Essa proposta tem uma parceria com o Festival Pedras 19, de Lisboa, que faz parte de outro centro de formação livre em dança e performance. o CEM – (Centro em Movimento), através da parceria do artista Bernardo RB, Belo-horizontino radicado em Lisboa e provocador do CEM”, diz.
O Desbasket das Excluídas será apresentado em 2 seções, no dia 25 de setembro, sendo a primeira às 16h no CRJ – Centro de Referencia da Juventude e a segunda às 17h, debaixo do viaduto do Santa Tereza.
“Ás 15h teremos uma pratica de desmontaria, que seria uma montaria de figurino, acessórios, maquiagens tudo coletivo, no intuito de uma desconstrução da normatividade”, conclui Guilherme Morais.
O Desbasket das Excluídas será apresentado em 2 seções, no dia 25 de setembro, sendo a primeira às 16h no CRJ – Centro de Referencia da Juventude e a segunda às 17h, debaixo do viaduto do Santa Tereza (centro/ BH)
A atividade é aberta a todos os públicos e é gratuita.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte
Espaço de construção e convivência
O PIIM -Programa intensivo de Investigação e Montagem - surgiu como uma ação da plataforma This is Not, criada há oito anos atrás coreografo e multiartista Guilherme Morais. O PIIM nasce em 2017, diante do panorama político e da divisão ideológica que já se mostrava bem demarcada naquela época. Guilherme buscou então, através do programa, problematizar sobre a nossa capacidade de convivência diante das diferenças de pensamento, indagando se as pessoas poderiam encontrar pontos de confluência e co-criação.
“Eu queria fazer um projeto que pudesse unir diferentes jovens com diferentes artistas, que tivessem um distinto pensamento de corpo e o mover nesse mundo. Um investimento no encontro e na possibilidade de criar juntos, o projeto nasce de uma pergunta “ainda podemos criar juntos?” E é uma pergunta mesmo, eu não posso respondê-la sozinho, eu prefiro acreditar que sim, mas é o que vamos indagar durante todo o processo do programa na pratica. Se ainda e possível convivermos e ainda criarmos”, pontua Guilherme.
O artista define o processo como “um grande exercício de cura”, enfatizando que o mais importante são os encontros, as trocas, as novas possibilidades de construir e discutir arte e criação. “Não se trata de aulas de coreografias ou repertório de cada artista, não tem ‘siga o mestre’”, pontua.
“Por isso, mais do que professores foram convidados artistas pesquisadores, pessoas que produzem na prática conteúdos artísticos e novas possibilidades do pensar e fazer arte”, afirma, apontando para o formato do programa que está mais próximo da residência artística, no que diz respeito à metodologia.
Além do fazer artístico cênico, o programa promove conhecimento em áreas de produção e comunicação, uma vez que o artista atualmente, precisa desempenhar diversos papeis simultaneamente além do estar em cena.
Sobre a plataforma This is Not:
É uma plataforma criada em 2011 pelo coreógrafo e multi artista Guilherme Morais, para trabalhar em parceria com outros artistas e/ou produtores de diferentes áreas e pensamentos artísticos, estabelecendo encontros e produzindo novas questões e pensamentos na arte. Através dela o artista vem desenvolvendo espetáculos, performances, vídeo, exposições entre outras ações, como a “Dengue – duelo de vogue”, “estudos em Dança Contemporânea” com aulas regulares em estúdios e na rua dês de 2013. Em 2015, em Parceria com Galpão Cine Horto, produziu a primeira residência artística intensiva a “Trans Residencia Queer” que pesquisa a performatividade queer dos corpos. Em 2018 no primeiro semestre, produziu o programa de ensino “Estufa em movimento” com aulas regulares de dança e workshops com coreógrafos dentro de uma estufa hortaliça em parceria com a fazenda Urbana Begreen.
Foto: Flávia Mafra
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